quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hábitos que transformam



Por Ricardo Barbosa

Em 1989, o reverendo John Stott veio ao Brasil para falar num dos congressos da VINDE — Visão Nacional de Evangelização. Depois de uma de suas palestras, nos reunimos para conversar com ele. Era um grupo pequeno de jovens pastores, sentados em torno de um dos maiores expositores bíblicos da nossa geração, perto de completar 70 anos. A conversa seguiu animada. Ele nos deu liberdade para perguntas pessoais e, entre outras, não faltaram aquelas sobre o porquê de não se casar.

Porém, de todas, guardei apenas a resposta que ele deu quando lhe perguntaram sobre a razão do seu longo ministério tão frutífero. Ele respondeu: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou à igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia”. A resposta foi surpreendente por sua simplicidade.

Sabemos que ler a Bíblia e orar todos os dias, ir aos cultos e participar da Ceia nunca foram, por si só, sinais confiáveis de espiritualidade, muito menos um caminho seguro para a maturidade. Muitas pessoas fazem isso por puro legalismo. Por outro lado, sabemos também que não fazer nada disso é um caminho seguro e certo para o fracasso espiritual.

O doutor James Houston, criticando o abandono da leitura devocional em nossos dias por uma literatura funcional e pragmática, afirma: “Os hábitos de leitura do chiqueiro não podem satisfazer a um filho e aos porcos ao mesmo tempo”. Ao usar a imagem da Parábola do Filho Pródigo, ele nos chama a atenção para o risco de nos acostumarmos com a vida do chiqueiro. Para Houston, as práticas devocionais nos ajudam a perceber que existe algo maior e mais excelente na vida de comunhão com o Pai.

O reverendo A. W. Tozer (1897-1963) escreveu um artigo afirmando que “Deus fala com o homem que mostra interesse”, e que “Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo”. Mais do que cultivar o hábito de ler a Bíblia, orar e participar do culto, o que na verdade fazemos quando cultivamos estas práticas devocionais é demonstrar o interesse vivo que temos por Deus e por sua Palavra.

Da mesma forma como a vida necessita do básico (ter o suficiente para comer e vestir, onde descansar), a natureza da vida espiritual repousa sobre o que é essencial (Bíblia, oração, comunhão, adoração e missão). São esses hábitos básicos que nos colocam no lugar onde podemos experimentar a graça de Deus e crescer.

Há hoje muita oferta para a vida e para a espiritualidade. A sedução do supérfluo despreza o essencial. Vivemos o grande perigo de negar o básico, achando que podemos experimentar a graça de Deus e provar sua bondade e amor sem nos aquietar e deixar que sua Palavra molde nosso caráter, que a oração fortaleça nosso espírito e que a comunhão nos sustente em nossa identidade como povo de Deus.

As disciplinas espirituais básicas cultivadas pelo reverendo Stott ao longo de sua vida formaram seu caráter como cristão. Nada pode substituir a prática diária da oração nem a leitura devocional das Escrituras. Nada substitui o valor do culto comunitário nem o mistério da eucaristia. O cultivo destas disciplinas requer de nós não apenas tempo e perseverança, mas também humildade e coragem para sermos transformados pelo poder de Deus.

Deus não nos chamou para a realização pessoal, mas para a comunhão pessoal e íntima com ele e o próximo. Deus não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração. Os hábitos devocionais libertam-nos da “normalidade” do chiqueiro e nos transportam para uma existência de comunhão com Deus que enobrece a vida. São estes hábitos que preservam nossos olhos voltados para o alto, para que, aqui na terra, nossa existência ganhe a grandeza dos ideais divinos.

As práticas devocionais fazem parte do processo formativo da alma diante de Deus. Precisamos cultivá-las a fim de permanecermos em sintonia com o reino de Deus, que molda o nosso caráter em Cristo. É a palavra de Deus que devolve a vida aos “ossos secos” da agitação moderna.

Publicado Originalmente: Igreja Presbiteriana do Planalto

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A fé no Filho de Deus



Todos aqueles que crêem que Jesus é o Messias são filhos de Deus. E quem ama um pai ama também os filhos desse pai. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e obedecemos aos seus mandamentos. Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. Quem pode vencer o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus. 
I João 5:1-5
A identidade do cristão está diretamente relacionada à pessoa de Jesus. A fé sincera em Jesus como o Filho de Deus, Salvador e Senhor, é suficiente para provocar em nós um novo nascimento. Não um nascimento da carne, mas de Deus, que nos coloca no lugar do qual nunca deveríamos ter saído – o reino de Deus (Jo 3:3-5). Esta obra é conhecida como conversão e pode ser verificada pelo amor, maneira pela qual a vida nesse Reino se manifesta e se desenrola produzindo um novo homem. 

