sexta-feira, 29 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Por ELIANE BRUM

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.


Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Publicado Originalmente na Revista Época

quarta-feira, 27 de julho de 2011

LEMBRANÇAS DE UMA CAMINHADA

Hoje acordei com muita saudade das amizades conquistadas durante todos esses anos de caminhada. O apóstolo Paulo também teve doces lembranças em seu coração. Logo no início de suas cartas, há um trecho que nos dá uma pista importante: “Antes de tudo, sou grato a Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês têm” (Rm 1.8).

As lembranças sempre estarão em nosso pensamento, mesmo em meio aos desafios e dificuldades.

Hoje enfrento um novo desafio e algumas coisas estão fazendo muita falta – as ruas montanhosas, a entrada da universidade com suas quatro pilastras, a reta com aquela linda lagoa, as noites de suco, o discipulado com os BG, os encontros no calçadão. Viçosa marcou minha vida e meu ministério. Desafios, aprendizado, tristeza, alegria, estudo, ensino, boas risadas e amizades que ficarão para sempre.

O apóstolo Paulo, de maneira singela, separava em suas cartas esse espaço tão especial, que era dedicado aos companheiros de luta – de perto e de longe. Não sei quantos desafios ainda enfrentarei ou quantas mudanças, mas em minhas cartas sempre haverá um espaço dedicado aos amigos. Lembro-me dos rostos, dos sorrisos, e isso me traz ao coração a esperança de um dia estar novamente com cada um, do mesmo jeitinho que ansiava o apóstolo Paulo.

Amigos de longe e de perto, sou grato pela vida de vocês. E também sou grato, desde agora, pela vida daqueles que ainda hei de conhecer. Fiquem firmes e nunca se esqueçam das doces e ternas lembranças de uma jornada que ainda tem muita estrada pela frente. “Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente, tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará entre vocês” (2Co 13.11).

Jeverton “Magrão” Ledo (Obreiro de Jovens da 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A surpreendente verdade sobre o que nos motiva



Versão com legendas em português da excelente palestra de Daniel Pink sobre seu livro "DRIVE - The surprising truth about what motivates us".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Crente viciado em pornografia

Por Shaun Groves

Eu não queria continuar olhando, mas não conseguia parar.

As últimas brasas da fogueira já estavam quase apagadas. As etiquetas nas garrafas estavam danificadas, depois de dias expostas ao sol. Os que haviam acampado perto de minha barraca já estavam longe há algum tempo. Meu amigo e eu pegamos as coisas que estavam para trás. Ficou apenas um CD de hip-hop. Tínhamos algumas malas e garrafas vazias. Além de uma revista.

Sua capa estava molhada e irreconhecível. Eu a abri com um pedaço de galho que encontrei no chão. Havia orvalho naquele dia e as páginas da revista também estavam molhadas. Naquele momento eu vi uma mulher. Ela estava com seus seios descobertos.

Desde meus sete anos tenho fugido. Quero dizer, meninas eram “problemáticas”. Elas eram indesejáveis. Elas tinham alguma coisa que desejávamos, mas não sabíamos dizer o que, já que nunca as alcançávamos. Eu ainda me lembro daquela cena. Eu estava ao mesmo tempo empolgado e receoso. Eu não conseguia entender a razão, mas sabia que ninguém deveria flagrar-me olhando aquela revista.

De uma coisa eu sabia: eu queria mais.

Alguns anos depois eu tive minha chance. Dessa vez eu não fugi. Eu tinha treze anos e estava na casa do meu amigo Tyler (nome fictício). Ele era meu único amigo com acesso à internet. Quase todos os dias nós jogávamos no computador por horas.

Certo dia, eu cliquei em um ícone que pensei ser um jogo; tudo mudou em nossa vida. Não era um jogo, mas um vídeo. Nossa primeira reação foi cair na gargalhada com as lentas imagens daquelas mulheres. Era uma gargalhada do tipo “desligue isso; é tão ridículo”. Contudo, nós não desligamos. Assistimos ao vídeo e, então, eu fui para casa.

Tyler continuou procurando por vídeos daquela natureza e me mostrou o que havia encontrado. Dessa vez, eu não fugi. Eu não queria continuar olhando, mas eu continuei. Eu estava hipnotizado.

