sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CAMPANHA DOS BONS TRATOS



Adolescentes de Viçosa vacinaram a cidade contra os maus-tratos infanto-juvenis. O centro da cidade, incluindo praças, prefeitura, Câmara dos Vereadores, e a UFV foram visitados por 85 adolescentes da UPA, Rebusca, APAE e Casa de Acolhimento.


Meninas "vacinando" transeunte. Esta foi a primeira pessoa que assumiu o compromisso pelos bons tratos das crianças.


Destaque para a noite de terça-feira, 25/10, em que dez adolescentes participaram da plenária na Câmara dos Vereadores e dois deles, Davi Bastos e Flávia, aluna da Rebusca, discursaram em favor dos bons tratos. Todos os políticos presentes foram "vacinados" contra os maus-tratos.


Os objetivos centrais da campanha estão estruturados com base em três fundamentos: a promoção dos direitos da infância e adolescência, a participação e o protagonismo de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos, e a sensibilização e busca de compromisso da própria comunidade a fim de promover relações igualitárias entre gêneros e gerações.

A campanha pelos bons tratos continua nesta semana. Confira a agenda:
  • Hoje, 30/10 – IPV após a escola dominical
  • Terça, 01/11 – bairro Nova Viçosa
  • Quinta, 03/11 – fórum e delegacia

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adolescentes vão vacinar adultos contra a violência



Adolescentes de Viçosa vão “vacinar” a cidade contra a violência infanto-juvenil. O centro da cidade, incluindo praças, prefeitura, Câmara dos vereadores, fórum, delegacia, UFV, escolas, além do bairro de Nova Viçosa terão a presença dos vacinadores.

A Campanha de Vacinação pelos Bons Tratos para Crianças e Adolescentes acontece na próxima semana (de 25 a 28 de outubro). A idéia criativa começou no Uruguai e já acontece em vários lugares do Brasil. A “vacina” simbólica é uma bala doce que adolescentes vão entregar aos adultos, junto com um certificado de vacinação e um adesivo exigindo o compromisso das pessoas pelos bons tratos. O slogan é “Um acordo em favor dos bons tratos”.

Os objetivos centrais da campanha estão estruturados com base em três fundamentos: a promoção dos direitos da infância e adolescência, a participação e o protagonismo de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos, e, finalmente, a sensibilização e a busca de compromisso da própria comunidade a fim de promover relações igualitárias entre gêneros e gerações.

Para participar da campanha crianças e adolescentes de organizações sociais e igrejas participaram de oficinas de capacitação sobre a temática dos maus-tratos e promoção dos bons tratos, ministradas pela Rebusca.
Leia experiências da campanha em outras cidades: http://maosdadas.org/rede/bons-tratos/


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

As doutrinas da Graça


As doutrinas da Graça “Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.” Romanos 11:28

Às vezes, para relaxar, gosto de assistir aos programas de debate sobre o futebol após cada rodada dos campeonatos. São as chamadas “mesas redondas.” Ali os grandes lances, as jogadas espetaculares, os erros de arbitragem e as polêmicas ganham novas dimensões e múltiplas interpretações. Não raras vezes diante de uma decisão da arbitragem o lance é repetido exaustivamente e quando tudo parece claro a todos, alguém discorda e é aí que aparece a frase: “você está brigando com a imagem!” Penso que as dificuldades levantadas pelos cristãos ao longo da história da igreja em relação às doutrinas da Graça sofrem o mesmo. Olhando para as Escrituras e para o conjunto total de suas afirmações e para harmonia de seus ensinamentos, não convencer-se das verdades da depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível, perseverança dos santos é brigar com a imagem e assim dar uma interpretação diferente, uma nova visão que se harmonize mais com a nossa humanidade e a nossa compreensão de Deus e seu caráter. É exatamente aqui que mora o grande perigo para o cristão e a Igreja, interpretar e ensinar a verdade de Deus com base na necessidade de se criar um “Deus” que seja mais condizente com as nossas limitadíssimas noções de verdade, justiça, perfeição, eternidade, santidade e etc. 

