quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vale a pena esperar! Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo


Um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, sugere que casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória.
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.
Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo — diz ele.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Consciente Coletivo - Episódio 4/10



O vídeo nos conscientiza sobre a importância da água para a sobrevivência, a distribuição e o uso deste recurso vital para a vida.

A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O verdadeiro sentido do natal

O feriado do Natal é muito comemorado no Brasil e em vários países do mundo, seja por pessoas cristãs ou não. É um momento tradicional de reunir a família em volta da mesa, trocar presentes, enfeitar a casa e para muitos uma desculpa para afrouxar os freios morais e sociais.

Não há nada de errado em reunir a família ou trocar presentes. O problema é que muitas vezes acabamos por nos esquecer do verdadeiro sentido do Natal. É muito comum nos esquecer o que estamos celebrando nesta data, e conseqüentemente substituir a adoração a Jesus por ideais de fraternidade que os elementos desta festa possuem, substituindo as boas novas do menino Jesus pelos presentes e glamour do Papai Noel.

O nascimento de Jesus, o Salvador foi anunciado pelo profeta Isaías 600 a.C.
Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios.
O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.
Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos.
Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:1-7
O profeta nos trouxe a esperança de redenção por meio de um menino que viria ao mundo. Esse menino traria consigo luz ao mundo, as pessoas que andavam sem saber para aonde estavam indo (sem direção) seriam guiadas por esse bom pastor. Essa criança viria desfazer essa sombra da morte que aterrorizava a todos, o desespero de viver em inimizade com o próprio Deus.

A alegria de receber esta criança é comparada como momentos de festa pela provisão de uma grande colheita, ou pelo alívio de sair vitorioso na guerra. Essas imagens se assemelham muito com a missão do Messias, trazer libertação para os oprimidos pelo pesado jugo de seu opressor, saciar a fome daqueles que a muito se desviaram de Deus e não encontram alimento noutro lugar.

O menino que Isaías anuncia traz uma grande missão sobre os seus ombros, reconciliar o homem com Deus. Trazer a verdade, justiça e paz para um mundo em caos, essa sim a imagem final de seu trabalho.

Os nomes que a criança carrega consigo mesma nos revela sua identidade, o caráter de sua missão. A sabedoria que acompanha Jesus é sublime, Ele veio testemunhar a verdade. Seu reino não terá fim. E a salvação estará ao alcance de todos. A esperança que raiou, envolve a encarnação do Filho de Deus, seu nome será Deus forte. A imagem que o profeta nos apresenta é do próprio Deus intervindo na nossa história, nos amando e trazendo salvação. O mistério do Deus-homem vivendo e habitando entre nós, se humilhando, servindo e redimindo a sua criação.

A garantia que o profeta oferece é o zelo de Deus. O amor do próprio Deus é que fará isso. A intencionalidade é toda do Pai, sua misericórdia e graça nos levarão a esta realidade.

As palavras de Isaías não caíram por terra. Esse novo reino foi inaugurado pelo advento de Jesus, o menino que há mais de dois milênios trouxe a paz, Deus para perto de nós.
Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).
Mateus 1:20-23
Por Pedro Paulo Valente
Publicado originalmente em Apoteose

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A árvore de Natal na casa de Cristo


DOSTOIÉVSKI

Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça a guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava ali, e o menino já ganhava a rua.

Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães,às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali... Meu Deus! Se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... E o frio, ah! Este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada; toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! Como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.

Eis uma rua ainda: como é larga! Esmagá-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! Uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! Com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe - nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. "Aqui, pelo menos", refletiu ele, "não me acharão: está muito escuro."

Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!"

- Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.

Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.

- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.

- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...

E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães... E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...

E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.

Jesus e as mídias sociais



Você já pensou como seria se Jesus nascesse nos tempos atuais? A agência portuguesa Excentric imaginou e produziu um divertido vídeo que narra a história do Natal Digital com a utilização das Midias Sociais. Uma bela sacada ...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O NASCIMENTO DE JESUS, UM CORDEL SOBRE O NATAL



O Nascimento de Jesus, Um Cordel sobre o Natal.
Textos: Euriano Sales
Ilustrações: Meg Banhos
Locução e Edição: Euriano Sales
Trilha: Sa Grama

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Consciente Coletivo - Episódio 3/10

A cadeia produtiva do papel.



