sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LIVRE ARBITRIO

Confissão de Fé de Westminster, continuando a reflexão, parte IX


DO LIVRE ARBITRIO
 
I. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza.
 
Ref.  Tiago 1:14; Deut. 30:19; João 5:40; Mat. 17:12; At.7:51; Tiago 4:7.

II. O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder.
 
Ref.  Ec. 7:29; Col. 3: 10; Gen.  1:26 e 2:16-17 e 3:6.
 
III. O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu pr6prio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.
 
Ref.  Rom. 5:6 e 8:7-8; João 15:5; Rom. 3:9-10, 12, 23; Ef.2:1, 5; Col. 2:13; João 6:44, 65; I Cor. 2:14; Tito 3:3-5.
 
   IV. Quando Deus converte um pecador e o transfere para o estado de graça, ele o liberta da sua natural escravidão ao pecado e, somente pela sua graça, o habilita a querer e fazer com toda a liberdade o que é espiritualmente bom, mas isso de tal modo que, por causa da corrupção, ainda nele existente, o pecador não faz o bem perfeitamente, nem deseja somente o que é bom, mas também o que é mau.
 
Ref.  Col.1: 13; João 8:34, 36; Fil. 2:13; Rom. 6:18, 22; Gal.5:17; Rom. 7:15, 21-23; I João 1:8, 10.
 
   V. É no estado de glória que a vontade do homem se torna perfeita e imutavelmente livre para o bem só.
 
Ref.  Ef. 4:13; Judas, 24; I João 3:2.  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Serviço ao próximo, um sinal do reino de Deus entre nós

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. "O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda".

Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles. Jesus lhes disse: "Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai".

Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". 

Mateus 20:20-28 (NVI – Nova Versão Internacional)

Jesus já havia mostrado aos seus discípulos no Sermão da Montanha (Mt 5-7) que os valores do reino de Deus não são os mesmos que estão presente neste mundo corrompido e dominado pelo pecado. Tanto que as bens aventuranças é um manifesto de Jesus que contrapõe os valores do reino de Deus com aqueles presentes no mundo, como o arrependimento, a humildade, a misericórdia, a justiça, a pureza, a pacificação. O apóstolo Paulo fez uma advertência semelhante aos cristão que estavam em Roma, para que não se conformassem com o mundo, o jeito que ele está e a indiferença que se vive em relação a revelação de Deus por meio de Jesus, mas que houvesse uma profunda mudança de mente e atitude deles (Rm 12:1-2). A fé cristã combate o pensamento dominante de um mundo secular, arredio e distante de Deus, e nos convoca ao desenvolvimento de uma cosmovisão cristã, na qual Deus está reconciliando consigo o mundo através de Cristo (2 Co 5:19; Cl 1:20).

Nesta cena, Jesus está repreendendo os seus discípulos que estão se estranhando entre si, pois obviamente há uma disputa de poder. Dois irmãos decidem acenar a Jesus o interesse de assumirem certo tipo de governança entre os demais, ocupar um lugar de honra e prestígio que os destacariam dos outros apóstolos. Novamente Jesus adverte os seus discípulos para a realidade da vida no reino de Deus, que entra em confronto direto com esse sistema de domínio e opressão que vivemos. Jesus os chama para olharem o modo como vivia e sua missão, para que obtivessem algum entendimento sobre o que é o reino de Deus e o que ele propõe – paz com Deus e vida com qualidade (Cl 1:21, Jo10:10).

No reino de Deus o pecado não mais regula e distorce os relacionamentos, mas a imagem de Deus é redimida nos seus súditos. Logo, a referência para a vida passa a ser o próprio Deus e não mais os abusos daqueles que exercem domínio, que oprimem. A imagem do Reino é de liberdade e contentamento, uma real possibilidade de ser tudo aquilo para o qual fomos criados (Gn 1:27). A reprodução do mal não é mais uma condicional que pesa sobre os nossos ombros.

Como o reino de Deus é uma invasão a este mundo (Jo 3:16), todos aqueles que depõem as suas armas e se submetem ao Senhor deste reino (Jesus Cristo) tornam-se necessariamente em promotores dos valores que estão contidos nele, dos quais agora desfrutam (2 Co 5:17-20). Observem que a vida no reino de Deus tem essa viés de receber e compartilhar (Mt 10:8), não há espaço para a escassez e necessidade, todos que recebem tornam-se também doadores. Aqueles que recebem perdão devem perdoar (Mt 6:12,14-15), aqueles que recebem consolo devem consolar (2 Co 1:3-6), aqueles que recebem dons (poder) devem servir (Rm 12:4-8)... ou seja, o Reino é um lugar de contentamento, aonde todos são tratados com dignidade e no qual o papel do menor e do maior se confundem, pois todos são igualmente servidos.