Com o tempo, ficar olhando, juntos, aquela nudez na internet causava em nós estranheza e desconforto. Por isso, Tyler e eu preferimos nos dedicar ao pornô solo. Tyler continuou a fazer download de tudo o que podia. Dos vídeos mais leves aos mais pesados. Eu, àquela altura, estava dividido entre o prazer de ver aquelas cenas e a culpa que carregava dentro de mim pelo que estava a fazer. Em alguns dias eu estava forte, e resistia. Em outros, eu parecia um viciado em pornografia, desesperado para achar uma imagem. Apesar disso, eu nunca comprei ou fiz download de um filme pornô. Era um garoto nascido na igreja, em uma cidade pequena. Todos me reconheceriam se fosse possível descobrir quem estava comprando aqueles vídeos. Além disso, eu não tinha computador em casa. Ao invés de comprar pornô, eu comecei a roubá-los.

Eu vasculhava as casas de meus amigos para ver se os pais deles tinham alguma revista Playboy. Quando não achava, eu as roubava de lojas de conveniência. Não muitas; apenas três ou quatro em alguns anos. De qualquer jeito, eu fiz.

Página por página eu ficava imaginando se aquilo poderia ser real para mim. Sei que é constrangedor dizer isso, mas aquelas mulheres pareciam me fazer sentir amado. Meus olhos desejavam aqueles corpos e faziam sentir-me um homem. Por um momento, eu me senti desejado.

Eu me sentia perto de alguém, e não me incomodava o fato de aquele alguém não ser real. Para mim era muito real.

Entretanto, aqueles momentos de plenitude passavam. Sempre. O prazer fracassava. Em pouco tempo eu era tomado por um sentimento de remorso e culpa. Sentia-me a milhões de quilômetros da bondade e a bilhões de anos luz de Deus. Eu sempre pensava naquela primeira foto de mulher pelada que eu vi, na minha infância. Achava que Deus estava com um bastão em sua mão, me punindo à distância e me mostrando que não tínhamos nada em comum.

Sabia que aquilo não era verdade. Eu era um cristão. Sabia que Deus me via perfeito e amável, assim como via seu próprio Filho. Conhecia todas aquelas coisas. Amor. Graça. Perdão.

Contudo, eu não experimentava tais coisas em minha vida. Pior! Eu crescia cada vez mais frustrado comigo mesmo. Eu havia prometido para mim mesmo que eu não me incomodaria mais com aquilo, só para repetir meus erros.

Tyler não estava nada melhor. Ele começou a achar impossível crer em um Deus que o impediria de assistir seus vídeos pornôs. Sem Deus em sua mente, ele se convenceu de que pornografia era apenas diversão. De que forma uma diversão pode machucar alguém? Tendo decidido que não era ruim, ele resolveu que aquilo seria algo útil para sua vida. Ele fez uma assinatura da revista Playboy e começou a comprar todos os seus vídeos.

Perceber o que estava acontecendo com o Tyler foi uma forma de me despertar. Eu sabia que estava fadado ao mesmo destino. Por isso, pedi ajuda. Certo dia, estava conversando com um amigo que é um bom cristão. Sem vergonha, disse tudo o que estava acontecendo a ele. Disse que se pudesse assistir a um filme pornô de graça, sem ser acusado por minha consciência, eu o faria. Pedi ajuda a ele e nós oramos juntos.

Para minha surpresa, meu amigo me disse que tinha o mesmo problema. Na verdade, a maioria dos meus amigos tinha. Pedimos a uma pessoa mais velha de nossa igreja para se encontrar conosco uma vez por semana e nos ajudar. Aquele homem não tinha nenhuma sabedoria mágica ou força sobrenatural para nos ajudar contra a pornografia. Contudo, ele nos ouviu, aconselhou e orou conosco. Ele se tornou um cuidadoso mentor para todos nós. A primeira coisa que ele nos mostrou foi que não estávamos sozinhos naquilo, não éramos os únicos a enfrentar aquele problema e tampouco éramos loucos.

Quando me encontrei com meu grupo, vi que minha vida precisava mudar. Muitas daquelas mudanças ainda se aplicam em minha realidade hoje. Primeira lição: Corra! “Voe”, dizia nosso mentor. “Alcoólatras devem atravessar a rua para fugir de uma garrafa de bebida”. Em meu caso, isso significa que não posso entrar sozinho em uma banca de jornal, ou usar sozinho um computador sem filtros de internet.

Preciso limitar as oportunidades que dou para a tentação. Tenho que criar um espaço que me distancie da pornografia. Não posso me dar o direito de assistir TV sozinho. Mesmo com filtros na internet, não uso o computador se não tiver outra pessoa em casa. Essas restrições me aborrecem algumas vezes. Todavia, elas me ajudam demais.