O vídeo nos conscientiza sobre o custo para o meio ambiente do papel, o que deve nos levar ao seu consumo de forma mais racional.

A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os sete pecados capitais – parte 7 - Libertinagem

Vivemos numa sociedade hedonista – orientada pelo prazer e este centralizado no sexo, que distorce o nosso conceito de felicidade e se confunde também com a realização do ser humano. Um ambiente no qual a libertinagem é apresentada como um bem a ser conquistado pelo homem.

A exploração do sexo na mídia é um exemplo de como estamos entorpecidos de tanta miséria. O homem deseja uma mulher coisificada, um mero objeto a ser possuído, que trará prazer e fortalecerá sua masculinidade. A mulher por sua vez procura ser desejada de qualquer forma, sensual e provocante atraindo a atenção e os olhares dos homens, exercendo domínio e poder através da luxúria, um falso conceito do que é ser feminino.

O amor foi reduzido nas relações como conseqüência direta da falta de comprometimento entre as partes. Possuir o outro de forma barata e descartável é vantagem aos olhos desses que andam como bêbados em plena luz do dia, sem perceber que essa vida individualista só conduz ao vazio, uma vida solitária e de constante insatisfação. Quanto mais possui menos saciado se sente, pois o prazer explorado é efêmero e descartável, como uma fonte não renovável.

O perigo de se envolver nesse jogo é conhecer e explorar a sexualidade de forma fantasiosa, enganosa, egoísta e má. Viver assim, explorando e sendo explorado, acaba por promover relações de instabilidade, descartáveis, sem compromisso e segurança emocional, totalmente desequilibrada. Uma instabilidade que leva a incontinência.

Imagine uma lata de refrigerante violada (aberta), sem gás, na temperatura ambiente. O que o fabricante diria sobre este produto? Provavelmente que ele não está dentro das especificações e que deixou de ser o produto original, que não passaria pelos padrões de qualidade, e que inclusive poderia comprometer a saúde do consumidor. O fabricante poderia dizer isso porque ele criou o produto e sabe identificá-lo, por isso ele traz consigo uma série de especificações. Estas nada têm haver com diminuir a satisfação (prazer) que o produto traz, mas pelo contrário, garantir que o consumidor encontre essa experiência. O mesmo podemos dizer sobre a libertinagem, esta seria como um refrigerante que perdeu sua característica original. E quem define isso é o próprio Criador, ou você acha que teria alguém melhor para nos orientar?

O contraponto para essa vida desgraçada é a pureza de coração. O monoteísmo é a oposição aquela vida que idolatra o sexo. O amor a Deus, comunhão e transcendência, é o caminho para encontrar perdão e força, misericórdia e graça.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Mateus 5:8

Por Pedro Paulo Valente

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Jars of Clay patrocina abertura de mil poços artesianos na África




Caitlin R. King

Mais de 700.000 pessoas estão bebendo água limpa hoje na África graças a uma das bandas cristãs mais populares dos EUA, o Jars of Clay. O grupo recentemente alcançou seu alvo de fornecer água potável a mil comunidades africanas, através da abertura de mil poços artesianos patrocinados pela ONG que fundaram, a Missão Blood: Water [Sangue e Água]. Eles vão comemorar o feito no ano que vem com um concerto beneficente no Ryman Auditorium, em Nashville.

“Quando começamos, era uma alvo distante”, disse o vocalista Dan Haseltine em entrevista recente. Depois de mais de cinco anos, a banda conseguiu levantar cerca de sete milhões de dólares para iniciar projetos de obtenção de água potável, saneamento básico e treinamentos de higiene. Eles fizeram várias viagens à África para testemunhar pessoalmente o progresso de cada projeto.

Assim descobriram que a vida é muito diferente quando se tem água limpa e de fácil acesso. Mulheres e crianças africanas não precisam andar vários quilômetros por dia para tirar água de uma fonte suja ou lidar com as dores de estômago, doenças de pele e diarreia que costumava acompanhar a água que bebiam.

O tecladista Charlie Lowell lembra da conversa que teve com uma mulher que orgulhosamente exibia suas mãos macias. Ela disse que costumavam ser secas e enrugadas, mas agora sentia-se mulher novamente.