Jesus está tentando fazer seus discípulos entenderem a dinâmica desta nova vida que é oferecida aos cristãos. Logo, a qualidade com a qual vivemos está diretamente relacionada com o comprometimento que temos com os valores desse Reino (contidos no Evangelho) e com a promoção (testemunho de vida) dos mesmos. Assim sendo, seguem alguns conselhos dos primeiros cristãos que tinham a imagem de Jesus como alguém que passou pelo mundo fazendo o bem a todos (At 10:38):
E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6:9)
Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom... Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios... Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade... Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram... Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos... Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos... Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem. (Rm 12:9-21)
Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. (Tg 2:17)
Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. (1 Jo 3:18)
Pedro Paulo Valente
Publicado originalmente no Blog do Pedro
Mensagem na UPA 02/09/2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É SÓ UMA FACULDADE, GENTE!


Qualquer curso pode ser feito por qualquer jovem. Mesmo. De preferência, um que não o faça sofrer muito

São eles os que irão iniciar o ensino médio no próximo ano letivo e os que estão prestes a terminar o mesmo ciclo. O motivo? A escolha que terão de fazer para o ingresso na faculdade.

Eles acreditam existir um curso -UM!- que dará sentido à vida profissional deles. A escolha que farão terá de ser, portanto, exata, precisa. Não podem errar, não podem vacilar, não podem hesitar. Essa decisão, tomada perto dos 17 anos, deverá ser definitiva.

E dá-lhe orientação profissional, vocacional e coisa que o valha. Apesar disso, bem perto dos 45 minutos do segundo tempo, a maioria deles estará indecisa.

E mesmo os que fizerem uma escolha duvidarão dela rapidamente. Cerca de 40% dos universitários desistem do curso que escolheram no primeiro ano da faculdade.

O que foi que fizemos com os jovens para que eles caíssem nessa roubada? Contamos historias fantásticas a respeito da vida adulta profissional, construímos fábulas muito bem estruturadas sobre a vida e o trabalho, apontamos o êxito como meta de vida, associamos prazer no trabalho com felicidade, não é verdade? Isso sem falar no conto da vocação.

E eles sofrem com as dúvidas mais do que certas que surgem nessa hora. Claro! Em um mundo com tantas profissões novas somadas às tradicionais mais as já desgastadas etc., o que priorizar?

Depois, como reagimos quando eles entram na faculdade e não conseguem se comprometer mais com os estudos nem dar sentido ao que estão fazendo e comunicam isso de maneira um tanto quanto desajeitada?

Sentimos pena deles por terem de fazer uma escolha tão importante na vida assim, precocemente.

É por isso que virou moda, na faixa de população com alto poder aquisitivo, fazer o filho tirar um ano sabático antes de escolher a faculdade e prestar o vestibular.

"É um tempo bom para amadurecer", me disse um pai. Mas não é justamente para isso que serve toda a adolescência? Então, por que fizemos tanta pressão nos primeiros anos da vida deles? Por que exigimos que eles rendessem nos estudos na fase em que deveriam brincar? Talvez o sabático seja uma compensação que queremos oferecer em relação aos anos de infância que roubamos deles, não é verdade?

O fato é que esses filhos que foram jogados no mundo do conhecimento sistematizado ainda na primeira infância, fortemente poupados da realidade o tempo todo, impedidos de crescer na segunda parte da infância e abandonados aos seus caprichos na adolescência não conseguem nem sequer enxergar o mundo em que eles vivem.

Esse mundo, que muda tão rapidamente, tão pleno de diversidades, complexidades e possibilidades, permite um leque enorme de trabalho dentro de uma mesma profissão. Então, por que tanto drama para escolher um curso?

Qualquer curso pode ser feito por qualquer jovem. Qualquer mesmo. De preferência, um que não imponha a ele sofrimento demais considerando suas habilidades, seus interesses e suas preferência pessoais.

E depois? Ora, chegada a maturidade, sempre há saídas virtuosas e honrosas para qualquer um. É só uma questão de comprometimento, de responsabilidade consigo mesmo, de esforço e perseverança. Mas tudo isso tem sido uma moeda rara na atualidade.

