quarta-feira, 29 de junho de 2011

If We Are The Body - Se Somos o Corpo



Pessoal, essa música é sugestão da Jan e está relacionanda com a nossa aula de domingo passado na escola dominical - Igreja e identidade. Segue a letra e a tradução:

If We Are The Body

It's crowded in worship today
As she slips in trying to fade into the faces
The girls teasing laughter is carrying farther than they know
Farther than they know

Chorus:But if we are the body
Why aren't His arms reaching?
Why aren't His hands healing?
Why aren't His words teaching?
And if we are the body
Why aren't His feet going?
Why is His love not showing them there is a way?
There is a way

A traveler is far away from home
He sheds his coat and quietly sinks into the back row
The weight of their judgmental glances
Tells him that his chances are better out on the road

Jesus paid much too high a price
For us to pick and choose who should come
And we are the body of Christ
Jesus is the way

Se Somos o Corpo

Está cheio o culto hoje
Enquanto ela entra quieta tentando sumir diante dos rostos
As garotas caçoando estão indo mais longe do que imaginam
Mais longe do que imaginam

Coro:Mas se somos o corpo
Por quê Seus braços não estão alcançando?
Por quê Suas mãos não estão curando?
Por quê Suas palavras não estão ensinando?
E se somos o corpoPor quê Seus pés não estão indo?
Por quê Seu amor não está mostrando-lhes que há um caminho?
Há um caminho

Um viajante está muito longe do larEle tira seu paletó e quietamente se abaixa na última fileiraO peso do olhar julgador delesDiz-lhe que suas chances são melhores na estrada

Jesus pagou um preço muito altoPara nós selecionarmos e escolhermos quem pode virE somos o corpo de Cristo

Jesus é o caminho

Amar sem reservas



Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei. Romanos 13:8

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Filhos de ateus buscam a fé fora de casa

Larissa Queiroz recebe uma carta de uma instituição filantrópica e, dentro do envelope, descobre um terço de plástico de brinde. A filha Beatriz, de sete anos, adora a novidade e coloca no pescoço na mesma hora. “Expliquei que aquilo não era um colar, disse do que se tratava e me parece que ela ficou ainda mais interessada”, conta a mãe recifense que vive em São Paulo. Desde então, a pequena pede para rezar toda noite. Outro dia, convenceu o pai a levá-la a uma missa pela primeira vez.

As novas gerações de céticos, agnósticos e ateus não casam na igreja, não batizam seus filhos, nem têm religião ou falam de fé. Eles simplesmente desconsideram a existência de Deus. “Esse assunto jamais foi tocado aqui casa, inclusive escolhemos a escola com base nisso. Descartamos todas aquelas com qualquer enfoque religioso”, completa Larissa.

Mas isso não impede que, em alguns casos, seus filhos sintam a necessidade e até cobrem uma discussão sobre fé e religião. De acordo com Eduardo Rodrigues da Cruz, professor do Programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo, os psicólogos cognitivos tem estudado o assunto com crianças de várias faixas etárias. “Suas conclusões: todos somos naturalmente teístas, e, à medida que crescemos, vamos diversificando nossas posturas”, afirma o doutor em teologia, que também é mestre em física. Ou seja, para ele, a fé é uma postura “natural”, que é racionalizada conforme amadurecemos

Crente por natureza

 
O polêmico cientista britânico Richard Dawkins também defende essa ideia. Conhecido como ‘devoto de Darwin’, em seu bestseller “Deus, um delírio”, o autor sugere que todas as crianças são dualistas (aceitam que corpo e alma sejam duas coisas distintas) e teleológicas (demandam designição de um propósito para tudo) por natureza. Assim, o darwinista dá conta de explicar o que poderíamos chamar de hereditariedade religiosa na qual, inevitavelmente, acabamos por seguir a opção de fé de nossos pais. Só que nem sempre é assim.

Em uma noite de mais de uma hora de apagão, escuro total e absoluto, Beatriz, a filha de Larissa, teve uma ideia: "vamos rezar para a luz voltar”. “Eu lógico, relutante, tentei explicar que não adiantaria, mas ela insistiu, insistiu e rezamos. Um minuto depois, a luz voltou”, descreve. Em seu blog, Larissa desabafa: “será que temos como evitar isso? Estou achando que não”.