“Trata-se de saúde, de saneamento e de água potável, mas por trás de tudo isso existe a questão da dignidade humana”, disse Lowell.

Os membros da banda enfatizam que os projetos são direcionados pelos habitantes locais. Geralmente são as mulheres quem decidem o tipo de fonte de água que a aldeia necessita e como consegui-la.

Para levantar o dinheiro, a banda utilizou, em grande parte, esforços criativos de pequenas ações. “É algo dirigido à comunidade nos EUA, tanto quanto é dirigido à comunidade na África”, disse Haseltine.

A banda começou a mostrar às pessoas que apenas um dólar é suficiente para fornecer água potável para um africano durante um ano. Seus fãs organizaram gincanas, lavaram carros, fizeram desfiles de moda beneficentes, cultivaram e venderam tomates, montaram até uma barraquinha e venderam limonada para arrecadar fundos e doações.

Haseltine desafiou os fãs para que, no último Haloween, doassem um dólar toda vez que vissem uma pessoa fantasiada de Justin Bieber. Esforços como esses inspiraram a música Small Rebellions [Pequenas rebeliões], a primeira faixa de “The Shelter”, o álbum mais recente do Jars of Clay,

O guitarrista Stephen Mason disse que o álbum reflete muito da jornada que fizeram com o Blood: Water, pois baseia-se no conceito de comunidade e de que precisamos uns dos outros.

Os membros da banda não tem certeza qual será seu próximo grande objetivo na África, mas há um sentimento de que apenas arranharam a superfície do problema.

“Podemos acrescentar um zero a isso, chegar a dez mil poços ou apenas tentar mais mil”, disse Stephen Mason. “O desafio do Blood:Water e do Jars é continuar a sonhar grande com o que podemos fazer para tornar o mundo um lugar melhor. Vamos ver onde essa história vai nos levar”.

O Jars of Clay já vendeu mais de seis milhões de álbuns, ganhou três Grammys e teve 17 músicas no número 1 das paradas, incluindo a música que os tornou famosos: “Flood”.

Conheça o Blood:Water AQUI e o site da banda AQUI.

Fonte: the Washington Post

Tradução e edição: Jarbas Aragão. Todos os direitos de tradução reservados. Se for reproduzir, por gentileza cite a fonte.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Consciente Coletivo - Episódio 2/10



A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Brasileiros buscam sustentabilidade com palavras, mas não com atitudes

Um ótimo texto sobre o comportamento do brasileiro frente aos desafios da sustentabilidade.

Brasileiros buscam sustentabilidade com palavras, mas não com atitudes



Sem respeito ao próximo, jogar lixo pela janela é um ato frequente de muitos motoristas. (Imagem: Elisa Elsie / Tribuna do Norte)



A pesquisa “Sustentabilidade Aqui e Agora”, encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Walmart Brasil, foi divulgada na última quinta-feira (25). O resultado mostrou que os brasileiros se preocupam com as questões ambientais, porém não estão dispostos a pagar mais por produtos feitos seguindo padrões sustentáveis.

A empresa Synovate, responsável pela pesquisa, entrevistou 1100 pessoas, em 11 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Entre os entrevistados, 59% se mostraram preocupados com o meio ambiente e disseram que ele deve ter prioridade em relação ao crescimento econômico. Um dos intuitos principais da pesquisa era descobrir se campanhas de conscientização, como a ação governamental “Saco é um Saco”, chegam aos cidadãos comuns e geram o efeito e a reação esperados.

Em relação ao uso das sacolas plásticas o estudo mostrou que 60% da população se mostra favorável à proibição dos utensílios. Porém, 21% dos entrevistados disseram não saber como seriam descartados os lixos domésticos sem as tradicionais sacolinhas.

A limpeza pública foi apontada como o principal problema local, por 40% da população. Os entrevistados também destinaram aos órgãos públicos a responsabilidade por solucionar os problemas relacionados ao meio ambiente e 82% das pessoas estão dispostas a participar de algum abaixo-assinado para resolver essas questões, porém não querem atuar diretamente na busca por soluções.