O amor é a tônica da vida no reino de Deus. Mas atenção! Não confunda o amor deste Reino com o amor que você está acostumado a assistir nos romances. Esse amor tem conseqüências mais profundas, ele não está relacionado apenas há um mero sentimental passageiro e que logo se desfaz. O amor aqui está relacionado a compromisso, obediência e serviço. E a expressão exata deste amor pode ser conhecida através da vida de Jesus. 

Portanto, o amor que está sendo forjado nos cristãos é firme e sempre atento, dedicado ao bem e em constante luta com a injustiça. O amor do qual João está falando conduz o homem na caminhada da identificação com o próprio Jesus, o alvo é a gente se tornar parecido com o próprio Jesus (Rm 8:28-29). 

Perguntas para refletir
Você já parou pra pensar que amar a Deus está diretamente relacionando a obedecer aos seus mandamentos?

Muitas pessoas ficam cansadas só de pensar nos mandamentos, como se fosse um fardo a carregar e um padrão tão elevado que se torna um peso na vida. Você pensa ou já pensou assim?

Como as palavras de Jesus relatadas em Mateus 11:29-30 e reproduzidas por João – “os mandamentos de Deus não são difíceis e pesados de obedecer” – contrastam com o pensamento anterior?

João fala sobre uma luta que existe entre obedecer aos mandamentos de Deus e o mundo. Parece que Paulo disse algo semelhante aos cristãos na carta aos Romanos 12:1-2 – “Não vivam como as pessoas desse mundo vivem”. O que você entende sobre essa luta?

 Você reparou que o texto base desta devocional começa e termina falando que é pela fé em Jesus que nos aproximamos e nos mantemos na família de Deus? Como essa verdade se relaciona com a sua vida hoje?


Por Pedro Paulo Valente. Devocional do terceiro dia do acampamento da IPV 2011 - Seguindo a Verdade em Amor.

Publicado Originalmente no Blog do Pedro

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Conto o canto





Conto o canto já entoado desde antes dos primórdios, e que chegamos a ouvir e ver se tornando música visível, palpável a ponto de nos fazer dançar e celebrar. Essa, meus irmãos e irmãs é A Música, a Canção da Vida! Conto e canto porque não é no canto que quero vê-los a sós, mas juntos a nós! Nós atados de alegria e completude, experimentando a fonte de toda a virtude, aquele que nos une: Cristo. É, meus irmãos e irmãs, embalados pela Canção da Vida, convido-os a caminhar como peregrinos, que possuem um destino certo, um caminho certo e uma companhia certa. A companhia de dois velhos jovens, que andam de mãos dadas e se dispõem a nos ensinar a andar sob a luz. Estes, meus queridos, são conhecidos como a bela Verdade e o profundo Amor. Experimentem comigo da companhia desses dois que são um: o reflexo de quem realmente nos convida a dançar a música antes citada. Mas cuidado, uma vez provada dessa companhia não haverá retorno, pois nos tornaremos outros, seremos mais nós mesmos, e negar essa nova e real identidade seria a morte. Vamos e cantemos comigo essa canção.


Por Lucas Rolim. Texto produzido para a preleção sobre a carte de I João para os adolescentes, no acampamento da IPV 2011 - Seguindo a Verdade em Amor.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O amor fraternal


Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas. Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.
I João 3:11-18
O amor domina a cena. Uma referência ao amor de Deus (ágape) – demonstrado na cruz (Rm 5:8), derramado em nossos corações (Rm 5:5) e obstinadamente dedicado a não nos abandonar (Rm 8:35-39). O amor é apresentado como essência do discipulado cristão, e ele deve dominar e moldar os nossos relacionamentos.

A vida cristã é repleta de desafios, mas o maior de todos é que o padrão que deve medir e orientar a nossa vida é o próprio Senhor Jesus. Nesse sentido, a fé cristã não é meramente o acúmulo de um conjunto de verdades poderoso pra livrar a nossa mente da ignorância, mas poder de Deus para uma vida com significado e qualidade, extremamente prática e sempre rompendo com o status quo dominante e perpetuador das relações de poder e opressão, tão presentes em nossos relacionamentos nada amistosos.