Vamos facilitar a vida dos mais novos, vamos tornar essa escolha menos importante. Um curso universitário é só um curso, apenas isso. Jamais será definitivo na vida de alguém.

Fazer o curso do começo ao fim, com todas as dificuldades, os dissabores e as frustrações encontrados no percurso é que pode ser algo valioso para o amadurecimento do jovem, muito mais do que o curso escolhido.

Simples assim.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho" (Publifolha)
Publicado na Folha de São Paulo, Equilíbrio - 23 de agosto de 2011
NESTE MOMENTO, muitos jovens estão preocupados ou ansiosos em demasia com o que os espera no futuro próximo em relação aos estudos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CRISTO O MEDIADOR

Confissão de Fé de Westminster, continuando a reflexão, parte VIII



DE CRISTO O MEDIADOR
 
I. Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.
 
Ref. Isa. 42: 1; I Ped. 1: 19-20; I Tim. 2:5; João 3:16; Deut. 18:15; At. 3:20-22; Heb.  5:5-6; Isa. 9:6-7; Luc. 1:33; Heb. 1:2; Ef. 5:23; At. 17:31; II Cor.5:10; João 17:6; Ef.  1:4; I Tim. 2:56; I Cor. 1:30; Rom.8:30.
 
II. O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da substância dela.  As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.
 
Ref.  João 1:1,14; I João 5:20; Fil. 2:6; Gal. 4:4; Heb. 2:14, 17 e 4:15; Luc.  1:27, 31, 35; Mat. 16:16; Col. 2:9; Rom. 9:5; Rom.  1:3-4; I Tim. 2:5.
 
III. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo tendo em si todos os tesouros de sabedoria e ciência.  Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e Fiador.  Este ofício ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo e lhe ordenou que os exercesse.
 
Ref.  Sal. 45:5; João 3:34; Heb.  1:8-9; Col. 2:3, e 1:9; Heb. 7:26; João 1: 14; At. 10:38; Heb. 12:24, e 5:4-5; João 5:22, 27; Mat. 28:18.
 
IV. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente.  Para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei, que ele cumpriu perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos; foi crucificado e morreu; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com que tinha padecido; com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos.
 
Ref.  Sal. 40:7-8; Heb.  10:5-6; João 4:34: Fil. 2-8; Gal. 4:4; Mat. 3:15 e 5:17; Mat. 26:37-38; Luc.22:24; Mat. 27.46; Fil 2:8; At. 2:24, 27 e 13:37; I Cor.15:4; João 20:25-27; Luc. 24:50-51;  II Ped. 3:22; Rom. 8:34; Heb. 7:25; Rom. 14:10: At.  1:11,  João5:28-29; Mat. 13:40-42.
 
V. O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai. e para todos aqueles que o Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus.
 
   Ref.  Rom.  5: 19 e :25-26; Heb.  10: 14; Ef.  1: 11, 14; Col.1:20; II Cor.5: 18; 20; João 17:2; Heb.9:12,15.
 
VI. Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo senão depois da sua encarnação; contudo a virtude, a eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do mundo, foram comunicados aos eleitos naquelas promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais ele foi revelado e significado como a semente da mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre.
 
Ref.  Gal. 4:45; Gen. 3:15; Heb. 3:8.
 
VII. Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada natureza o que lhe é próprio: contudo, em razão da unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é às vezes, na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza.
 
   Ref.  João 10:17-l8; I Ped. 3:18; Heb. 9:14; At. 20:28; João3:13
 
   VIII. Cristo, com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo intercessão por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os mistérios da salvação, persuadindo-os eficazmente pelo seu Espírito a crer e a obedecer, dirigindo os corações deles pela sua palavra e pelo seu onipotente poder e sabedoria, da maneira e pelos meios mais conformes com a sua admirável e inescrutável dispensação.
 
Ref.  João 6:37; 39 e10:15-16; I João 2:1; João 15:15; Ef. 1:9; João 17:6; II Cor. 4:13; Rom. 8:9, 14 e 15:18-19; João 17:17; Sal. 90:1; I Cor.  15: 25-26; Col. 2:15; Luc. 10: 19.   



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cuidado com os embaraços da vida

 E Jesus terminou, dizendo: — Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa, como se fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro. Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.
Lucas 21.34-36
Essas palavras pronunciadas por Jesus aos discípulos a dois mil anos permanecem verdadeiras. Ele disse aos seus discípulos que andassem em constante vigilância em relação a sua volta.