Outro dado bastante importante da pesquisa é o fato de que os brasileiros atribuem à próxima geração a função de atuar em prol do meio ambiente. Dessa forma é isentada a participação da geração atual na busca por esse objetivo, o que mostra uma possível omissão ou falta de vontade para realizar grandes mudanças.

Os brasileiros estão preocupados em melhorar, não somente o meio ambiente, mas também a saúde e a qualidade de vida. No entanto, o que a pesquisa revela é que não há uma disposição muito grande em alcançar essas mudanças, seja por darem trabalho ou por terem altos custos. Ou seja, ainda existe uma distância grande entre a intenção e o gesto.

Fonte: Ciclovivo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem é Urias

Quem é Davi todos sabem: pastor de ovelhas, poeta e músico, rei bondoso, amigo de Deus... Mas quem é Urias? Até no relato bíblico que se refere a ele, em 2 Samuel 11, a história tem o título Davi e Batseba. Além disso, é uma história em que Urias só entra na segunda cena.
Quem é Urias? Talvez alguns saibam sobre ele e respondam que é o marido de Batseba ou o soldado de Davi que, em ambos os casos, fora traído.
Tudo conspira contra Urias neste episódio bíblico: é soldado em uma guerra ferrenha, está longe de casa e da esposa por vários dias (seria um jovem recém-casado?), recebe um convite estranho e inusitado do rei ocioso, é tentado vergonhosamente pelo rei a experimentar daquilo que, mesmo legítimo, não lhe parece o certo naquele momento e, por último, como se não bastasse, é enviado de volta à batalha, mas desta vez para fazer parte da primeira linha. E desta vez, será deixado sozinho para morrer.
Quem é Urias? Um homem agraciado por Deus em seu caráter. Um homem firme em sua missão, em sua consciência de pertencer ao povo escolhido, em seus princípios...
Quem é Urias? Um homem que foi morto por ser obediente ao seu chamado, a sua missão e aos seus princípios.
Quem é Urias? Um servo sem importância histórica, que se tornou uma das grandes referências bíblicas para nós, crentes do século 21.

Por Jony de Almeia
Publicado originalmente no boletim da Igreja Presbiteriana de Viçosa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O fim da missão


Fim de finalidade, motivo da busca, alvo, sentido. Afinal, a despeito de todos os relevantes credos apostólicos e declarações oficiais da igreja, é fundamental que nosso coração repouse e aja confiadamente em torno da missão que Deus nos deu. Missão pessoal e coletiva, de um e de muitos. Disso depende muita coisa: os músculos, a mente, os hábitos, os diálogos, os sorrisos, os choros, a esperança.

Assistindo novamente a trilogia “O Senhor dos Anéis”, me vi encorajado a renovar meu compromisso com a Missão de Deus. A perseverança, o esforço, a coragem e o sacrifício dos personagens do filme (especialmente Frodo) em torno de um objetivo comum e claro me reanimaram a viver, a todo custo, em função da ordem de Deus.

Missão é um termo antigo, “até o século 16 usado apenas para a Trindade. Os jesuítas foram os primeiros a usá-lo em termos da difusão da fé cristã”, lembra David Bosch no livro Missão Transformadora, p 17 (Editora Sinodal). Ao longo dos séculos, os evangélicos também foram adotando a palavra, e hoje ela está em nosso vocabulário.

O fim da missão nos dá significado, nos envolve. Calçamos os sapatos e caminhamos. Olhamos para o horizonte e dizemos: “Sim, é para lá que eu vou”. Direção de sentido e de caráter, porque enquanto caminhamos, somos transformados. Enquanto nossos olhos encontram os olhos de Deus, já não somos os mesmos. Ele nos envia, e já não estamos mais no mesmo lugar. Dando-nos uma missão, Deus reconcilia o “ser” com o “fazer”.

Estamos aqui para cumprir a missão que Deus nos dá: seguir a Jesus Cristo, anunciar e viver o seu Reino. O que isso significa, na prática? O que está em jogo? Por hora, apenas vislumbro as respostas, mas uma coisa estremece meu coração: fazemos parte de algo muito maior e mais importante do que podemos imaginar. Há um cenário surpreendentemente amplo que nossos sentidos não podem alcançar, mas que, pela graça de Deus, ajudamos a construir. E se isso é verdade, somos os mais esperançosos de todos os homens.