A segunda coisa que aprendi foi a perguntar: Como posso aprofundar meu desejo por Deus e esquecer-me dessas coisas que me fazem pecar? Alguém me disse, certa vez, que há dois cachorros no quintal do meu coração. Um cachorro cava egoísmo, pecado e prazer. O outro cachorro cava justiça, misericórdia, paz e obediência a Deus. Quando acordo todas as manhãs, escolho qual cachorro pretendo alimentar. O que eu alimento cresce até o outro não poder mais ser visto.

Preciso alimentar o cachorro correto. Faço isso quando cultivo relacionamentos honestos com cristãos. Tenho um amigo com quem converso de forma particular diariamente. Falamos abertamente sobre sexo, pecado e tudo o que nos leva a pecar. Juntos, nós buscamos formas de evitar o pecado. Nós oramos, choramos, nos ensinamos, nos deixamos aprender.

Eu também alimento o cachorro correto ao estudar a Bíblia em grupo. Eu não apenas a leio. Escrevo o que aprendi e o que desejo fazer com aquilo. Passo um tempo em silêncio, esperando para ver o que Deus falará comigo. Eu oro, adoro, sirvo outras pessoas.

Na maior parte das vezes, o cachorro bom prevalece. Aquele terrível monstro está tão sufocado agora que nem o vejo com tanta frequência. Contudo, de vez em quando ele aparece. Começa a latir e logo me vejo na direção errada. Ele late muito alto, quando não tomo cuidado em resistir às tentações. Então eu fujo. O deixo esquecido, ignorado.

Além disso, eu oro: “Deus, me ajude a fazer hoje o que é certo. Ajude o Tyler também. Livra-nos da pornografia e leve-nos próximos da perfeição. Faça-nos amar mais ao Senhor do que a nós mesmos e nos cerque com pessoas que nos façam lembrar que tu nos amas mesmo quando erramos. Cerque-nos com amigos que sejam conosco uma igreja que promove a vida em santidade. Mate esse cão mau e alimente o bom, dentro de mim. Amém!”


Copyright © 2011 por Christianity Today International
Publicado Originalmente em Cristianismo Hoje

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Blogs Profetadas e Carniceiros – LU&TERO com Marcos Botelho



LU&TERO com Marcos Botelho vão falar nesse vlog sobre os benefícios da internet 2.0 e suas responsabilidades.

Vamos ver o mercado promissor que surgiu com ela e todos os vídeos de aberrações teológicas que vieram nos últimos anos.

Descobrir o que críticos anônimos revelam em seus comentários e saber por que os que querem fazer algo bom na net não tem muito IBOPE.

Divirtam-se com moderação!

Conheça o blog do Marcos Botelho

segunda-feira, 18 de julho de 2011

De onde vêm as boas idéias?



Um interessante talk ilustrado de Steven Johnson, citado como um dos mais influentes pensadores do ciberespaço pelos periódicos Newsweek, New York Magazine e Websight. É editor-chefe e co-fundador da Feed, premiada revista cultural on-line. Johnson graduou-se em semiótica pela Brown University e em literatura inglesa pela Columbia University. Autor dos livros: Cultura da Interface, De cabeça aberta, Emergência, dentro outros.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O moderno canto da sereia

Pela tela do meu computador enxergo a minha sereia. Linda, sedutora e que me olha com amor. Neste canto moderno, sou seduzido pelo vazio. Sem esforço, sem insegurança, sem pesar. Sua força está no fato de que o meu mundo individual é regado pela satisfação dos sentidos; não preciso de ninguém – bastam imagens e cenas fabricadas pela indústria da fantasia, disponíveis a um simples toque.

Mal sabemos, no entanto, que é bem real o desvio de rota que fazemos quando sucumbimos diante da fantasia. Abandonamos o que cremos, ignoramos o que amamos e nos perdemos na confusão de sensações gostosas.

Estamos diante da perversa atração do mundo virtual. E nos entregamos a ele, confundindo tal entrega com liberdade. Somos livres mesmo? Fazer o que o impulso primário deseja é ser livre? Se fôssemos seres angelicais, talvez. Mas a história do mundo e nossa própria experiência pessoal confirmam: há uma guerra dentro de nós. Ingênuo é quem subestima a si mesmo. Como disse o escritor russo Fiódor Dostoievsk, “em todo homem, naturalmente, há um demônio escondido”.