Em sentido contrário, as doutrinas da Graça oferecem grande conforto e segurança para o crente e para a missão da Igreja. Crer e estar consciente de nossa incapacidade total em agradar a Deus e aspirar por sua glória e salvação deve fazer de nós as pessoas mais felizes do mundo, pois nada tendo a oferecer, fomos objetos de seu amor gracioso para conosco. O mesmo se diz da Eleição Incondicional, isto é, a escolha de Deus não teve como base os nossos méritos pessoais, nem no presente e nem em previsão do futuro. Deus escolheu-nos por sua vontade livre e soberana. Não há doutrina que faça mais justiça ao caráter santo e amoroso de Deus, pois não havendo um justo sequer, um que busque a Deus, sendo todos reprovados e indignos D’Ele, ainda sim, quis compartilhar de sua vida e felicidade, escolhendo muitos para estarem para sempre com Ele. É justamente esta doutrina que oferece segurança para a oferta graciosa do Evangelho, pois não obstante a oferta e a resposta humana, o poder para salvar não depende da vontade do homem, mas do livre agir de Deus. Se não houvesse os escolhidos por decreto secreto e eterno do Senhor, a evangelização seria de grande inutilidade. Saber que Cristo morreu OBJETIVAMENTE por meus pecados além de indizível conforto e suma alegria, a minha ação de graças deve ser mais intensa, mais grata, mais vibrante. Afirmar que Cristo morreu por todos, enquanto há muitos que se perdem, seria o mesmo que afirmar que seu sacrifício ou não foi suficiente ou não é tão poderoso assim, capaz de ser anulado pela vontade humana caprichosa. Dizer que Jesus morreu por todos enquanto há muitos que se perdem, é na verdade ensinar que a salvação está franqueada, possibilitada a todos, mas que nunca salvou ninguém de fato. A evangelização então seria como uma loteria e uma questão de sorte alguém aceitar o convite para a vida eterna. Por isso mesmo, a conseqüência lógica é ser a graça de Deus irresistível, ou seja, o chamado externo da pregação é aplicado com graça e poder no coração do ouvinte, produzindo fé, arrependimento e vivificando a vontade morta para as coisas do céu levando o neoconvertido a aspirar o que pertence exclusivamente a Deus: A salvação! Por último, e não menos amorável, a certeza da perseverança final, ou seja, a preservação de nossa salvação está nas mãos de quem nos salvou, não em nossa vontade em continuar salvos. Para crer que um cristão perca a salvação temos que crer na verdade em algumas coisas perigosas, tais como a “desregeneração”, a reversibilidade da obra consumada no calvário e na inutilidade do sacrifício expiatório e substitutivo de Cristo. Esta doutrina não assegura a nossa impecabilidade, não, mas sim a nossa não ruína final e radical no afastamento de Deus. Apegue-se às doutrinas da Graça e desfrute deste amor e desta segurança que só os remidos podem experimentar.


Rev. Luiz Fernando, Pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carta aos adolescentes


Viçosa, 05/10/2011.

                            Queridos adolescentes,

    Participar com vocês do Acampamento foi um privilégio. Um grande presente para nós. Agradecemos a Deus por esta oportunidade.

    O Último dia passou tão rápido... Queríamos muito ler com vocês o finalzinho da carta de I João, e não deu tempo...

    Este texto não pode ficar de fora. Resolvemos, então, “enviar” a vocês. O texto está em I João 5. 13 a 15; 20 e 21 (Bíblia Viva).

          “Eu escrevi isso a vocês a vocês que crêem no Filho de Deus, a fim de que vocês possam saber que têm a vida eterna. E temos certeza disto: que Ele nos ouvirá todas as vezes que pedirmos alguma coisa que esteja de acordo com a sua vontade. E se nós realmente sabemos que Ele está ouvindo quando falarmos com Ele e fazemos os nossos pedidos, então podemos ter certeza que Ele nos responderá.

      E sabemos que Cristo, o Filho de Deus, veio para ajudar-nos a compreender e encontrar o verdadeiro deus. E agora estamos em Deus, porque estamos em Jesus Cristo seu filho, que é o único Deus verdadeiro; e Ele é a vida eterna. Meus queridos filhos, afastem-se de qualquer coisa que possa tomar o lugar de Deus no coração de vocês. Amém”.

       Afetuosamente,

                                     João e também, Elaine e Lucas.

Meditem com carinho. Nossa oração é para que vocês tenham todos os dias uma experiência magnífica com Deus. Contem com nossa amizade!

INFOXICAÇÃO


Entrevista a Jornalista Márcia Casali (Brasília):

O crescimento da internet está levando pessoas a refletirem sobre sua relação com o computador ou intoxicados de informação. O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado, causa a chamada infoxicação.

Quais os sintomas e como se livrar do mal?