Por Lissânder Dias

Publicado Originalmente no blog Fatos e Correlatos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O apocalipse segundo Capitão Nascimento


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Com oito semanas de atraso, escrevo um artigo comentando este que é, sem dúvida, um dos filmes mais importantes da história do nosso cinema, por conjugar êxito na bilheteria, qualidade técnica e estética, e abordagem de um tema que, de tão atual, explodiu na mídia nacional e internacional com os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro.

Não me faltaram vontade nem ideias para escrever, mas a minha perplexidade diante do filme me paralisou. O título deste artigo me veio logo após assisti-lo pela primeira vez, na tarde do dia de estreia. Como um tiro de calibre 12, a trama me atravessou subitamente, espalhou as vísceras do meu otimismo e deixou no meu peito um buraco do tamanho de uma laranja, extraindo de mim toda a expectativa de que as coisas pudessem ser melhores neste mundo. Era o fim que estava próximo e só se poderia mesmo esperar a paz no mundo vindouro, não mais neste mundo corrompido em que vivemos, com traficantes cruéis e policiais e políticos corruptos. Certamente, depois dos últimos acontecimentos na minha querida cidade, centelhas de esperança neste mundo e nas pessoas que fazemos parte dele começaram a me tocar. Não sei se é leviano da minha parte dizer que os ataques incendiários a veículos e o terror que nos fez evitar sair de casa (até mesmo durante o dia) acabou sendo benéfico porque impulsionou as autoridades a tomar providência, com a ocupação de duas comunidades antes consideradas intransponíveis. O fato é que, nas comunidades onde a polícia e as Forças Armadas atuaram, o tráfico parece ter sofrido mesmo uma grande derrota e as pessoas de bem que vivem lá vão poder viver em paz pela primeira vez depois de muito tempo. Se é que viver num lugar com policiais armados de fuzil em cada esquina pode ser chamado de “paz” — E já começam a aparecer as denúncias de abuso de poder por parte dos policiais presentes nessas comunidades “pacificadas” (com aspas não por ironia, mas sim por desconfiança).

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Bem, como não sou analista político ou de segurança, não me estendo nos comentários sobre estes eventos e prefiro voltar ao filme, tema sobre o qual igualmente não sou especialista, mas me atrevo a tratar. Começo tratando da minha perplexidade diante do filme, que tanto me marcou mas sobre o qual não consegui escrever (até hoje) mais do que alguns parágrafos confusos, que acabei por abandonar. Uma vantagem de escrever sobre um filme semanas depois de sua estreia é o fato de que a grande maioria dos interessados já o assistiu; portanto, posso comentar o filme sem me preocupar em revelar detalhes importantes. E toco logo na minha ferida aberta: a morte de Mathias. Este é, para mim, o ponto mais traumático no filme. Até hoje não consegui digerir aquela cena. Como quase todo habitante do planeta que tem acesso à TV, cresci numa tradição de filmes roliudianos em que o herói é imortal ou, nos raríssimos casos em que morre, isso não acontece sem que antes triunfe sobre o mal ou “passe o bastão” para outro que continuará sua missão. Porém, Tropa de elite 2 é filme de gente grande, mais inteligente e adulto e não se importa em desestabilizar o espectador, tirando dele o chão sem nenhum aviso prévio. É uma ação cirúrgica sem anestesia: um personagem carismático, honesto, justo, incorruptível, morre com um tiro pelas costas dado por um companheiro que não quer permitir que ele faça a coisa certa. Seu corpo fica jogado, estirado no chão, mais um entre tantos que aparecem diariamente nas favelas cariocas. Não há glória, não há reverência, não há respeito e não há choro. Na cena seguinte, seu mentor, o Capitão Nascimento, lamenta sua morte, mas a trama segue. Para mim, o filme não é mais o mesmo depois desta cena, que aparece lá pela metade de suas duas horas de duração. A chama de esperança se enfraquece e se encaminha para esvair-se com o vento forte de hálito podre que sopra dos muitos agentes de corrupção (que, vale lembrar, é uma forma de pecado): policiais, políticos, agentes penitenciários.

