domingo, 25 de maio de 2014

Parábola do grão de mostarda



Devocional III
Domingo – 25/05/2014
Acampamento da UPA 2014 - Senta que lá vem a história




Texto base: Marcos 4:30-32
 “Jesus continuou: — Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas.”
Ouvir e orar
O que a palavra de Deus falou ao seu coração?


Para ler e pensar
Para obter-se um grama de semente de mostarda, são necessárias algumas centenas desta semente. Uma vez plantada, ao alcançar sua plenitude, esta hortaliça pode atingir até 3 metros de altura. Jesus utiliza-se desta imagem cotidiana para ilustrar o desenvolvimento do reino de Deus.
O contraste entre o tamanho da semente e o tamanho da planta, faz-se relação com a pregação do evangelho, mostra o progresso do evangelho, que para um início tímido em relação à quantidade de adeptos teve um fim grandioso. Estipula-se que 2 bilhões de pessoas no mundo se denominam cristãs.
Jesus utiliza-se desta parábola para mostrar como as boas novas do reino de Deus haveria de alcançar todo o mundo, o que de fato aconteceu e poucos lugares/culturas ainda não ouviram está maravilhosa notícia de redenção.
Além de ouvir a boa notícia, muitas pessoas, de diferentes culturas e épocas, têm encontrado abrigo neste reino de paz, justiça e amor. Assim como os passarinhos fazem ninhos no seu ramo, da mesma forma o pecador arrependido encontra vida em abundância no reino de Deus, através da obra redentora de Jesus Cristo no espaço, no tempo e na história.
Mas a parábola fala também da obra de Deus em nossa vida, o progresso da vida cristã. Um pequeno começo no coração do homem, que a luz da revelação de Cristo, arrepende-se dos seus pecados e submete-se ao governo de Jesus, e que gradativamente influência todo o seu ser/caráter, ao ponto de fazer deste outrora perdido pecador, cada vez mais parecido com seu Mestre.
Agora, além de abrigo, este homem regenerado desenvolve uma função neste reino de Deus. Como os ramos desta hortaliça, o cidadão do Reino tem a função de servir de abrigo aos passarinhos. Outrora separado de Deus, agora este cristão recebe o título de embaixador de Cristo, com a missão de reconciliar o mundo a Deus através da pregação do Evangelho. Ver II Coríntios 5:17-21.

Perguntas para pensar e depois discutir em grupo
Deus não tem grandes expectativas quanto a sua vida, mas tem grandes planos para ela. Você acha essa frase falsa, verdadeira ou sem sentido? Explique melhor.


A parábola nos lembra dos começos humildes, que não devemos desprezá-los. Que compromisso você está assumindo com Jesus nesse acampamento e pretende levar a sério daqui pra frente?


Como você poderia ser um instrumento para expressar o reino de Deus às pessoas ao seu redor?



Por Pedro Paulo Valente
Blog do Pedro


sábado, 24 de maio de 2014

A parábola da porta estreita



Devocional II
Sábado – 24/05/2014
Acampamento da UPA 2014 - Senta que lá vem a história




 Texto base: Mateus 7:13-14
 “Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho.”
Ouvir e orar
O que a palavra de Deus falou ao seu coração?


Para ler e pensar
Não é fácil entrar no reino de Deus. O grande problema está no fato de que estamos muito ocupados para refletir sobre o nosso estado, em sondar nossa alma em busca de respostas honestas para crises morais reais.
Podemos acrescentar, ainda temos a ousadia de explicar nossos atos pelo estilo de vida da maioria da população, ou seja, nossa defesa está associada ao erro que muitos cometem. Somos obstinados para permanecer no engano, o que dizer então de nos dispor para caminhar na contra mão de nossa geração? E negar nossos prazeres?
A porta é tão estreita que não permite entrar nossa mochila carregada de fardos, tão estreita que não nos permite entrar com todos os nossos embaraços com o pecado. Se não bastasse, o caminho que havemos de prosseguir é difícil, não nos permite perder tempo com as paixões deste mundo, pelo contrário, nesta estrada seremos provados pelo fogo para chegarmos ao seu fim purificados, parecidos com nosso Mestre.
O caminho largo ninguém procura por ele, nós pecadores naturalmente já estamos no curso dele. Por isso precisamos acordar do nosso sono. Os dois portões são dois tipos de vida, aqueles que falam e não fazem, e aqueles que fazem a vontade de Deus; aqueles que ouvem as palavras de Jesus e as praticam, e aqueles que apenas ouvem.
Há apenas duas respostas possíveis à pregação de Jesus: obediência ou rejeição.  Uma vez que há apenas dois caminhos, um que leva a vida e outro que leva a morte, lembremo-nos da advertência do apóstolo Paulo: “Não se deixem enganar, de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.” (Gálatas 6:7-8)
Perguntas para pensar e depois discutir em grupo
Qual o critério que você usa para tomar decisões? Ou, como você julga o certo e o errado?