O mundo virtual pode nos unir e nos ajudar a compreender a realidade, mas também pode se tornar nosso algoz quando confundimos a fantasia a nós oferecida com o sentido real da vida. Somos pessoas comuns, nem sempre conseguimos dialogar com os outros, temos dúvidas, cometemos pecados, sofremos e fazemos sofrer. Às vezes, comemos além da conta, outras abraçamos os amigos com satisfação. Há noites em que lembramos da infância perdida e choramos. Somos pessoas normais, com erros e acertos. E podemos olhar para nós mesmos, com honestidade, e dizer: “preciso melhorar nisso”; “sou bom naquilo”. Os vícios virtuais conspiram contra este olhar honesto, e nos fazem crer no canto da sereia. A tragédia é já não ansiarmos por redenção, por não sabermos mais onde estamos e quem somos.

Daí um conselho para mim mesmo (e, se você aceitar, para você também): antes de mergulhar nas águas infinitas das páginas virtuais, lave-se na verdade sobre você. Não permita que a ilusão do mundo da internet domine sua vida – por mais imperfeita que ela seja, é a sua própria vida. E não há nenhuma outra.

Por Lissânder Dias
Fonte: Blog Fatos e Correlatos

quarta-feira, 13 de julho de 2011

No fundo do coração

Por John Wilson
A arte perdida da memorização das Escrituras Sagradas é um poderoso elixir espiritual.


Quando foi a última vez em que você memorizou versículos das Escrituras? Provavelmente, na Escola Bíblica Dominical infantil ou em alguma gincana na igreja, não é mesmo? Mas, se você se angustia por não conseguir recitar de cor nada além do Salmo 23 ou do texto de João 3.16, não se preocupe. Na memória, os evangélicos têm registrado muito do que aprenderam inconscientemente: trechos da Palavra de Deus. O valor da prática da memorização não tem tido o devido reconhecimento. Certamente, grande parte daqueles que sentaram nos bancos das igrejas durante anos sabem passagens bíblicas, e muitos preletores são capazes de citar trechos de livros bíblicos como os de Levítico ou Lucas com a mesma autoridade. Mas, caso você tenha sido criança nas décadas de 1950 ou 60, e esteve regularmente em reuniões de oração – daquelas realizadas em meio de semana, onde as vozes dos leigos predominavam –, certamente ouviu a Palavra de Deus sendo citada dentro e fora de contexto, e a tem registrada na memória.

O que era corriqueiro para as gerações passadas de crentes não desapareceu completamente, mas também não é comum nos dias de hoje. Em parte, esse distanciamento das Escrituras Sagradas do cotidiano dos cristãos reflete atitudes culturais de maneira mais ampla. Vivemos em uma época na qual a memorização é rotineiramente menosprezada, atitude resumida em frases como “memória de rotina” ou “aprendizado de rotina”. Dizem-nos que a memorização desencoraja a criatividade, o pensamento crítico e a compreensão conceitual. Mas este menosprezo é estranho, uma vez que não encontra eco em nossas experiências do dia-a-dia. Afinal, qualquer formação profissional requer muita memorização. O que seria de um médico que não consegue decorar nomes de ossos e músculos ou de um advogado que não sabe sequer trechos fundamentais dos códigos legais?

Não acreditamos ingenuamente que a criatividade de músicos, atores ou estudiosos será destruída por traços formidáveis de memória em sua demanda artística e científica. Caso contrário, seria necessário questionar a genialidade de gente como Charles Chaplin, Ludwig Beethoven ou Albert Einstein, que certamente ocupavam boa parte de seus cérebros com intrincados discursos, fórmulas matemáticas e pautas musicais. O que cada um deles fez ao longo da vida é um exemplo especial do que todos fazemos desde que nascemos – uma jornada ininterrupta de lembrar e esquecer, amplamente conduzida sem nossa escolha consciente.

“Sempre que você lê um livro ou tem uma conversa” – nos recorda o escritor científico George Johnson, e quando atravessamos uma estrada, trocamos uma fralda ou fazemos amor –, “a experiência causa mudanças físicas em seu cérebro. Em uma questão de segundos, novos circuitos são formados, memórias que podem transformar para sempre a maneira com a qual você vê o mundo”. O impacto da maior parte do que memorizamos não é tão dramático ao ponto de mudar para sempre a maneira com a qual pensamos sobre o mundo. Mas é real, e suas consequências são acumuladas ao longo do tempo. Por essa razão, as escolhas que fazemos sobre o que colocamos dentro da mente são de grande importância. “Memorização das Escrituras”, escreve o autor cristão Dallas Willard, “é uma das maneiras de dominar o conteúdo dos nossos pensamentos conscientes e dos sentimentos, crenças e ações que dependem deles”.

