sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Compromisso com a integridade

Davi fez um compromisso com a integridade. Ele sabia que a única forma de honrar este compromisso era rogando que Deus o socorresse, pois conhecia muito bem a sua própria vulnerabilidade.

A sabedoria deste rei era impressionante. Davi tinha o pleno conhecimento de que comprometer-se com a justiça é a vontade de Deus para todos. Ao mesmo tempo ele sabia que não possuía condições para cumprir esse voto confiando apenas no seu juízo. 

No Salmo 141, Davi nos conta o seu modo de agir para alcançar e manter a integridade. Vejamos algumas de suas firmes resoluções:

  • Não me conformar com a minha pecaminosidade. Reconhecer os meus pecados e buscar força em Deus para abandoná-los, ainda que muitos ao meu redor não se preocupem pelo fato de praticarem o mal.
 “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias.” (v.3-4)
  • Não rejeitar a disciplina e a repreensão quando for surpreendido em falta, elas são o caminho da vida. Adquirir prudência e sabedoria através do saudável exercício da admoestação.
 “Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo.” (v.5)
  • Vencer a tentação e o conformismo através da disciplina espiritual da oração.
 “Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade.” (v.5)
  • Perseverar na vida cristã, olhando firmemente para Deus. Ele é o referencial de verdade. NEle encontro qualidade de vida e discernimento para julgar as circunstâncias que a envolve.
 “Pois em ti, SENHOR Deus, estão fitos os meus olhos.” (v.8)
  • Confiar integralmente na fidelidade de Deus.
“Em ti confio; não desampares a minha alma. Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniqüidade.” (v.8-9)

Que a firmeza dessas resoluções de Davi nos inspire e ajude a caminhar firmes e resolutos, comprometidos com a justiça na nossa geração.

Por Pedro Paulo Valente
Publicado originalmente no Blog do Pedro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Consciente Coletivo - Episódio 8/10




Facilidades da vida - consumidos pelo próprio consumismo?

A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Diário de Lore Dublon

O portal de notícias Estadão publicou o diário da jovem judia alemã Lore Dublom, que tinha 13 anos quando começou a escrever. Preencheu 28 páginas em um caderno, que foi guardado no baú de sua família por 68 anos. O relato pueril em suas páginas, no entanto, é tomado por narrativas sobre fugas, descobertas, perseguição e ódio escritas em alemão e francês entre março de 1941 e 8 de janeiro de 1942. 

Ao mesmo tempo que mostra o jeito adolescente da época, o díario de Lore mostra naturalmente a chegada da guerra. Quem está lendo ou já leu o livro A Menina Que Roubava Livros pode conferir de perto os acontecimentos na época do nazismo por uma nova perspectiva, a visão do adolescente. Segue um trecho do diário:

08 de janeiro de 1942:

... Fui ao cinema com Suzanne, vi o filme mais lindo da minha vida: ‘Kora Terri’, com Marika Rökk e Joseph Sieber. Ela, Marika Rökk, faz um papel duplo. Quero entrar logo no Bund (Liga) Sionista. Porque eu também anseio ir à Palestina, terra de nossos antepassados. Quero virar devota. O bom Deus me ajudará nisso. Tomara Deus que me possa encontrar com os queridos avós lá. Então também poderei comer Kosher. Carne de porco não como mais desde a terrível noite em La Panne. Quando aconteceu o bombardeio, o fogo tomou conta do quarteirão e chegou a cinco casas da nossa. Em frente, também pegou fogo. As bombas caíam interminavelmente. Da entrada da cidade, os alemães atiravam para dentro. Os ingleses em fuga estavam no outro extremo. Na frente da nossa casa, diretamente, estava montada uma Metralhadora. Atrás da casa, no porto, os ingleses em seus navios também atiravam. Para comer, não tínhamos nada além de ovos duros, que por muito tempo não aguentei mais ver, e chocolate. Estávamos sentados num porão, com 32 pessoas muito devotas e durante toda a noite recitamos nossa Oração dos Mortos.

Nesse momento, eu prometi para mim mesma que se escapássemos inteiros desse horror, não comeria nunca mais qualquer pedaço de carne de porco.