3

Neste segundo filme, embora mais econômico e menos explícito nas cenas de tiroteios e torturas que o primeiro, a morte ganha contornos mais sombrios e cruéis. Lembro-me de ouvir Quentin Tarantino dizendo que, em Cães de aluguel (Reservoir dogs, 1992), resolveu filmar uma cena de tortura, em que um bandido corta a orelha de um policial, fora de quadro (ou seja, nós apenas ouvíamos, mas não víamos nada, já que a câmera estava apontada para outra direção) porque não estava conseguindo um bom resultado filmando diretamente. No fim, reconheceu que, deste jeito, a cena ficou bem melhor do que esperava originalmente. De fato, ouvir o policial gritando, sem saber realmente o que estava acontecendo, gera uma angústia no espectador que talvez uma imagem não possa alcançar. E está lá em Tropa 2, muitas vezes, a sugestão da violência em vez da violência explícita: um cadáver no chão de uma casa, cadáveres queimados no meio do mato, cadáveres num barco de luxo. E, somado a isso, ameaças de morte aqui e ali, ou simplesmente o medo da morte por parte de tantos personagens. Porém, a sombra da morte recai mais fortemente sobre o Capitão Nascimento, que sofre uma emboscada logo na primeira cena para desencadear uma nova trama em flashback, como no primeiro filme. Daí, percebe-se que o carisma e intensidade do personagem de Wagner Moura não se deve apenas ao talento do ator ou às suas frases de efeito, mas também à sua habilidade como narrador. Só que aqui não temos apenas um “narrador-personagem”, pois Nascimento (nome que neste segundo filme contrasta de forma mais intensa com a ideia de morte) não apenas narra e vivencia a história, mas também a comenta. E seus comentários, do alto de seus anos de experiência como oficial do BOPE, são banhados com a viscosidade e o gosto amargo do sangue de policiais, traficantes e inocentes que encontrou ao longo de tantos anos. E esse sangue o sufoca, tira seu sono, o desestabiliza, lhe rouba o humor e o sorriso (que só parece reencontrar em um único momento com o filho adolescente), e quase lhe custa sua família.

Ao longo de sua jornada, Nascimento é chamado para ser o profeta detentor da verdade que todos já viram mas se negam a admitir: é chegado o fim. “This is the end”, como cantava Jim Morrison na cena inicial de Apocalipse now, de Francis Ford Coppola, em que o ventilador de teto no quarto do personagem de Martin Sheen se funde com as hélices dos helicópteros estadunidenses que despejam napalm sobre os vietnamitas.

É chegado o fim – essa foi a mensagem que martelou na minha cabeça durante aquelas duas horas de projeção de Tropa 2.

Porém, como um bônus interativo que nenhuma ferramenta tecnológica é capaz de oferecer, a própria realidade nos ofereceu uma sequência para o filme, quase um Tropa 3, como muitos se referiram nas redes sociais da internet às imagens que vimos recentemente na TV, algumas das quais viraram um DVD vendido pelos camelôs cariocas com o título de Terror no Rio 2010. E, em meio a estes enfrentamentos entre Estado e traficantes, surgiu em mim a sensação (que só não será ingênua se for divina) de que é possível mudar o status quo, de que não é chegado o terror nem o fim, mas sim a esperança, a qual é difícil de se entender em meio a soldados e tanques de guerra num ambiente urbano, mas, mesmo assim, é passível de se acreditar, pois é banhada em fé. “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?” (Rm 8.24). E respiramos um pouco aliviados e eu consigo, finalmente, escrever meu texto sobre o filme, tarefa a que me incumbi desde antes da estreia. Porque missão dada é missão cumprida, parceiro.

Por Wagner Guimarães


Wagner tem 31 anos, carioca, é formado em Letras pela UERJ e atua como professor de Português e Espanhol. Também é tradutor e revisor, tendo feito diversos trabalhos para a Editora Ultimato e campanhas de mobilização social.
Publicado originalmente em Novos Diálogo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Consciente coletivo



Vamos acompanhar semanalmente no UPAPO a série Consciente Coletivo de 10 episódeos, que faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental.
O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Café com vestibular

No último final de semana (4 e 5/12/2010) ocorreu o processo seletivo da COPEVE para o Coluni, Pases e UFV. Muitos dos nossos adolescentes participaram deste importante momento da vida dos jovens, foram quase 70% dos sócios da UPA IPV (33 estudantes) fazendo provas.
  