Qual a relação que a parábola faz entre o presente e o futuro do homem?


Como você imagina ser possível mudar a direção da vida, ou escolher outro caminho?


Olhando pra sua vida, em qual caminho você imagina estar andando, no caminho estreito ou largo?



Por Pedro Paulo Valente
Blog do Pedro


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Parábola da pérola preciosa



Devocional I
Sexta – 23/05/2014
Acampamento da UPA 2014 - Senta que lá vem a história





Texto base: Mateus 13:45-46
 “O Reino do Céu é também como um comerciante que anda procurando pérolas finas. Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai, vende tudo o que tem e compra a pérola.”
Ouvir e orar
O que a palavra de Deus falou ao seu coração?


Para ler e pensar
Como um comerciante ávido por encontrar a pérola mais preciosa, tal qual, Jesus compara o cristão, ou melhor, o cidadão do reino de Deus. É àquele que de alguma forma tem contato com o Evangelho, e não o despreza, mas antes identifica o seu valor.
Esse homem sábio compreende que a mensagem do Evangelho confronta a sua pecaminosidade, traz luz as trevas que o rodeia, e o justifica. Não ignora o seu estado, mas o perdoa. Restaura sua dignidade, como criatura redimida.
Em certo sentido, a descoberta do comerciante traz fim à sua busca, significado à sua existência. O mesmo pode-se relacionar ao homem convertido à Cristo, ele encontra paz de espírito e plenitude de vida, a sua existência volta a ter significado completo, pois agora ele vive reconciliado com Deus.
A pérola nos lembra do valor inestimável do reino de Deus e a necessidade de sacrificar tudo o que for preciso para entrar nele, uma vez que a grandeza do seu valor excede todo o resto que conhecemos.
Podemos concluir que a vida no reino de Deus nos leva a compreensão de que morremos para os padrões deste mundo, pois encontramos em Cristo uma nova realidade de vida, muito superior. Como disse o apóstolo Paulo: Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gálatas 2:20).
Perguntas para pensar e depois discutir em grupo
O que você entende por reino de Deus?



Para você, qual seria a relação do reino de Deus com a sua vida? Por exemplo, nas suas decisões do dia a dia.



Você acha esse comerciante da parábola muito radical? Ele vendeu tudo pra comprar outra pérola, será que Jesus exige tanta exclusividade de nossa parte?


Por Pedro Paulo Valente
Blog do Pedro

domingo, 4 de maio de 2014

SABEDORIA NO LIVRO DE PROVÉRBIOS





Muitos acham que o que está escrito na Bíblia tem o único propósito de nos levar para o céu – acertar-se com Deus, salvar a alma por toda a eternidade. Sem dúvida, essa preocupação existe, mas não é a única. Há também o propósito de nos ensinar a viver neste mundo – uma vida plena e saudável.

“Sabedoria” é o termo bíblico para esse viver diário “assim na terra como no céu”. A sabedoria é a arte de viver com desenvoltura em quaisquer condições. Na prática, ela não está diretamente ligada à informação ou ao conhecimento. Ser formado numa universidade não garante sabedoria – nem é seu interesse principal afastar-nos dos pântanos morais, apesar de exercer profundo efeito moral em nós.

A sabedoria tem relação direta com tornar-se preparado para honrar os pais, criar nossos filhos, lidar com dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmente, cultivar emoções e atitudes em relação aos outros de modo pacífico. Amarrada a todos esses itens está a insistência em que nosso modo de pensar e corresponder a Deus é a coisa mais prática que fazemos. Na questão da praticidade cotidiana, nada, absolutamente nada precede a Deus.

Provérbios concentra-se nessas preocupações mais que qualquer outro livro da Bíblia. A atenção ao aqui e agora está presente nas histórias, na legislação, nas orações e nos sermões espalhados sobre os milhares de páginas da Bíblia. Mas provérbios destila tudo em imagens e aforismos interessantíssimos que nos mantêm conectados em santa obediência à regulamentação divina.
Eugene Peterson – Introdução ao livro de Provérbios, A Mensagem

O livro de provérbios tem 31 capítulos, lendo apenas um capítulo por dia você consegue fazer a leitura do livro no mês de Maio. Leia Provérbios! Leia a Bíblia!