Marina de Oliveira Pais, carioca, é filha de pai ateu. Sua mãe, assim como muitos brasileiros, foi batizada, mas não pratica nenhuma religião. “Minha mãe não sabe dizer de que doutrina é, por isso também nunca soube muito bem no que acreditar. Eu tinha fé na ‘força do pensamento’, que se pensássemos positivo atrairíamos coisas positivas e se pensássemos negativo atrairíamos coisas negativas”, diz a jovem de 22 anos.

Quando decidiu morar sozinha pela primeira vez, Marina conheceu Bernardo Nogueira, de 20 anos. Apaixonada, ela conseguiu resistir aos convites da família do namorado para ir a uma igreja evangélica só por alguns meses. Mas relata que, já na primeira vez que assistiu ao culto, teve certeza de que estava no lugar certo. “Fiquei maravilhada”, descreve.

Ela então mudou drasticamente seu estilo de vida. “Cortei a bebida, as baladas e os palavrões. Hoje meus pais respeitam minha situação de convertida justamente por essas minhas mudanças comportamentais”, afirma.

Sentir-se acolhida em uma doutrina que se baseia na Bíblia é justamente o que importa hoje para Jaqueline Slongo, de 23 anos. Depois de um tempo separados, ela voltou a viver na cidade natal de Curitiba com o pai ateu. Ironicamente, por conta de uma bolsa de estudos, a então adolescente foi estudar em um colégio católico. O retorno à cidade grande, onde as desigualdades sociais são mais gritantes, o descobrimento da Bíblia e a fase de mudanças, levantaram muitos questionamentos. “Comecei a me questionar sobre a existência de Deus, fazia perguntas para as freiras do colégio, mas as respostas não me saciavam", lembra.

Black out

Jaqueline começou a achar que havia alguma coisa errada entre o que lia e o que pregavam suas 'instrutoras espirituais'. "Elas me mandavam rezar, mas eu não curtia”, confessa. Seu pai viajava muito e, como não acreditava em Deus, a filha preferia não falar sobre o assunto com ele. O processo foi sofrido, e aconteceu em meio às transformações da adolescência, à ausência dos pais, e à angústia causada por sintomas de depressão. “Eu era muito agressiva, rebelde, intolerante. Não tinha amigos e sempre me isolava”, conta.

Ela então buscou alívio e conforto na religião. Hoje, a estudante se considera protestante, mas passou por diversas comunidades cristãs diferentes. Diz que não se importa com rótulos, mas sente que é preciso estar em grupo. “Acho importante a vivência em comunidade, pois é no relacionamento com outros que seu caráter se constrói”, afirma.

Com o pai, ficou cinco anos sem poder comentar nada sobre sua fé. Até que, há três meses, consciente da mudança espiritual da filha, ele lhe pediu que comentasse, ‘de forma sucinta’, no que exatamente ela acreditava. A partir de então, ela diz, ele tem pedido que também reze por ele.

Publicado originalmente no jornal Correio do Estado

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Festa Jeca, comemorando os 30 anos de Rebusca!

Os adolescentes e os "jovis" da igreja estão preparando uma Festa pra lá de "bunita" pra toda a família IPV/CPV/Rebusca, aonde vamos comemorar os 30 anos da REBUSCA e  apresentar o vencedor do concurso: Selo Rebusca 30 anos. "Tá" marcada pra sábado agora (25/06), já de noitinha, às 18h30, lá na Casa da Iraci. Será uma belezura: bastante comida boa, fogueira pra gente "isquentá" e muita música pra arrastá os pé!

Ah! E "vamo" ter até visita internacional: os americanos, que estão ajudando, a Rebusca vão tá lá "tamém"!

"Cê" num vai perder essa, né "cumpadi"?

Ingresso: R$3,00*
Endereço: Rua Misael Lustosa 435-Silvestre.

*Todo dinheiro arrecado será destinado a Rebusca.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Show com Josimar Bianchi


Venha participar da celebração de aniversário dos 30 anos da Rebusca!

Nesta sexta (24/06) às 19 horas teremos um show com Josimar Bianc (de BH) e Banda Perifonia (da Rebusca), Ramosm e a Turma da Pipa Amarela.