RESISTÊNCIA ESPIRITUAL

Escrituras de cor: Práticas devocionais para memorizar a Palavra de Deus, livro do pastor e palestrante Joshua Choonmin Kang, inédito no Brasil, trata deste assunto de maneira aguda e instigante. Autor de mais de 30 obras em coreano, sua língua-mãe, e de um livro em inglês, Kang menciona diversas citações, como esta “Não podemos fazer tudo de uma vez, mas podemos fazer uma coisa de uma vez só’ (de Sabedoria para a alma, de Larry Chang). O empenho de Kang em favor da “ultrapassada” causa de memorização de Escrituras chama a atenção e torna seu livro absorvente. Não se deve levar em consideração as distrações de estilo: trata-se de um livro sábio, prático, cativante e, acima de tudo, capaz de comunicar um vibrante amor por Deus e sua Palavra.

A insistência de Kang na disciplina diária – não mais do que 30 minutos por dia, e não menos do que quinze – é o ponto fundamental. Ele fala sobre uma intimidade constante, um ensaio amoroso e uma exploração renovada dos versos que aprendemos, por assim dizer, “de cor”. E todos aqueles versículos que aprendemos há tanto tempo? Com poucas exceções, não são suficientemente frescos na nossa mente para serem recitados. Mas será que isso realmente importa? Se você absorveu o sentido e significado da passagem bíblica, é preciso sabê-la repetir palavra por palavra? E o que dizer da dificuldade trazida pela variedade de versões e traduções bíblicas hoje disponíveis?

Muitas pessoas que cresceram na igreja podem dizer que essa questão de memorização os remete a traumáticas experiências de catequese na juventude, na qual o espírito da Palavra era posto de lado em nome da literalidade. Outros argumentarão que têm sido plenamente satisfeitos com a modernidade das tecnologias digitais, que dispensam a capacidade de lembrar de textos, já que um simples clique no mouse ou no iPod pode exibir todos os versículos existentes sobre determinado tema. Para as novas gerações, de fato, essa história de memorização parece pura perda de tempo, esse bem tão precioso nos dias de hoje.

Isso poderia ser distorcido desta maneira, assim como a oração pode ser distorcida facilmente. Mas, a moda entre os evangélicos é depreciar a memorização das Escrituras, ou ignorá-la. Kang observa que Jesus era “um incentivador de hábitos. Ele lia as Escrituras na sinagoga (Lucas 4.16); orava durante a manhã (Marcos 1.35); fazia preces em lugares altos (Lucas 22.39); e, como um professor diligente, conseguia expor a Palavra de Deus, pois a sabia de cor. “Quando nos comprometemos a memorizar as Escrituras”, escreve Kang, “seguimos os passos de Jesus. Cultivamos seu estilo de vida, juntamos nossos esforços e nos concentramos”. Para ele, memorizar a Bíblia não é um fim em si mesmo: “Quando meditamos profundamente nas palavras das Escrituras, começamos a frutificar. Quanto mais associamos a Palavra com a memória, mais somos enriquecidos. O melodioso concerto da Bíblia Sagrada continuará a fazer eco em nós. Então, nos encontramos com o condutor deste concerto, nosso Senhor Jesus, o Espírito Santo, que nos ajuda a lembrar as Escrituras, e nosso Pai, que receberá a glória através de tudo isso.”

COMPARTIMENTO DA MEMÓRIA

Quantas vezes cada um de nós vai à estante procurar determinado livro e, em meio a tanta oferta de informação, acabamos por nos deter em outros livros que nem estávamos procurando, mas que acabam vindo bem a calhar para outro projeto ou ideia. Assim acontece com os chamados compartimentos da memória. Enquanto pensamos sobre a memorização das Escrituras e buscamos textos específicos no fundo de nossa mente, “encontramos” mesmo muitos outros que nem sabíamos que estavam lá. Isso porque muitas são as vozes que ouvimos no passado – nem todas identificáveis – citando as Escrituras. Algumas ressoam fortes até hoje; outras, já são tão frágeis que nem fazem muito sentido.