Cristo um dia irá voltar e precisamos estar pronto para sua volta, mantendo-nos alerta, trabalhando fielmente nas tarefas que Deus nos confiou e principalmente estando espiritualmente preparados, sendo verdadeiros discípulos, buscando cada dia ser mais parecido com Jesus.

Temos que estar com nossas mentes e nosso espírito firme em Jesus sem perder o alvo, que é Cristo. Não podemos deixar que nossa mente e espírito estejam mais preocupados com este mundo (descritos no texto acima como bebedeiras ou problemas desta vida) do que com as coisas de Deus, temos que estar prontos para deixar que a ordem de Deus nos mova, seguindo sua vontade. 

É claro que na vida teremos momentos ruins, pecaremos, mas não podemos permitir que isso nos “desligue” de Cristo. Tropeçaremos, pois o caminho é difícil, porém o final da trilha é o próprio Jesus.

Perguntas para reflexão:
1- Será que nossas mentes estão mais ocupadas com as coisas deste mundo do que com as coisas de Jesus?

2- Se Jesus retornasse agora, nesse instante, eu estaria preparado?


Por Gabriel Freitas
Devocional na UPA - 10/09/2011


sábado, 17 de setembro de 2011

Encontro da ABS


Banner ABS



Pessoal, no próximo sábado (24/09) haverá uma encontro da ABS (grupo base) para conversar sobre o evangelismo estudantil, trocar experiências e idéias. Você que já faz parte da ABS ou é simpatizante da causa, não fique de fora!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O PACTO DE DEUS COM O HOMEM

Confissão de Fé de Westminster, continuando a reflexão, parte VII


DO PACTO DE DEUS COM O HOMEM
 
I. Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como ao seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual foi ele servido significar por meio de um pacto.
 
Ref. Jó 9:32-33; Sal. 113:5-6; At. 17:24-25; Luc. 17: 10.
 
II. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal.
 
Ref.  Gal. 3:12; Rom.  5: 12-14 e 10:5; Gen. 2:17; Gal. 3: 10.
 
  III. O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer.
 
Ref.  Gal. 3:21; Rom. 3:20-21 e 8:3; Isa. 42:6; Gen. 3:15; Mat. 28:18-20; João 3:16; Rom. 1:16-17 e 10:6-9; At. 13:48; Ezeq. 36:26-27; João 6:37, 44, 45; Luc. 11: 13; Gal. 3:14.
 
  IV. Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perduravel herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.
 
Ref. Hebr. 9:15-17.
 
V. Este pacto no tempo da Lei não foi administrado como no tempo do Evangelho.  Sob a Lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensarão chama-se o Velho Testamento.
 
Ref.  II Cor. 3:6-9; Rom. 6:7; Col. 2:11-12; I Cor. 5:7 e 10:14; Heb. 11:13; João 8:36; Gal. 3:7-9, 14.
 
VI. Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento.  Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações.
 
Ref.  Col. 2:17; Mat. 28:19-2; I Cor. 11:23-25; Heb. 12:22-24; II Cor. 3:9-11; Luc. 2:32; Ef. 2:15-19; Luc. 22:20; Gal. 3:14-16; At.  15: l 1; Rom. 3:21-22, 30 e 4:16-17, e 23-24; Heb.  1:1-2.   

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para Deus nós somos o perfume de Cristo

Devocional realizado na UPA 24 Horas
Sábado – 27/08/11

Faça uma leitura cuidadosa e calma do texto bíblico abaixo:
“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma (perfume) de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrância de vida. Mas, quem está capacitado para tanto? Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus.”
2 Coríntios 2:14-17
Para ler e pensar
A fé cristã não está desconectada do nosso cotidiano, ela é tão relevante para nos trazer esperança quanto para vivermos bem no presente, nos acontecimentos ordinários da vida. Deus não está apenas interessado em trazer salvação para nós num futuro distante, mas hoje mesmo, no presente, Ele está comprometido em trazer redenção para a nossa vida, àquilo que Jesus chama de ‘vida abundante’ (João 10:10), ou seja, viver com qualidade, com valor e significado eterno.