Local: Comunidade Presbiteriana de Viçosa (CPV). Rua Quinquin Fontes. Bem em frente ao PSF - João Braz.

domingo, 19 de junho de 2011

Como orar pela igreja perseguida?


Délnia Bastos

Para nós, que vivemos em contexto de “não-perseguição”, não é muito fácil interceder de forma correta pelos cristãos perseguidos. A realidade parece ser tão distante da nossa e nem mesmo sabemos qual é exatamente o pedido de oração deles.

Antes, eu orava com extrema compaixão, com pena mesmo, e pedindo a Deus que os livrasse de tanto sofrimento e perseguição. Hoje, depois de conhecer alguns cristãos perseguidos, mudei meu jeito de interceder. Compartilho aqui alguns pontos que tenho aprendido:

1. Devemos interceder pelos cristãos perseguidos, não como se eles fossem “coitadinhos”, mas como pessoas dignas, que se sentem honradas por participar dos sofrimentos de Cristo.


 Há muitas passagens bíblicas que mostram isso. Vejamos o trecho da Primeira Carta de Pedro, escrita em contexto de intensa perseguição ao evangelho (1 Pedro 4.12-16):




Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.

2. Devemos pedir por intrepidez, coragem, sinais e poder – não necessariamente por livramento, segurança e tranquilidade. A passagem escolhida para ilustrar isso é a oração feita pela igreja primitiva, logo que Pedro e João saíram da cadeia (Atos 4.29-31):
Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus. Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.


Que Pedro e João transformados! Não mais pediram que caísse fogo do céu sobre os seus perseguidores... Nem mesmo pediram o cessar-fogo, mas que fossem fiéis e ousados debaixo do fogo cruzado da perseguição ao nome de Jesus.

3. Devemos interceder, crendo na soberania de Deus, que usa o sofrimento e a perseguição para os seus desígnios de alcançar mais pessoas com a sua maravilhosa graça. Paulo compartilha com Timóteo que, apesar de estar preso, a palavra de Deus não está algemada (2 Timóteo 2.8-10):

Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro e até estou preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna.

A sabedoria humana não consegue entender os propósitos de Deus. Mas, como disse Tertuliano, “o sangue dos mártires é a semente da igreja”.

Ramez Atallah, diretor da Sociedade Bíblica do Egito, escreveu que há uma grande chance de que o governo egípcio se torne ainda mais radical. Mas, como um cristão egípcio, ele não se preocupa muito com isso, e até acredita que os cristãos darão um testemunho muito mais eficaz, caso a perseguição aumente. Ele tem certeza de que a fé será ainda mais depurada e haverá mais conversões, apesar (ou por causa?) do sofrimento mais intenso.
4. Devemos interceder de forma inclusiva.

É interessante que na área de perseguição, os cristãos estão todos no “mesmo balaio”: ortodoxos, católicos e protestantes. Eles são igualmente perseguidos em locais em que radicais de outra religião são a maioria e a presença cristã os incomoda de variadas formas. Por isso, devemos incluir todos eles em nossa intercessão.

O relatório de 2010 sobre ações anticristãs, produzido pela Associação Evangélica da Índia, descreve de forma cronológica as ações contra protestantes (de diferentes matizes) e católicos no país. (Trata-se de um impressionante relatório de 27 páginas, contendo dados de ações de violência e intimidação aos cristãos em 18 estados 3).

A Agência Fides 4  revelou que em 2010 foram assassinados 23 agentes pastorais católicos no mundo. O dado surpreendente é que o continente americano foi o campeão, com a morte de 15 destes agentes: 10 sacerdotes, 1 religioso, 1 seminarista e 3 leigos.


5. Devemos transformar a intercessão em ações práticas.

A maior necessidade dos cristãos perseguidos é de encorajamento – por meio de orações, sim, mas também por meio de ações simples, como:
  • Escrever cartas de encorajamento;
  • Assinar listas e abaixo-assinados, destinados a autoridades responsáveis pela integridade física dos cristãos e cidadãos de um modo geral (há outros grupos religiosos no mundo, não-cristãos, perseguidos por radicais de religiões majoritárias);
  • Prestar advocacia mais ampla, na defesa dos direitos humanos também na área religiosa;
  • Contribuir financeiramente com a igreja sofredora;
  • Ir viver no meio deles, para encorajá-los e servir à igreja nacional.