Memorizar as Escrituras não é uma prática mágica que nos permite escapar dos sofrimentos da vida, assim como uma Bíblia na estante, aberta no Salmo 91, não tem qualquer poder para nos trazer boa sorte. Mas podemos confiar na promessa que Willard, que nos lembra que, através da memorização, a Palavra de Deus permeia nosso corpo, nosso ambiente social e oferece preciosa orientação acerca de nossa vontade. Estas palavras se tornam um poder, uma substância que nos sustenta, dirige nossos passos – sem mesmo pensarmos nelas – e emerge ao pensamento, consciência e ação conforme o necessário. É o que Jesus fala quando diz que fará morada em nós. E, se nos lembramos ou não de trechos da Palavra que aprendemos em tempos idos, o que importa é que o Senhor se lembra dela, faz morada nela e juntos estão como resposta a um convite gracioso. Memorizar as Escrituras pode ser reduzido a uma técnica, uma competição, uma mera repetição sem compreensão e outras coisas. Mas também pode nos levar a participar do “melodioso concerto” que Kang evoca, tão bem expresso no Salmo 119.103: “Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais do que o mel para a minha boca!”

John Wilson é editor da revista Books & Culture do grupo Christianity Today

Publicado originalmente na revista Cristianismo Hoje

domingo, 10 de julho de 2011

Guardo a Tua Palavra no meu coração

Ontem (sábado, 09/06/2011)a diretoria da UPA compartilhou conosco curtas reflexões sobre os estudos que fizeram do Salmo 119 ao longo deste semestre – o valor da Palavra de Deus.
Cada um da diretoria trouxe uma porção do Salmo 119, com exceção do James Andrew que já estava viajando. Mas ele deixou sua reflexão registra aqui no blog, em breve teremos mais...

Leitura Salmo 119:9-12
(v.9) Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra.

(v.10) Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos.
(v.11) Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.
(v.12) Bendito sejas, Senhor! Ensina-me os teus decretos.



Aproveite as férias e não deixe de ler a Bíblia! D2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Produtos que não deveriam existir


Por Giuliana Capello
Publicado em 14/06/2011 - Site Planeta Sustentável

Você já parou para pensar na quantidade de produtos inúteis que são fabricados todos os dias, neste que é o século decisivo para o planeta? É impressionante – para não dizer desanimador. São contêineres e mais contêineres de quinquilharias, bobagens e mimos absolutamente dispensáveis que viajam oceanos até chegar a nós (muitos deles, por sinal, clandestinamente). E para quê? Sinceramente, alguns deveriam ser proibidos, banidos do mundo, extirpados da atmosfera (junto com as sacolinhas plásticas)...

Quer uns exemplos? É só ir a qualquer supermercado e dar um passeio pelo corredor do encantado mundo dos potes e presentes plásticos: tem porta-pizza (para um pedaço apenas); potes minúsculos para guardar, sei lá, duas azeitonas; espadas de super-heróis com balas açucaradas e barulho de...espada, é claro; suvenires fluorescentes para todas as ocasiões (não sei quando se precisa disso, mas...); enfim, um mundo de inutilidades que consomem recursos, emitem CO2 na atmosfera, aumentam nossa dependência do petróleo e não oferecem nenhuma contrapartida que compense sua existência.

Nas revistas em que escrevo, tenho muito contato com designers que estão preocupados com o futuro daquilo que eles colocam na Terra. Pensa comigo: o trabalho deles é criar, inventar produtos para “povoar” o planeta, lançar ideias que viram coisas compráveis. Uma responsabilidade e tanto, não? Fico imaginando o cara que resolveu, “num insight de mestre”, criar uma caneta em formato de bailarina e com um frufru na ponta. Não dá mesmo para viver sem isso?!

Felizmente, nem tudo está perdido e já tem muita gente refletindo sobre o excesso de produtos no mundo. Dias atrás fui visitar a exposição do Christian Ullmann, designer e consultor em sustentabilidade, lá no Museu da Casa Brasileira (aliás, recomendo). Com o nome Produtos Imperfeitos, a mostra convida o público a repensar uma série de hábitos de consumo automatizados, que repetimos sem pensar, dia após dia; ela resgata os produtos feitos artesanalmente por artífices como costureiras, sapateiros e serralheiros de bairro, além de peças que improvisamos (ou estudamos a valer) em casa, com o material que temos disponível.

Aliás, o faça-você-mesmo está – acredite – virando tendência nesse mundinho fashion do design. A onda agora é criar com as próprias mãos, a partir da necessidade e/ou da criatividade de cada um. Vale mais um produto imperfeito feito por você, que tem uma história para contar, do que uma peça espetacular, mas impessoal, produzida sabe-se lá por quem e sob que condições.