Vou te contar rapidamente, diário, como foi nossa fuga:

Manhã de guerra: acordada por tiros e disparos fortíssimos no ar. Papai disse: Guerra! Todos vestidos, ficamos acordados no corredor, até que os tiros cessassem. Telefonamos para o tio Mäxchen (diminutivo de ‘tio Max’), mas ninguém respondeu. Chegou uma ordem para que todos os refugiados de nacionalidade alemã se apresentassem. Nós já havíamos perdido a cidadania alemã, mas nos apresentamos assim mesmo. Chegando lá, as mulheres e crianças foram dispensadas. Os homens ficaram. Nos despedimos lá pelas 14 horas. Às 17 horas, papai e o tio Erich voltaram. Os sem cidadania (expatriados) foram dispensados. Quase todos os moradores da nossa rua, tomados pelo pânico, estavam fugindo em direção à França. Nós fomos para a casa do tio Mäxchen, nos arredores. Pela primeira vez, a casa toda estava às escuras. Fomos consultá-lo para o que fazer: ficar, ou partir também? A estrada que conduzia a Dilbeek estava preta de gente. Ele disse que não queria nos influenciar, mas que ele ficaria. Isso foi no sábado. Na terça, quando chegou o tio Erich, o tio Max já estava sentado no carro e disse que deveríamos ir embora imediatamente. Tio Erich retornou tão rápido quanto podia, parte de carro, parte andando, porque os bondes já não funcionavam. Duas horas mais tarde, ele golpeou freneticamente a nossa porta. A campainha já não funcionava. Dizendo: preparem as malas imediatamente, vamos para a Gare du Midi (Estação Central). A estação estava toda preta de gente, querendo embarcar. As passagens eram de graça, assim fomos de primeira classe. Mas foram16 horas, em pé o tempo todo. Depois de Ostende não senti mais minhas pernas.

Na estação, as irmãs da Cruz Vermelha aguardavam os refugiados, ou, mais bonito, os ‘evacuados’, com bebidas. Almoçamos no restaurante fino de um hotel. (No dia seguinte, já havia sido destruído.) Naturalmente, foi impossível arranjar um quarto decente.

Por fim, num bar do porto, conseguimos dois quartinhos. Fomos dormir às 21 horas para descansar bastante. Às 21h30, caiu a primeira bomba. As janelas se abriram de golpe, por causa da pressão. As cortinas esvoaçaram. Nos vestimos num piscar de olhos para descer até o porão.

O bar ficava a dois minutos da estação. Ficamos todos na diminuta adega, no porão, com o cão da dona do bar. O homem deitado ao meu lado beijava as pontas dos meus dedos sem parar. No outro dia, Ostende oferecia um aspecto lamentável por causa do bombardeio. Na cidade, ouvimos que não era bom ficar em Ostende mesmo, então seguimos para La Panne.

No momento em que tentávamos tomar o trem praiano, tocou a sirene de alarme. As pessoas que estavam dentro do trem queriam sair, e nós, ainda do lado de fora, tentando entrar. Empurrões, uma confusão medonha. Finalmente conseguimos subir.

No caminho, cruzamos com o tio Max, que gritou: ‘Pension de L'Avenue’, em Dunquerque, é meu endereço. Ficamos lá por três dias! Depois, outra partida. Foi duro deixar a linda moradia, que a dona nos cedera, porque a pensão estava abarrotada."

Tradução: Irene G. Freudenheim


Fonte: Estadão


A Ultimato também publicou na sua revista, edição Novembro-Dezembro/2010, a matéria de capa sobre o sofrimento no período do Nazismo. Vale a pena conferir, principalmente a história de Viktor Frankil. Acesse aqui

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Brazilian Music by a Estonian Choir Aquarela do Brasil

Um coral da Estonia cantando Aquarela do Brasil.
Lindo

Aquarela do Brasil by Perpetuum Jazzile feat. BR6, performed live at Vokal Xtravaganzza 2008 (October 2008)




Para ver mais acesse aqui

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Consciente Coletivo - Episódio 7/10



Consumo consciente!!!