Há várias organizações que podem ser procuradas para nos ajudar a ajudar. Conheça algumas (Missões Portas Abertas, Associação de Missões Transculturais Brasileiras - AMTB).

Que Deus nos ensine a orar e a agir como convém em favor dos nossos irmãos da igreja sofredora.

__________________________________
3 HOWELL, Richard (Secretário Geral da Evangelical Fellowship of India): “Religion, politics and violence: a report of the hostility and intimidation faced by Christians in India in 2010.” New Delhi, India, 2010.
4 Em Notícias CNBB – nº 18 (2113) – 08 a 14/05/2011.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

ABS em Viçosa-MG


Quem somos nós?

A ABS (Aliança Bíblica Secundarista) é formada por um grupo de estudantes que têm um interesse em comum – o estudo da Bíblia. Os estudos ocorrem uma vez por semana, na hora do recreio - em uma sala ou no pátio mesmo! O nosso objetivo com esses estudos é compartilhar a nossa fé e incentivar outros a pensarem também sobre ela. Ah! Antes que me esqueça somos “filiados” da ABU (Aliança Bíblica Universitária) que funciona bem parecido, mas focado em universitários.

Que estudos são esses?

Os estudos são preparados por nós mesmos, os estudantes, através do método de estudos bíblicos indutivos (EBI). O estudo tem como objetivo levar as pessoas a descobrirem as verdades bíblicas pelo próprio esforço, lendo e pensando sobre o texto, com muito bate-papo.

Aonde e quando ocorrem os encontros?

No horário do recreio, ocorrendo uma vez por semana e o dia varia de escola para escola. No Anglo a ABS ocorre na quinta, já no Coluni os estudos ocorrem na quarta. Em Viçosa os estudos ocorrem nessas duas escolas, e este ano temos tido freqüência de 10 participantes no Anglo e 20 no Coluni. Temos somente estes dois núcleos na cidade, mas queremos alcançar outros colégios da cidade e para isso gostaríamos de sua ajuda! Se você quiser ter uma ABS em sua escola entre em contato conosco upaipv@gmail.com

James Andrew, estudante secundarista engajado na ABS

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Esperança - pensamentos, verdades e canções

A esperança é uma riqueza que precisa ser constantemente usada. No presente e não no futuro. Precisamos de Esperança hoje, não amanhã, assim como um neném precisa de leite materno agora e não quando for adolescente. A esperança adiada deixa o coração vazio na hora em que ele mais precisa dela. Vive-se tanto de esperança quanto de pão.
Elben Lenz César

Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. Romanos 8:24-25

Descanse somente em Deus, ó minha alma; dele vem a minha esperança. Salmo 62:5

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. Hebreus 10:23

Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo. Romanos 15:13

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Festival do Açaí

A UPA e a UMP têm participado juntas de constantes visitas às crianças e adolescentes da casa de acolhimento Esperança do Amanhecer. As visitas contemplam estudos sobre o modelo de vida que Jesus deixou para nós, cântico, orações, bate papo e brincadeiras.
Nesse mês haverá um evento beneficente para arrecadar fundos para as atividades realizadas com os adolescentes. Segue abaixo o convite para o Festival do Açaí:

Olá prezados colegas, amigos, colaboradores e voluntários da nossa Casa de Acolhimento Esperança do Amanhecer, teremos um festival de açaí com o Açaí Mix neste mês de junho, será uma deliciosa tarde cultural em benefício às crianças e adolescentes da nossa cidade.
Dia 18 de Junho de 2011
Horário: 15hs às 19hs
Local: Rua Juquinha Condé, 08, Cond. Julia Molar
Valor: R$ 16,00
Apenas 100 convites disponíveis
Até lá
Fraternalmente,
Renata Rizzo
Secretária executiva do projeto

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre o Dia dos Namorados

Por Augustus Nicodemus Lopes

Neste domingo 12 de junho se comemora o dia dos namorados. Pediram-me para escrever algo sobre o assunto mas a verdade é que estou meio sem ter o que dizer. Afinal, costumo escrever somente (mas nem sempre) sobre assuntos acerca dos quais eu possa encontrar fundamentação bíblica, um cacoete da minha formação na área de hermenêutica e estudos bíblicos.