Com a ideia de não gerar restos ao final da mostra, Christian tirou proveito do ecodesign em tudo: uma poltrona com estrutura de metal reaproveitado, por exemplo, está exposta sem as almofadas e, no entanto, a legenda que apresenta a peça fala desses estofados. Onde eles estão? Sob a poltrona, ainda na versão tecido, cumprindo a função de revestimento da plataforma que sustenta o móvel. Quando a exposição terminar, ele será retirado e ganhará vida nova. Tudo para fazer o público pensar, desconstruir ideias velhas, ultrapassadas, fora do espírito do nosso tempo. Porque não dá mais para engolir futilidades que desdenham da saúde do meio ambiente...

Gosto de pensar que um dia - não muito distante, de preferência -seremos capazes de construir mecanismos que impeçam a fabricação de produtos banais que sugam a natureza do início ao fim de seu ciclo de vida. Quem sabe um dia, em breve, possamos ser mais ativos em relação às ações da indústria, seja ela do tamanho que for. Como consumidores que somos, temos a faca, o queijo e o planeta nas mãos. Parar de comprar papai Noel dançante e aplicativos inúteis para o seu tablet é um primeiro passo, sem dúvida
alguma. É tempo de usar energia de forma consciente. Chega de desperdício.

Giuliana Capello é jornalista ambiental e permacultora pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, CASA CLAUDIA e BONS FLUIDOS. Formada em design de comunidades sustentáveis (Global Ecovillage Educators for a Sustainable Earth), faz parte da Ecovila Clareando, onde está construindo sua futura morada. Neste blog, conta histórias e experiências que mostram que é possível ter uma vida mais simples - e nem por isso menos gostosa e divertida.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Namoro – LU & TERO com Marcos Botelho



Qual o problema das pessoas que nunca desencalham?

Qual o melhor afrodisíaco natural?

Existe almas gêmeas?

Qual o seu papel e o papel de Deus para arranjar um namoro?


Conheça o blog do Marcos Botelho

domingo, 3 de julho de 2011

A depressão em adolescentes e o Facebook

Em Facebook Depression: a new risk for teens, Mark Kelly desperta nossa atenção para a influência da internet, e particularmente das redes sociais, no estado de ânimo dos adolescentes. O artigo é relevante para pais, líderes de adolescentes e conselheiros.

Fiquei intrigado, recentemente, quando li o artigo Facebook Depression seen as new risk for teens em CBS News. Eu havia acabado de ler The Next Story, de Tim Challies, e já estava sensibilizado no que diz respeito ao potencial da mídia social para causar prejuízos na vida dos jovens. Alguns destaques do artigo de CBS News:

● os adolescentes que já estão “pra baixo” parecem ficar ainda mais abatidos depois de lerem as atualizações de status dos seus “amigos” que, aparentemente, indicam momentos bons e felizes;
● eles avaliam a si mesmos comparando o seu total de “amigos” à contagem de amigos dos outros;
● eles chegam à conclusão de que talvez não estejam à altura dos demais quando lêem os perfis “distorcidos” de seus “amigos” do Facebook;
● eles ficam vulneráveis a depressão, cyberbullying, molestamento e outros riscos on-line por meio das redes sociais.

Como os pais devem reagir à informação de que seus adolescentes ficam expostos à depressão em consequência de sua experiência no Facebook?

Uma das coisas que tanto os pais como os adolescentes devem entender é que qualquer forma de depressão deve ser tratada ou acabará por derrubar a pessoa. Muitos dos sentimentos de depressão são enganosos e bem difíceis de combater. É trabalhoso pensar em lidar com algo desagradável, especialmente quanto não sentimos vontade de fazer nada.

Como cristãos, somos chamados a uma nova maneira de viver — não mais com base em nossos sentimentos (tampouco ignorando nossos sentimentos, como veremos logo mais), mas com base naquilo que acreditamos ser verdade e agindo de acordo com essa crença. A Palavra de Deus é a única coisa que, com certeza, sabemos ser a verdade. Deus nos chamou para vivermos de determinada maneira. Precisamos acreditar que esta é a melhor maneira de viver e, então, agir com base em nossa crença. Podemos, simplesmente, chamar isto de “fé”. O escritor da Epístola aos Hebreus diz: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos… [ou poderíamos até dizer ‘daquilo que não sentimos’]” (Hb 11.1). Muitas vezes, não “sentimos” vontade de viver e fazer aquilo que Deus manda, mas sabemos que devemos viver e agir dessa forma porque a Escritura é clara.

Estes são alguns possíveis exemplos com os quais os adolescentes que sofrem de depressão ao navegar no Facebook poderiam se identificar.