A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Jesus desce do andar de cima para o andar de baixo

Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. João 6:33
Logo Após a primeira multiplicação de pães e peixes, Jesus se apresentou a multidão que fora encontrar com ele em Cafarnaum como “o pão vivo que desceu do céu”(Jo 6:51). Ele não é o pão vivo que nasce em Belém,mas o pão vivo que desce do céu, onde antes estava. Ele desce do andar de cima para o andar de baixo e também para o subsolo, isto é, “aos espíritos em prisão” (1 Pe 3:19).
O propósito dessa descida de Jesus do nível mais alto para o nível mais baixo é nos fazer subir do nível mais baixo para o nível mais alto. É por isso que Paulo cita o Salmo 88 na carta aos Efésios: “Quando (Jesus) subiu às alturas, levou cativo o cativeiro” (Ef 4:8). Foi exatamente o que Deus havia feito com os israelitas no Egito: “Desci a fim de livrá-los da mão dos egípcios e para fazê-los subir a uma terra boa e ampla” (Êx 3:8). Daí a declaração de Karl Barth: “Sem a descida de Deus não haveria a elevação do ser humano”.
Devo colocar o resto em terra diante daquele que desceu para me fazer subir.
Elben César, extraído do devocionário Refeições Diárias com Jesus, editora Ultimato.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pomplamoose - Another Day

Sugestão de boa música e arte!



'Another Day' é uma VideoSong (música vídeo), uma nova mídia com duas regras:
1. O que você vê é o que você escuta (sem sincronização labial, para instrumentos e voz).
2. O som que você ouvir, em algum momento o verá (não há sons escondidos).

Você quer ouvirmais? Então visite Pomplamoose

Para ver a letre e tradução: aqui

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Consciente Coletivo - Episódio 6/10



O vídeo nos conscientiza sobre a degradação dos nossos resíduos, o lixo.

A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jesus é o princípio e o fim

Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Apocalipse 22:13
 A história de Jesus não tem começo nem fim. Começa e termina na eternidade. Termina onde começa e começa onde termina. Não há outra história igual à dele.
Quem nos diz isso é João, no prólogo do seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1:1). Ele já existia no princípio mais remoto: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:2).
Jesus é o único cuja história não começa no dia do nascimento, nem no dia da concepção. E não termina no dia da morte, do sepultamento ou da cremação.
As primeiras palavras da Primeira Epístola de João reforçam a eternidade de Jesus: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida” (1 Jo 1:1)
Devo colocar o resto em terra diante daquele que não tem princípio nem fim.
Por Elben César, extraído do devocionário Refeições Diárias com Jesus, editora Ultimato.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Consciente Coletivo - Episódio 5/10




O vídeo nos conscientiza sobre a energia, suas fontes e seus impactos no ambiente.


A série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fazer o bem em todo tempo

O início do ano é marcado pelas inúmeras promessas que fazemos. A expectativa de mudança se faz presente. A sensação de voltar a escrever numa nova página, toda em branco e sem rasura. O otimismo toma conta de muitos. Tudo pode melhorar, pensam.

Era exatamente este sentimento de esperança que o apóstolo Paulo queria provocar na igreja de Tessalônica, porém não porque um novo ano se iniciava, mas porque o Senhor Jesus Cristo é poderoso para recobrar o ânimo do coração desanimado e o fortalecer para fazer o bem, tanto em atos como em palavras (2 Ts 2:16-17).

Que o Senhor nos ajude neste ano que se inicia a andarmos na Luz, como filhos da Luz, promovendo o reino de Deus e vencendo o mal com o bem.

“Quanto a vocês, irmãos, nunca se cansem de fazer o bem.” (2Ts 3:13)

Por Pedro Paulo Valente
Publicado originalmente em Apoteose

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Trindade fora d'A Cabana

Em linguagem muito simples, Mark Driskoll pastor da Mars Hill Church, pastor reformado e membro do The Gospel Coalition (organização internacional que agrega os principais pastores reformados, tendo em vista a afirmação do evangelho como ele é), fala sobre a trindade em uma crítica ao livro "A Cabana".

Observe, como em sua explicação ele destaca algo que João Calvino chamaria de "ordem hipostática" ou "ordem econômica", que apesar do Pai, o Filho e o Espírito Santo serem UM quando a natureza e a divindade -- afinal a doutrina trinitária é monoteísta -- há distinção de papéis e funções entre as pessoas da trindade, inclusive "hipostaticamente", há um tipo de "hierarquia" nestas funções. Não obstante, não há qualquer "hierarquia" quanto a natureza divina, o que seria um erro teológico antigo. Infelizmente, muitas pessoas se colocam contra a trindade (como eu fazia) por não compreenderem estes detalhes, outros até creem na trindade, mas não a compreendem. Está aí uma forma simples e didática que não explica a doutrina de forma completa, mas toca em pontos que nem sempre ficam claros para quem os estuda.

Por Igor Miguel
Publicado Originalmente em Pensar