Romper com a indiferença e o ódio envolve ser imitador de Jesus, encarnar seus ensinos, transbordar do seu amor, promover o bem e perdoar em todo tempo. Como nós que fomos alcançados por ele poderíamos escapar dessa missão? 

Perguntas para refletir
O quão próximo o amor está do seu cotidiano?

O que João quer dizer com a seguinte afirmação - Meus irmãos, não estranhem se as pessoas do mundo os odeiam (I Jo 3:13)?

Como é possível praticar o bem quando o mal nos aflige? Você consegue lembrar algum exemplo inspirador?

João relaciona crer em Jesus com amar o próximo. Você concorda com isso?


Por Pedro Paulo Valente. Devocional do terceiro dia do acampamento da IPV 2011 - Seguindo a Verdade em Amor.

Publicado Originalmente no Blog do Pedro

domingo, 20 de novembro de 2011

Bate-papo com a Tonica



Pessoal, no último encontro da UPA (19.11.11) nós tivemos um bate-papo com a Tonica* sobre a sua história, com destaque para as suas experiências missionárias. A conversa foi muito gostosa e a Liz Valente acabou registrando o bate-papo na imagem acima.

A Tonica nos contou sobre o seu envolvimento com o ministério estudantil através da ABUB, ABS e IFES, destacando a importância do evangelismo pessoal e que todos nós podemos ser portadores das boas novas do evangelho de Jesus.
"Não precisa falar tudo o que você sabe sobre Jesus de uma vez só."
Nós também ouvimos sobre os 10 anos que ela passou em Angola e Moçambique como missionária da ABUB. As histórias do José Gomes, Gabriel, Celestino e "aqueles que vivem cantando" jamais saíram de nossas memórias.

E hoje tem mais, iremos estudar na escola dominical sobre o movimento Lausanne. A Tonica irá contar um pouquinho de sua experiência no Lausanne II e III. Não percam!

*A Tonica, Antonia Leonora Van der Meer, é professora do Centro Evangélico de Missões - CEM.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Manhãs de céu azul


Das coisas boas da vida
Das lembranças que tenho comigo
Guardo com muito carinho
A memória das doces manhãs de domingo

Acordar ao som de cânticos
Trilha sonora de uma manhã memorável
Onde os passos até o templo
Se tornam um caminhar mais que agradável

O sol entra pelas janelas
A comunhão é à luz natural
As crianças sorriem contentes
Em suas brincadeiras, alegrias...seu louvor matinal

O aprendizado é quase sublime
É a base de tudo que sou
Sinto Cristo em tudo, em todos
Uma união que mostra pra onde vou

Saio contente daquelas horas tão ternas
O céu está lindamente azul
À porta vejo todos entusiasmados a conversar
Eis mais uma doce manhã
Manhã que com gratidão vou sempre guardar

Por Ivny Nazareth. Fiz esse texto a pedido de uma amiga, ela precisava de uma "poesia" que falasse sobre a escola dominical. Não hesitei, afinal, é falar de uma das melhores lembranças da minha existência. Então, espero que minha falta de profissionalismo (na área poética) não atrapalhe o registro dessas doces manhãs.


Publicado originalmente no blog In Sensibilidade

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Andar na Luz


Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado
I João 1:5-7
A palavra luz no Novo Testamento normalmente se refere a Jesus, ou em alguns casos aos seus discípulos. O evangelho narrado por Mateus (4:16), Lucas (2:32) e João (1:4-5) faz questão de apresentar Jesus como a Luz que veio ao mundo, a Luz que se opõe e triunfa sobre as trevas. Num segundo momento, os mesmos livros relatam que Jesus chamou e comissionou os seus discípulos como “luz do mundo”, uma luz que não deve se intimidar diante das trevas, mas ao contrário, deve se opor a ela e servir como um sinalizador do reino de Deus as pessoas. Verificar Mateus 5:14-16. 

Outra curiosidade é que o apóstolo João nos diz no evangelho e na sua primeira epístola que aquele que pratica a verdade, ou guarda os ensinos de Jesus, se aproxima da Luz (do próprio Deus). Isso significa que a verdadeira vida cristã está intimamente relacionada há uma vida de consagração e obediência, e que por fim, o cristão que levar a sério essa caminhada glorificará a Deus. 