O apóstolo Paulo compreendeu isso tão bem, que de forma poética se autodenomina um perfume de Cristo, a exalar por todo lugar que passa, com quem convive, aonde trabalha, em qualquer ambiente, a preciosa fragrância do conhecimento de Jesus. Sendo mais claro, Paulo percebeu que a fé que possuía em Jesus orientava a sua vida, e a obediência associada ao sentimento de pertencimento a algo maior, o reino de Deus, não apenas trazia a Ele perdão e dignidade, mas também a honra de viver e promover os valores desse Reino.

O modelo que Deus escolheu para se revelar e trazer redenção, passa diretamente pelo relacionamento entre os homens. O conteúdo do Evangelho (a vida, morte e ressurreição de Jesus) é tão poderoso e transformador, que qualquer pessoa que genuinamente se submeter ao governo de Deus irá automaticamente transformar-se em um perfume de Jesus (testemunha de Jesus). E essa é a incumbência destinada a nós cristãos, que através de uma vida simples e piedosa, cada um comunique os valores do reino de Deus, para que os outros vendo glorifiquem a Deus (Mateus 5:16).

Imagem
A Conversão de São Paulo (1601) - Caravaggio
Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Dirigindo-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse levá-los presos para Jerusalém.
Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que você me persegue? "Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor? " Ele respondeu: "Eu sou Jesus, a quem você persegue.” (Atos 9:1-5)
Ouvir e orar
O que a palavra de Deus falou ao seu coração?

Perguntas para discutir em grupo

  • Procure lembrar-se da história de Paulo. Quem ele era e como ele passou a ser um ‘perfume de Cristo’?
  • Você acha ser possível alguém ser verdadeiramente cristão sem se tornar ‘perfume de Cristo’?
  • Alguns filmes de super-herói mostram a importância da virtude, dos valores na vida deste personagem. Não que eles sejam pessoas perfeitas, mas existe um embate entre o que eles sabem ser o certo a fazer e aquilo que não é correto, mas eles desejam. Como podemos relacionar esse drama com a vida cristã?
  • A Bíblia diz que existe uma luta dentro dos cristãos, uma tensão entre o alvo de uma vida de santidade e o pecado que nos importuna. Qual a importância que você tem dado a esse conflito?
  • Coerência é algo muito importante para a vida. As pessoas que não dão muito importância para ela acabam caindo em duas armadilhas, elas tornam-se hipócritas ou indiferentes. Imagine um cristão nessa tocaia. Será que ele ainda pode se considerar um cristão? Existe alguma forma de sair desta situação?

Autor: Pedro Paulo Valente
Blog do Pedro - Reflexões sobre a vida crsitã

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Josias: o rei que ousou transformar sua realidade


O rei Josias acreditava que grandes transformações são possíveis quando estamos no centro da vontade de Deus. Por que não fazemos como ele? Talvez porque não somos reis ou rainhas, não temos tanto poder. Mas talvez seja simplesmente porque não temos uma boa dose de fé e convicção.

Precisamos acreditar que trabalhar para que a sociedade se aproxime de Deus e dos seus princípios é a única saída para conter a nossa maldade e os efeitos desastrosos dela sobre nossas crianças.

Tradições perversas precisam ser quebradas
Josias assumiu o trono de Judá no ano 640 a.C. com apenas 8 anos de idade. Seu avô, o rei Manassés, tinha sido um terrível governante, como avaliou o escritor de 2 Reis: “Manassés também derramou tanto sangue inocente que encheu Jerusalém de um lado a outro; além disso levou Judá a cometer pecado, a fim de que fizessem o que o Senhor reprova” (2 Rs 21.16, NVI).

Josias, ao contrário de seu avô, começou a buscar ao Deus verdadeiro com apenas 16 anos. Aos 20 começou uma grande reforma em Judá com o alvo expresso de fazer o seu povo voltar aos caminhos do Senhor.

Ao refletir sobre o drama vivido por tantas crianças no Brasil, fui obrigada a reconhecer um sentimento de impotência em mim. Não adianta, pensei, não vamos jamais conseguir mudar esta realidade. E foi aí que me lembrei de Josias.

Se um rei tão jovem foi capaz de devolver Deus a um povo corrupto e idólatra, porque nós, filhos deste mesmo Deus, não nos julgamos capazes de levantar a bandeira da justiça e benignidade para todos, especialmente para as crianças e adolescentes em nossas comunidades? Você acha mesmo que podemos lavar nossas mãos dessa responsabilidade? Que Ele não cobrará de nós ações concretas de defesa, apoio, cuidado e promoção daqueles que Ele considera como importantes no seu Reino?