A Igreja Presbiteriana de Viçosa ofereceu um delicioso café para aqueles que fizeram as provas pela manhã ou à tarde. Estiveram presentes 22 adolescentes, 11 jovens e 9 pais.
Além do lanche comunitário, a psicóloga Alda Alice fez algumas atividades com os vestibulandos para fortalecer o ânimo de cada um. O  missionário Magrão nos lembrou da importância de levar diante do Senhor nossas ansiedade e confiar somente em Deus, pois Ele tem cuidado de nós.
Alguns dos textos que meditamos:
Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Salmo 32:8
Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:6-7

E encerramos com um precioso momento de oração pelos e com nossos vestibulandos.

Como não poderíamos deixar de mencionar, recebemos visitantes de várias cidades e estados do nosso Brasil para realizar a prova. Foram 11 estudantes oriundos de 4 diferentes estados, alguns destes vieram com suas famílias.
Rogamos que Deus os abençoe neste momento de grande ansiedade por conta dos resultados que virão apenas no ano que vem.

Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. Salmo 71:5

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Amor incondicional

Há doze anos a notícia de uma doença incurável e degenerativa mudou totalmente a vida de um engenheiro de Curitiba. Para salvar o filho, ele deixou a profissão, fez dívidas e até aprendeu medicina. Tudo para conseguir o que parecia impossível

Veja o vídeo

"Todo mundo passa por dificuldades de sáude e financeira, sejam ricos ou pobres, o que importa é como nós vamos enfrentar as dificuldades."


Esta matéria foi exibida no Via Legal 392 em 11/03/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Carroça vazia



Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque.
Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
“Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?”
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: “Estou ouvindo um barulho de carroça.”
Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.
Perguntei: “Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?”
“Ora”, respondeu meu pai, “é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!”
Tornei-me adulto e, até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, esbravejando, tratando o próximo com grossura inoportuna, com prepotência, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que é dona da razão e verdade, ou sentindo-se melhor que as outras, tenho a impressão de ouvir o meu pai dizendo: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!”
(Autoria desconhecida)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vestibular: dicas do que fazer na véspera e no dia da prova

Do que comer e vestir a planejar como chegar até o local do exame: tudo conta para mandar bem no vestibular!

Você leu muitos jornais, revistas, acompanhou o noticiário pela TV e internet, enfim, atualidade não será problema para você neste vestibular. Beleza!

Você também se dedicou muito durante o ano no colégio, então cálculos, ciências e interpretação de textos estão na ponta da língua. Perfeito! Redação então, nem se fala! Será um prazer para você escrevê-la durante o exame.

Mas não é só isso que vai garantir seu sucesso no vestibular, sabia? Estudo, disciplina, dedicação e concentração são importantíssimos. Mas sua saúde também! Já pensou no que comer antes da prova? E sobre o local da prova, já sabe como vai chegar lá? Aliás, já pensou no que vai vestir? Fique atento, esses aparentes detalhes na verdade são essenciais para que você não se dê mal.

Confira nossas dicas do que fazer na véspera e no dia do exame!
Na véspera da prova

Energia
- Durma cedo, programe-se para conseguir dormir oito horas. Nada de balada e bate-papo no computador até de madrugada!
- Vá descansado. Não estude nem revise o conteúdo horas antes da prova. Isso só vai deixá-lo estressado e com a mente sobrecarregada.

Transporte
- Decida já se você vai de carro ou transporte público. Veja bem onde pode parar o carro, qual ônibus pegar e programe com quanto tempo de antecedência é bom para sair de casa e ainda chegar em um bom horário antes da prova.
- É importante lembrar que no sábado e no domingo as proximidades da prova estarão com muito trânsito.

Material
- Separe a documentação necessária: cartão de confirmação de inscrição, carteira de identidade (RG)...
- Separe o material necessário para fazer a prova.

No dia da prova

Alimentação
- Tome café da manhã equilibrado e coma o que está habituado para não ser pego de surpresa por alguma indigestão ou alergia.
- Evite levar balas e chicletes para o exame, só vai distrair a sua atenção.

O que vestir
- Vá com roupas confortáveis.