Posso concluir então que andar na Luz me leva a Deus, orienta a minha vida, sinaliza o reino de Deus ao meu vizinho e glorifica a Deus. Mas não posso me esquecer que a luz que a Bíblia se refere é o próprio Jesus e não um conceito abstrato e vazio de bem.

Perguntas para refletir
Quando o texto bíblico que você leu fala sobre trevas, o que você entende com isso? Que trevas são essas?

Qual a diferença entre o cristão que luta contra o pecado que pratica e aquele que é mentiroso?

Jesus é comparado a um advogado. Por quê?

A Bíblia diz que existe uma luta dentro dos cristãos, uma tensão entre o alvo de uma vida de santidade e o pecado que nos importuna. Qual a importância que você tem dado a esse conflito?

Coerência é algo muito importante para a vida. As pessoas que não dão muito importância para ela acabam caindo em duas armadilhas, elas tornam-se hipócritas ou indiferentes. Imagine um cristão nessa tocaia. Será que ele ainda pode se considerar um cristão? Existe alguma forma de sair desta situação?

Por Pedro Paulo Valente. Devocional do primeiro dia do acampamento da IPV 2011 - Seguindo a Verdade em Amor.

Publicado Originalmente no Blog do Pedro

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A internet faz mal ao cérebro?



 
O escritor americano Nicholas Carr sentiu que algo estranho ocorria com ele há uns cinco anos. Leitor insaciável, percebeu que já não era capaz de se concentrar na leitura como antes. Na verdade, sua ansiedade disparava diante de qualquer tarefa que exigisse concentração – seus olhos procuravam a tela do computador ou do celular. O impulso de espiar na internet era quase incontrolável, diz ele.

“Sentia que estava forçando meu cérebro a voltar para o texto”, afirma. “A leitura profunda, antes tão natural para mim, tinha se transformado numa luta.” Tal afirmação abre o livro The shallows – What the internet is doing to our brains (Os superficiais – O que a internet está fazendo com nossos cérebros, ainda sem tradução no Brasil). Nele, Carr faz uma acusação seriíssima: a exposição constante às mídias digitais está mudando, para pior, a forma como pensamos. Ele e um punhado de autores respeitáveis acreditam que, por causa do uso excessivo de computadores e de outros aparelhos digitais, nosso cérebro é alterado e estamos nos tornando menos inteligentes, mais superficiais e imensamente distraídos – o inverso de tudo aquilo que fez de nós a espécie mais bem-sucedida do planeta Terra.
“Em vez de mentes juvenis inquietas e repletas de conhecimento, o que vemos nas escolas é uma cultura anti-intelectual e consumista, mergulhada em infantilidades e alheia à realidade adulta”, afirma Mark Bauerlein, autor de The dumbest generation (A geração mais estúpida). No livro, ele antecipa uma nova Idade das Trevas, quando os indivíduos que hoje são crianças e adolescentes chegarem à maturidade.

Bauerlein, professor na Universidade Emory, na Geórgia, supervisiona estudos sobre a vida cultural americana. Ele acredita que as novas gerações, educadas sob a influência das mídias digitais, são formadas por narcisistas despreparados para pensar em profundidade sobre qualquer assunto. Ele diz que uma pesquisa de 2006 com mais de 81 mil estudantes americanos de ensino médio detectou que 90% deles “leem ou estudam” menos de cinco horas por semana – embora passem “pelo menos” seis horas navegando na internet e um período equivalente assistindo à TV ou jogando videogame. “Indivíduos que não sabem praticamente nada de história, que nunca leram um livro nem visitaram um museu não têm mais do que se envergonhar. Tornaram-se comuns”, afirma.