Afastar-se de Deus: uma tendência antiga
Na verdade, o que o rei Josias tinha diante de si era algo tão terrível quanto o que temos presenciado em nossos dias. O afastamento de Deus era evidente de muitas formas. Praticavam o culto à deusa Astarote com orgias e a prática da prostituição cultual. Chegaram a acomodar prostitutos cultuais nas dependências do templo! Tratavam com completo descaso a Lei de Moisés e por isto os ricos oprimiam e saqueavam os pobres fazendo-os seus servos. Pior ainda, passaram a sacrificar seus próprios filhos e filhas. Havia, do lado de fora de Jerusalém uma pira num local chamado Tofete, no vale de Ben-Hinom onde as crianças eram sacrificadas.

Dois reis, Acaz e Manasssés, sacrificaram seus próprios filhos. Os profetas denunciaram esta prática como a gota d’água que fez entornar o copo da ira de Deus contra seu povo.
O sacrifício de crianças era prática relativamente comum nos rituais dos povos vizinhos a Israel. Nas escavações de Gezer e, em vários outros locais por toda a Palestina, foram encontrados potes de barro nos quais eram sacrificados bebês sempre em associação com a pedra fundamental da casa. Dedicava-se uma casa por meio do sacrifício de um bebê!

Josias compartilhava do ódio de Deus contra esta prática. Ele destruiu todos os altares erguidos por Salomão aos falsos deuses Baal, Camos, Moloque e à deusa Astarote. Há registros na Bíblia de sacrifícios de filhos ou filhas para os três primeiros. Depois, ele destruiu a pira do vale de Ben-Hinom para “que ninguém mais pudesse usá-lo para queimar seu filho ou filha em sacrifício a Moloque” (2 Rs 23.10, NVI).

Afastar-se de Deus: a raiz de todos os males
No entanto, Josias sabia que o sacrifício infantil não era causa e sim consequência. E qual era a causa para tamanha degradação moral? A idolatria. Para que houvesse transformação social era necessário atacá-la com estratégias bem claras. Josias se mostrou incansável nesta luta. No final de sua vida o narrador de 2 Crônicas declara: “E enquanto ele viveu, o povo não deixou de seguir o Senhor, o Deus dos seus antepassados” (2 Cr 34.39, NVI).

Toda idolatria faz das crianças suas principais vítimas. A idolatria é, afinal, desviar a honra e devoção devidas a Deus para qualquer outra criatura, com o objetivo final de colocar o ser humano no centro. É colocar o nosso desejo acima da vontade de Deus. E quando damos vazão aos nossos desejos, a nossa maldade não tem limites. Os mais fracos se tornam oprimidos pelos mais fortes e todos sabemos que as crianças são mais vulneráveis.

O pecado da idolatria na antiguidade fazia com que o povo desse as costas a Deus, para buscar a proteção e o favor de deuses falsos e sabidamente maus, mas que podiam ser manipulados. A consequência: sacrifício infantil.

Afastar-se de Deus: tendência moderna
O pecado da idolatria hoje — você acha mesmo que estamos livres dela? — nos leva ao afastamento de Deus para buscar nossos próprios interesses. Cultuamos a nós mesmos! E como consequência nossas crianças são maltratadas e envolvidas nos pecados dos adultos; são negligenciadas e abandonadas em todas as classes sociais; são exploradas como objetos por uma sociedade cada vez mais consumista e determinada a satisfazer seus desejos de prazer, lucro e poder; são mortas.

Precisamos combater a idolatria moderna, começando com a nossa própria. O que orienta as nossas ações? É mesmo a vontade de Deus? Mas não podemos parar aí. Se formos, de fato, convictos de que a justiça de Deus significa boas novas para os que nada têm e nada são, então nossa atuação na sociedade será de luta pelos que têm seus direitos sistematicamente desrespeitados e combate aos maus tratos e violência em todas as esferas.

Usaremos todas as armas ao nosso dispor: alianças com o poder público, cobrança de políticas públicas adequadas, campanhas de convencimento da população, apoio a leis justas, repúdio a leis que são contrárias a Deus, etc.

Voltando para Deus
Assim como Josias sabia o que Deus queria de seu povo, sabemos o que Deus quer para nossas crianças hoje. Como Josias, sabemos que a nossa sociedade está à beira da falência e que precisa de uma grande reforma. Como Josias, sabemos que o problema, além de ser uma questão que envolve o Estado, a sociedade, a igreja e a cultura em geral, é um problema cuja origem é essencialmente espiritual. Voltemos para Deus!