Horário
- Chegue cedo. Não vale a pena chegar faltando cinco minutos para a prova. Você ficará estressado e correrá o perigo de se atrasar. E ninguém mais entra depois que os portões são fechados.
- Para chegar na hora programada, é preciso prestar atenção em como irá se transportar até o local e quanto tempo isso demanda. Planeje-se! E lembre-se de deixar uma margem de tempo de folga. Se você chegar mais cedo não vai acontecer nada, apenas terá que esperar um pouco mais. Já se chegar atrasado...

Material
- Não se esqueça de levar o material que você separou na véspera!
- Lembre-se também do que você NÃO pode levar!

Fontes: Professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do cursinho Anglo e Guia do Estudante Publicado Originalmente no Guia do Estudante

O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado. Salmo 16:8

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

REFLEXOS DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Pessoal, segue o texto que a Marô comentou conosco na reunião da UPA sábado passado. A leitura é obrigatória!

REFLEXOS DO OUTRO LADO DO ESPELHO
Compaixão não é coisa que se adquira sem a capacidade de viver, por um momento que seja, a vida do outro
Em 1996, três neurocientistas da Universidade de Parma, após anos de pesquisas com macacos, descobriram um grupo de células na parte frontal do cérebro do símio que entrava em funcionamento cada vez que o macaco executava um movimento ou via alguém executar alguma ação. Denominaram aquele agrupamento de células de neurônios-espelho e a descoberta foi saudada pela comunidade científica. As pesquisas não pararam e, anos mais tarde, descobriu-se que os humanos têm circuitos muito mais sofisticados de neurônios-espelho
e os nossos, aparentemente, são encontrados em todas as partes do cérebro, o que explicaria o resultado na evolução das relações sociais na espécie, como a linguagem e seus intricados sistemas gramaticais.

Ando à cata dos tais neurônios-espelho, tal qual uma criança que aprendeu uma palavra nova e quer usá-la em todas as ocasiões. São eles os responsáveis pelos braços daquela bailarina que copiou os da mestra na cinzenta sala de ensaio, porque, quando os tais neurônios iluminam-se na massa cinzenta, eles permitem que nos coloquemos no lugar do outro e realmente sintamos a dor ou alegria alheias, além do entendimento conceitual. São os neurônios-espelho que nos emocionam na plateia do teatro e também são eles os responsáveis pela gargalhada que cresce numa espiral na direção do urdimento, porque mimetizam a dor, a alegria e a surpresa das personagens. São eles, enfim, que fazem os bebês imitar as expressões faciais dos adultos e, agora, acaba de me ocorrer que os santos, aqueles que são lembrados por sua piedade, devem fazer uso integral de seus neurônios-espelho. Compaixão não é coisa que se adquira sem a capacidade de viver, por um momento que seja, a vida do outro.

O mais importante nessa descoberta, entretanto, foi que a existência dos neurônios-espelho – que, em última análise, e numa hipotética projeção futura, seriam capazes de ler mentes, já que nos possibilitam ter um absoluto entendimento emocional do outro – associa
a cultura à biologia definitivamente e nos torna cada vez mais responsáveis pelas atitudes e pelo conteúdo que vamos refletir nos bilhões de pequenos espelhos nos circuitos internos das novas gerações.

Ando, por isso, também revisitando meus espelhos, resgatando imagens e gestos que ficaram aprisionados ali. Imagino que todos eles devem ter se acendido em festa ao ver Bibi Ferreira em “Hello Dolly”, quando eu tinha meus 8 anos. Tamanho foi o júbilo daquele grupo de células que nunca mais deixei de repetir a cena. Mamãe está sempre com um livro na mão e agradeço a ela pela imagem. Papai gravou na superfície de cada um deles o modo divertido de olhar a vida e me ofereceu, descubro tarde demais, todos os gestos e enunciados de humor que repito vida afora.

É bom revisitar aquilo que ficou gravado. Os espelhos com o passar dos anos tendem a perder o brilho e ficam sem a nitidez de outrora. Resgatá-los é uma tarefa mais agradável do que se supõe. É como recuperar os dados do nosso sofisticado disco rígido e afinal entender
a importância daquilo que biologicamente deixamos como a herança de um povo.

Miguel Falabella é ator, diretor, dramaturgo e autor de novelas

Publicado Originalmente pela revista IstoÉ