Carr e Bauerlein não estão sozinhos. A jornalista Maggie Jackson, outra autora crítica da tecnologia, sugere que os mais jovens estão acostumados, por culpa da internet e do uso de celulares, à leitura desatenta de textos cada dia mais breves e estilisticamente mais pobres. Os 140 caracteres que se podem escrever no Twitter, ela acredita, geram pensamentos máximos de 140 caracteres. Parece exagero, mas alguns estudos mostram que há motivos para preocupação. Uma consultoria chamada Genera divulgou um estudo alarmante sobre os efeitos do uso da internet entre os jovens. A empresa entrevistou 6 mil pessoas da geração que cresceu usando a internet e concluiu que as coisas estão mudando radicalmente. “A imersão digital afetou até mesmo a forma como eles absorvem informação”, afirmam os pesquisadores. “Eles não leem uma página necessariamente da esquerda para a direita e de cima para baixo. Pulam de uma palavra para outra, atrás de informação pertinente.” Um efeito disso já foi notado por um professor da Universidade Duke. Ele reclamou com o autor de The shallows que não consegue mais que seus alunos leiam um único livro do começo ao fim, mesmo nos cursos de literatura.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Seguimos a Verdade em amor


    
    No início Deus somente havia,
    Criou o mundo e tudo o que nele há,
    Criou o homem e a mulher, para sua alegria, 
    A sua imagem nos criou para o louvá.
    Porém nós, às margens do Pisom gritamos: Independência e morte.
 
    A serpente a todos nós enganou,
    E por um momento, ser iguais a Deus desejamos,
    O Fruto até o fundo do poço nos levou,
    E escravos do pecado nos tornamos,
    Pois pensamos que podíamos viver à nossa própria sorte!
 
    Durante muitos milênios vivemos sobre o jugo do pecado,
    Mas a nenhum momento a mão do Senhor abandonou Israel,
    Nunca deixando assim seu povo de lado,
    E até o Sol parou, e fogo desceu do céu,
    Mas o sangue de animais para nos salvar não era suficiente. 
 
    O Senhor tinha um plano,
    Um plano perfeito para nós que somos imperfeitos,
    Nos livrar do pecado insano,
    E mandar Jesus para resgatar seus bons preceitos.
    Para o Filho do Homem esmagar a cabeça da serpente!
 
    Nascido de uma humilde virgem numa pequena estrebaria,
    Aos 30 anos iniciou seu ministério, e muitos discípulos reuniu,
    Muitos milagres realizou e várias outras pessoas curaria,
    A muitos alimentou, foram mais de oito mil.
    Mas veio por um motivo, e por nós ele se deu.
 
    Foi surrado com varas e coroado com espinhos,
    Forçado por marginais a carregar a própria cruz,
    Conduzido descalso por pedregosos caminhos, 
    E, com um último suspiro, morreu o Filho de Deus, Jesus!
    No terceiro dia todos se surpreenderam quando amanheceu...
 
    Da sepultura Jesus ressurgiu,
    Desse modo comprou nossa liberdade e nos adotou,
    E assim o pecado em terra caiu,
    E um glorioso canto de vitória entoou. 
    Nosso relacionamento reconciliado, e renovada a nossa esperança.
 
    Como é grande o amor que o Pai nos concedeu,
    Ao ponto de sermos chamados filhos de Deus,
    Ele permanece em nós pelo Espírito que nos deu,
    E assim nos aperfeiçoamos: sendo seus,
    E vivendo plenamente em Sua Nova Aliança!
 
    Em nossa jornada diária,
    Seguimos a Verdade em amor,
    Em sua misericórdia inimaginária,
    Não nos deixa de abençoar o Senhor.
    Mas O Plano ainda não se concretizou.
 
    Aguardamos pelo retorno daquele que nos salvou,
    Novo Céu e Nova Terra, um novo corpo livre do mal,
    Vida eterna com Aquele que nos predestinou,
    Sempre estando em dependência total, 
    Essa é a nossa esperança, que temos porque Ele nos amou.

Ps: Poema elaborado pela diretoria da UPA 2011 para o Acampamento da IPV 2011 - Seguindo a Verdade em Amor.

Autores: Andrew, Clara, Davi, Denise e Júlia.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Você acredita na vida após o nascimento?


No ventre de uma gestante, dois bebês conversam. Um é crente e o outro, ateu.

Bebê Ateu: Você acredita na vida após o nascimento?

Bebê Crente: Claro que sim. Tudo aponta para uma existência de vida após o nascimento. Nós estamos aqui para crescer fortes o suficiente e nos preparar para o que nos espera depois.

Bebê Ateu: Bobagem! Não pode haver vida após o nascimento! Você pode imaginar como seria essa vida?

Bebê Crente: Não. O que há aqui são resquícios do que pode ser depois, mas acredito que exista mais luz, e talvez possamos caminhar e se alimentar de outro jeito... quem sabe um cordão umbilical eterno?