● O sentimento: “Eu me sinto como se ninguém quisesse ser meu amigo. Eu me sinto abandonado e sozinho no Facebook, mesmo com os ‘amigos’ que tenho.”
● A verdade: O Salmo 27.10 diz que mesmo que sua mãe e seu pai abandonarem você, o Senhor ainda o acolherá. Deus quer ter um relacionamento com você. Hebreus 13.5,6 confirma que Jesus nunca nos abandonará.
● O sentimento: “Eu me sinto insignificante e desnecessário. Meus amigos têm um propósito na vida, eu não.”
● A verdade: Você tem um propósito de vida. Você foi criado com o propósito de glorificar o Deus Criador (Is 43.7)! Em tudo que fizer, mesmo no Facebook, você deve sempre buscar a glória de Deus (1Co 10.31). O objetivo de sua vida é agradar a Deus (2Co 5.9), e se Ele o chamou para fazer isso, Ele irá equipar você para fazer o que deve (Hb 13.20-21).

E quanto aos sentimentos? O que eles revelam a respeito do adolescente?

Precisamos entender que a capacidade de termos emoções e sentimentos é dada pelo nosso Criador. Como vivemos em um estado caído, devido ao pecado, não podemos confiar em nossos sentimentos, mas reconhecemos que eles revelam quem nós somos “de verdade”. O que a depressão dos adolescentes pode revelar a respeito do seu coração? Esta é apenas uma amostra de uma lista de problemas do coração com os quais os adolescentes podem estar lutando.

● O desejo de agradar aos outros. Quando eles são desprezados no Facebook, esse desejo faz com que sintam que ficaram aquém do esperado ou foram malsucedidos perante seus amigos.
● O desejo de receber a aprovação de homens. Este desejo está intimamente ligado àquele que acabamos de mencionar. Qual será a reação dos adolescentes se eles não receberem a aprovação de seus amigos? O que isso revela sobre seu alvo de vida?
● O desejo da alimentar a autopiedade. Este desejo é forte no coração dos adolescentes. ”Já que ninguém se importa comigo, então vou apenas ter pena de mim mesmo.” O eu passa a ser a pessoa mais importante em suas vidas. Será que esta é uma pesrpectiva adequada da vida cristã?
● O desejo de evitar conflitos. Este desejo do coração do adolescente pode levá-lo a aceitar tacitamente e se expor facilmente ao cyberbullying. Os adolescentes precisam aprender a lidar com os conflitos de maneira bíblica. Os pais devem estar cientes de quaisquer circunstâncias inseguras que os adolescentes enfrentem e dispostos a ajudá-los a superá-las biblicamente.
● O desejo de rebaixar os outros e elevar a si mesmo. Quando outros o caluniam, ridicularizam ou usam outra forma de fala degradante, é fácil reagir à pessoa e não lidar com o problema. Nossos adolescentes precisam ser lembrados de que a comunicação bíblica é graciosa e não reacionária (Ef 4 e Cl 3).

Como os seus adolescentes podem ficar livres da “depressão do Facebook”?

Eles precisam…
● Saber que o Espírito Santo os ajuda e fortalece em qualquer sofrimento que enfrentem.
Romanos 5.3-5 diz: “Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios”.
● Entender que esse pode ser um teste para a sua fé, para revelar a sua confiança em Deus.
Deus está presente na provação (Is. 43.1,2).
● Ser proativos em viver biblicamente no Facebook.

Não há lugar para desistir. Nunca é tempo de desistir!

Deus não desiste. Ele está determinado a completar a obra que começou em cada um de nós. Podemos encontrar conforto nesta verdade (Fp 1.6).

Publicado Originalmente por Conexão Conselho Bíblico

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A luz do Ártico

Por Terje Sorgjerd


The Arctic Light from TSO Photography on Vimeo.

Você pode observar mais trabalhos de Terje Sorgjerd aqui

O vídeo foi filmado entre 29 de abril e 10 maio, 2011 no Ártico, no arquipélago de Lofoten, na Noruega.

Meu fenômeno natural favorito é um que eu nem sei o nome correto, chama-o de a luz do Ártico e é um fenômeno natural que ocorre 2-4 semanas antes que você possa ver o sol da meia-noite. O por do sol e o nascer do sol são conectados em um magnífico espectáculo de cor e luz com duração de 8 a 12 horas. O sol está quase indo abaixo do horizonte antes de vir para cima novamente.
Terje Sorgjerd