Notas
1. Este artigo foi publicado na revista eletrônica Mãos Dadas Responde e ULTIMATOONLINE.
2. Para saber mais sobre as informações históricas mencionadas no artigo, clique aqui.

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Elsie Gilbert é missionária, jornalista e editora da revista Mãos Dadas. É também autora de “A vontade do Pai: teologia da dependência e pertencimento”, um dos capítulos do livro Uma Criança os Guiará.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

QUEDA DO HOMEM

Confissão de Fé de Westminster, continuando a reflexão, parte VI

DA QUEDA DO HOMEM, DO PECADO E DO SEU CASTIGO

I. Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido. Segundo o seu sábio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado ordená-lo para a sua própria glória.

Ref. Gen. 3:13; II Cor. 11:3; Rom. 11:32 e 5:20-21.

II. Por este pecado eles decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma.

Ref. Gen. 3:6-8; Rom. 3:23; Gen. 2:17; Ef. 2:1-3; Rom. 5:12; Gen. 6:5; Jer. 17:9; Tito 1:15; Rom.3:10-18.

III. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi imputado a seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária.

Ref. At. 17:26; Gen. 2:17; Rom. 5:17, 15-19; I Cor. 15:21-22,45, 49; Sal.51:5; Gen.5:3; João3:6.

IV. Desta corrupção original pela qual ficamos totalmente indispostos, adversos a todo o bem e inteiramente inclinados a todo o mal, é que procedem todas as transgressões atuais.

Ref. Rom. 5:6, 7:18 e 5:7; Col. 1:21; Gen. 6:5 e 8:21; Rom. 3:10-12; Tiago 1:14-15; Ef. 2:2-3; Mat. 15-19.

V. Esta corrupção da natureza persiste, durante esta vida, naqueles que são regenerados; e, embora seja ela perdoada e mortificada por Cristo, todavia tanto ela, como os seus impulsos, são real e propriamente pecado.

Ref. Rom. 7:14, 17, 18, 21-23; Tiago 3-2; I João 1:8-10; Prov. 20:9; Ec. 7-20; Gal.5:17.

VI. Todo o pecado, tanto o original como o atual, sendo transgressão da justa lei de Deus e a ela contrária, torna, pela sua própria natureza, culpado o pecador e por essa culpa está ele sujeito à ira de Deus e à maldição da lei e, portanto, exposto à morte, com todas as misérias espirituais, temporais e eternas.

Ref. I João 3:4; Rom. 2: 15; Rom. 3:9, 19; Ef. 2:3; Gal. 3:10; Rom. 6:23; Ef. 6:18; Lam, 3:39; Mat. 25:41; II Tess. 1:9.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Day Made of Glass




Uma visão do futuro pela empresa Corning... Será que o futuro será assim mesmo? Todos terão acesso a essa tecnologia? Aonde estarão os excluídos? E as cidades superpovoadas, o trânsito?


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vida Cruciforme


“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” (Gl 6.14 ARA).
A mensagem da cruz permanece um escândalo para o homem. Nos inícios do cristianismo este escândalo era fortemente encontrado entre os judeus e os gregos como atesta Paulo em sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 1:18. O drama deste escândalo subsiste hoje desgraçadamente nos círculos evangélicos e na espiritualidade de muitos que se dizem cristãos. A linguagem da cruz e a sua mensagem parecem não encontrar ressonâncias nos corações, parece ser uma falta de propósito mencionar a cruz nos sermões e nos estudos. A cultura e a sociedade de consumo encontraram guarida no coração vaidoso e depravado do homem, produzindo assim um estilo de vida narcisista, aburguesado, fútil e hedonista. A teologia da prosperidade é uma reação quase que mercadológica, é uma resposta à demanda de um público cada vez mais desesperado por conforto, prazer e facilidade também em contexto religioso. O ascetismo exacerbado dos monges com suas penitências desumanas e impotentes frente ao pecado radicado no coração do homem cederam lugar a uma espiritualidade de entretenimento, dispersiva e profundamente sensual, cujo fim é propiciar prazer aos “adoradores.” Esta espiritualidade é encontrada facilmente em muitos ambientes evangélicos onde palavras como sacrifícios, abstinência, jejum, emenda de vida, contrição e confissão, amor aos inimigos, ódio ao pecado, sobriedade, pureza de coração, simplicidade, humildade e etc. ou estão em extinção ou são usadas fora de seu contexto radical. Os motes do momento são: vida vitoriosa, vida de sucesso, prosperidade, não aceitação das enfermidades e dos sofrimentos, declaração da bênção, reivindicação de meus direitos de filho do Rei, é o famoso Evangelho vida mansa, ou o evangelho das organizações Tabajara: “Seus problemas se acabaram...”