Bebê Ateu: Besteira! É impossível andarmos... e nos alimentarmos fora daqui?  Ridículo! Nós temos o cordão umbilical que nos alimenta. Eu só quero mostrar isso para você: a vida após o nascimento não pode existir, porque a nossa vida além do cordão é uma fantasia absurda.

Bebê Crente: Creio que sim. Sinto necessidades em mim que não podem ser preenchidas por este mundo. Tudo em mim parece aguardar uma continuidade. Você não sente isso?

Bebê Ateu: Mas não há ninguém que tenha voltado de lá! A vida simplesmente acaba com o nascimento. E, francamente, a vida é apenas um grande sofrimento no escuro: isso é fato, sem muletas que possam me fazer imaginar um mundo maior que isso. Isso, na verdade, é uma fuga da realidade...

Bebê Crente: Algo em mim grita que não. Sinto que temos uma mãe, que mesmo agora, cuida de nós, apesar de não conseguirmos vê-la. Todo esse ambiente... não! Esse útero não apareceu aqui por obra do acaso!

Bebê Ateu: Mãe? Você acha que tem uma mãe? Então, onde ela está?

Bebê Crente: Ela está em toda parte à nossa volta, e nós estamos nela! Nós nos movemos por causa dela e graças a ela, nós vivemos! Sem ela, nós não existiríamos .

Bebê Ateu: Bobagem! Eu nunca vi uma mãe; portanto, não existe nenhuma.

Bebê Crente: Não posso concordar com você. Na verdade, às vezes, quando tudo se acalma, nós podemos ouvi-la cantar e sentir como acaricia o nosso mundo. Eu acredito fortemente que a nossa vida real começará somente após o nascimento. Eu creio!

O bebê ateu sorri intimamente, debochando do crédulo irmãozinho que se ampara em absurdos fantasiosos para dar sentido a sua vida.

Autor desconhecido

domingo, 6 de novembro de 2011

PROMOÇÃO DOS BONS TRATOS EM VIÇOSA




Nas últimas duas semanas a cidade de Viçosa presenciou a Primeira Campanha de Vacinação pelos Bons Tratos às Crianças e Adolescentes, um evento que tem como protagonista os próprios adolescentes. Nas ruas da cidade e nos órgãos públicos ouviu-se a voz de 139 adolescentes que ergueram as suas vozes contra os maus tratos e as injustiças sociais que tanto afligem as crianças de nosso país. Durante os dias 25 de outubro e 04 de novembro, um total de 1280 adultos foram vacinados contra os maus tratos, singelamente simbolizado por uma bala e um “cartão de vacina” no qual assumem o compromisso de escutar os pequeninos e respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovendo um lugar seguro para o desenvolvimento da infância.





Os adolescentes da IPV participaram da campanha juntamente com os alunos da Rebusca, APAE, APOV e Casa de Acolhimento.












Para ver mais fotos da campanha de vacinação, visite o Flickr da UPA: Campanha dos Bons Tratos UPA

Para ver post anterior sobre a campanha:
Adolescentes vão vacinar adultos contra a violência 
Campanha dos bons tratos 

sábado, 5 de novembro de 2011

Dia Global de Oração e Ação para enfrentamento das Mudanças Climáticas!



Dia Global de Oração e Ação para enfrentamento das Mudanças Climáticas: Esperança para a Criação (Hope for Creation)

As consequências das mudanças climáticas tem atingido todos e em todo o mundo. Aqui no Brasil não tem sido diferente, temos sofrido com seca e cheias sem precedentes nos rios Amazônicos, enchentes no sul e sudeste, desabamentos, temperaturas elevadas, baixíssima umidade relativa do ar, etc. E quais são os mais atingidos nestas situações? Os mais pobres.

Portanto, uma ação urgente é desesperadamente necessária para combater as mudanças climáticas e assim proteger suas vítimas.

Hope for Creation ou Esperança para a Criação, é um movimento global de cristãos que se colocarão de joelhos no domingo (06 de novembro) para orar por uma ação urgente para proteger a boa criação de Deus e aqueles que estão sendo mais atingidos pelas consequências das mudanças climáticas, aqui no Brasil e no mundo todo.

Junte-se a nós.
Coloque-se de joelho no dia 06 de novembro.
Mobilize sua igreja para orar também neste dia.

Esta é uma iniciativa da Tearfund e você pode confirmar tua presença nesta rede de oração no site http://hopeforcreation.org/