Então, doutor Uriel, li que a infoxicação envolve pessoas que querem estar atualizadas e não deixam do computador, lêem tudo que podem e ainda acham que precisam ler mais. Na verdade não conheço pessoas assim. Conheço pessoas de várias idades viciadas em internet, que passam horas a fio na frente do computador.

1) O senhor conhece alguém, ou já ouviu, que sofra de infoxicação?

Resp. – Sim, este é um mal que vai se tornando cada vez mais freqüente. Já atendi, por exemplo, uma jovem que passou 3 dias e 3 noites “plugada”, com privação de sono e alimentação. As conseqüências para a saúde só podem ser desastrosas. Não podemos negar que isso representa total submissão da liberdade pessoal a um desejo que se torna dominante. Sabe-se hoje que cerca de 10% dos que usam computadores, redes sociais, telefones celulares e equipamentos do gênero já estão ou se tornarão dependentes desses recursos tecnológicos.

2) Existem sintomas?

Resp. – Já se caracterizou uma novo distúrbio da ansiedade, denominado nomofobia, expressão derivada do inglês “no mobile”. Tal diagnóstico se aplica a pessoas que ficam desesperadas quando em situações nas quais não têm disponível algum dispositivo de comunicação. O uso de tais recursos torna-se compulsivo, numa verdadeira escravidão a tecnologia. O apelo é tão forte que se sobrepõe aos relacionamentos pessoais, as tarefas de trabalho e as próprias necessidades fisiológicas.


3) Qual a melhor forma de tratamento?

Resp. – Como acontece em situações semelhantes, o primeiro grande passo é a tomada de consciência da real situação. A tendência geral é que a pessoa negue a sua condição de dependência, iludindo-se pensando que tem domínio, que tudo faz porque assim prefere, que pode mudar o comportamento se assim o desejar. Sabe-se que isso é uma negação que só serve para retardar a busca por mudanças. Grupos de ajuda mútua, entre pessoas que experimentam esta ou outras formas de dependência, mostram-se muito efetivos. Psicoterapia pode ser necessária e até recursos psiquiátricos. O aconselhamento, especialmente aquele de base cristã, pode apontar outros interesses e motivações, estimulando escolhas mais sábias para a vida.

4) E para quem é viciado em internet, podemos falar que isso está relacionado a algum distúrbio mental?

Resp. – Trata-se, antes de tudo, de uma patologia da liberdade, daquelas condições que nos tornam menos humanos. Não podemos negar que este é um das contradições trazidos pela Modernidade e que expressa muito bem a miserabilidade da condição humana: tudo que se conquista e serve de benefício para a Humanidade, acaba sendo usado de forma nociva e prejudicial. Vale lembrar o alerta que desde o princípio receberam nossos ancestrais: “O teu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4.7).

5) Tenho um sobrinho de apenas 3 aninhos que nem foi alfabetizado e já sabe entrar na internet e procurar os jogos e desenhos que gosta. Minha irmã estipulou dia e hora para ele navegar. Essa é uma boa saída para os pais?

Resp. – Sim. Por um lado, não se pode viver sem dominar os recursos da tecnologia. Por outro, cabe aos pais estipular limites, acompanhar cada passo dos filhos, discutir com eles os conteúdos que estão acessando, sempre apontando princípios sólidos e norteadores para a vida. As crianças e adolescentes têm como direito fundamental contar com pais presentes e vigilantes, que os eduquem para o bom uso dos recursos que têm a mão.

6) Conheço um jovem de 24 anos que não trabalha, não estuda e fica em média 8h no computador. É normal virar a noite diante da tela falando com os amigos, paquerando, vendo vídeos. Nesse caso, o que a pessoa deve fazer?

Resp. – Um dos sintomas da dependência da tecnologia é exatamente essa preferência absoluta pelo consumo da mesma, mesmo em detrimento de outros interesses e necessidades. Tomar consciência da situação, desejar mudar e buscar ajuda são os passos a seguir.


Uriel Heckert – Médico psiquiatra. Doutor em Psiquiatria pela USP. Mestre em Filosofia pela UFJF. Professor Adjunto de Psiquiatria da UFJF. Membro Pleno do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos.

Agosto de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Gungor .: Deus não é um homem Branco



Gungor continua sua ascensão através do gênero da música cristã, com a adição de seu vídeo da música, "Deus não é um homem branco", uma canção precisa e instigantes sobre os equívocos que envolvem a Deus.