A proposta do Evangelho de Jesus é outra, radicalmente diferente. A cruz, a sua verdade e a sua mensagem precisam ser integradas em nossa vida. Não há Evangelho sem Cruz, nem Cristo e nem Cristão que não sejam crucificados. A cruz é o antídoto contra um arremedo de cristianismo, contra uma maquiagem de discipulado. Não que devamos produzir os nossos próprios sofrimentos, ou correr atrás dos dissabores da vida ou daquilo que provoca dor. Nada disso! Uma vida crucificada, ou cruciforme, é aquela em que se leva á sério tanto as promessas quantos as advertências do Evangelho. É aquela que busca tanto a santificação e a bênção, quanto a fuga do mal, a aparência e a proximidade com a sua real e nefasta influência. Uma vida crucificada é uma vida que resiste á mundanização e a secularização dos costumes, da ética e da moral (1Co 15.33). Esta resistência não tem nada a ver com uma separação social, física do mundo, uma segregação radical como a dos Amish nos Estados Unidos. Antes, uma separação moral, aprender a relativizar as muitas seduções e propostas de felicidade do mundo comparando-as com as propostas do Reino, sua justiça e as suas promessas em Cristo. Uma vida crucificada é aquela em que o Senhor Jesus exerce com liberdade total o senhorio sobre todas as áreas da vida, nos afetos, nas emoções, nas relações interpessoais, nos projetos de vida, na relação com o dinheiro e assim por diante. Qualquer coisa que domine sobre a nossa vontade e nos vença pela persuasão dos apetites indica exatamente que aquela área de nossa existência ainda está viva para o mundo e morta para Deus. Uma vida cruciforme vai dia após dia, num processo contínuo, irreversível e cada vez mais profundo configurando a nossa existência com os resultados da cruz, vai sufocando e matando o velho homem com sua rebeldia, mentiras e transgressões e vai formando em nós um Novo Homem, criado segundo Deus, na justiça e na santidade da verdade. Deixe-se crucificar com Cristo!

Rev. Luiz Fernando,
Pastor Mestre da IPCI (Igreja Presbiteriana Central de Itapira)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PROVIDÊNCIA

Confissão de Fé de Westminster, continuando a reflexão, parte V

PROVIDÊNCIA

I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.

Ref. Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5.

II. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundárias, necessárias, livre ou contingentemente.

Ref. Jer. 32:19; At. 2:13; Gen. 8:22; Jer. 31:35; Isa.10:6-7.

III. Na sua providência ordinária Deus emprega meios; todavia, ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbítrio.

Ref. At. 27:24, 31; Isa. 55:10-11; Os.1:7; Rom. 4:20-21; Dan.3:27; João 11:34-45; Rom. 1:4.

IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.

Ref. Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17.

V. O mui sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus filhos entregues a muitas tentações e à corrupção dos seus próprios corações, para castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupção e dolo dos seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animá-los a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torná-los mais vigilantes contra todas as futuras ocasiões de pecar, para vários outros fins justos e santos.

Ref. II Cron. 32:25-26, 31; II Sam. 24:1, 25; Luc. 22:31-32; II Cor. 12:7-9.

VI. Quanto àqueles homens malvados e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razão de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graça pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que a sua corrupção torna ocasiões de pecado; além disso os entrega às suas próprias paixões, às tentações do mundo e ao poder de Sataná5: assim acontece que eles se endurecem sob as influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.

Ref. Rom. 1:24-25, 28 e 11:7; Deut. 29:4; Mar. 4:11-12; Mat. 13:12 e 25:29; II Reis 8:12-13; Sal.81:11-12; I Cor. 2:11; II Cor. 11:3; Exo. 8:15, 32; II Cor. 2:15-16; Isa. 8:14.

VII. Como a providência de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, também de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispõe a bem dela.

Ref. Amós 9:8-9; Mat. 16:18; Rom. 8-28; I Tim. 4: 10.