O problema é este mesmo. Namorar não fazia parte da cultura do Antigo Oriente Médio, onde e quando a Bíblia foi escrita. Naquela época e naquele lugar o costume era outro. Os casamentos eram normalmente arranjados pelos pais. Havia uma cerimônia inicial de compromisso em que os dois se comprometiam. Depois de algum tempo vinha o casamento propriamente dito.

Assim, é um erro muito grande - e muito comum - pegar passagens bíblicas que se referem ao casamento e aplicar ao namoro. Como querer que a namorada seja submissa usando Efésios 5:22.

Contudo, mesmo não tendo direções específicas na Bíblia com referência a este período chamado de namoro, encontramos princípios gerais que podem ser aplicados. Menciono três deles.

1) A necessidade de pureza - a castidade e a pureza sexual são claramente ensinados na Bíblia. O problema com o namoro é que ele abre a porta para a exploração física dos corpos dos namorados, provocando o excitamento sexual, apalpamento dos órgãos genitais e não infreqüentemente as relações sexuais. Os namorados cristãos devem controlar-se e evitar toda e qualquer situação em que possam ser tentados a avançar o sinal vermelho. Em 1Tessalonicenses Paulo adverte:

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação (1Tess 4:3-7).


"Defraudar" na passagem acima é você criar desejos e expectativas que não poderá cumprir de maneira lícita. A defraudação acontece quando os dois se excitam sexualmente, ficam prontos para o ato sexual quando o mesmo não pode ser realizado, pois seria fornicação. Portanto, um princípio geral que se aplica ao namoro é que o mesmo deve ser casto, puro e sem provocações à impureza. Não vou aqui cair na armadilha de tentar definir que tipo de beijo pode e que tipo não pode. Acho que o bom senso nos diz que quando a troca de beijos começa a provocar outras coisas, está na hora de parar.

2) A idolatria - consiste em colocar o namorado ou a namorada como o centro da vida, deixando Deus de lado. Comunicações constantes, telefonemas constantes e longos, mensagens de SMS trocadas a cada 15 minutos, emails o dia todo... tudo isso acaba virando uma obsessão que dá em idolatria. O namoro não é para isto. É um período de conhecimento intelectual, emocional e espiritual entre os dois. Namorados costumam se apegar em demasia um ao outro como se o outro fosse capaz de preencher o vazio e a necessidade que cada um de nós tem. Quando um namoro assim acaba, o desespero toma lugar, e não poucas vezes, suicídios. Namorados precisam manter distância segura. Um relacionamento intenso assim é para o casamento, e mesmo então, com cuidado para que não aconteça a idolatria. A Bíblia é clara: o Senhor Jesus é quem deve ter o primeiro lugar em nossas vidas, e somente nEle devemos buscar a plena satisfação para nossa alma cansada, aflita e sedenta.

3) A demora em casar - Paulo ensina que aqueles que não podem conter-se devem casar-se, pois é melhor casar do que viver abrasado (1Cor 7:9). Namoros longos e demorados acabam provocando a fornicação e a impureza sexual. Hoje em dia os jovens começam a namorar cedo demais e casam tarde demais. Começam aos 15 anos e querem casar somente quando tiverem casa própria, emprego fixo, etc - ou seja, aos 30 anos. Neste intervalo de 10 a 15 anos fica muito difícil permanecer casto, virgem e puro. O resultado são as escapadas para os motéis ou o banco de trás dos carros, quando não o próprio quarto em casa dos pais.

Algumas sugestões aos namorados cristãos:

1) Evitem situações de risco. Não fiquem muito tempo sozinhos em locais discretos. Não avancem nas carícias.

2) Leiam a Bíblia e orem juntos. Leiam bons livros sobre namoro e casamento. Freqüentem os cultos, a Escola Dominical e outros grupos de estudo.

3) Não se isolem em si mesmos, procurem a companhia de outros jovens, saiam em grupo para programações sociais.

4) Envolvam os seus pais, procurem conhecê-los e ouçam seus conselhos.

5) Mantenham distância um do outro. Não transforme seu namorado (a) num deus.

6) Namore pensando em casar e não somente para se divertir. Leve o namoro a sério. Namoricos irresponsáveis quebram corações, criam mágoas e ressentimentos e marcam as pessoas.

Se usado dentro dos princípios bíblicos de pureza e dedicação a Deus, o namoro pode ser um período proveitoso de conhecimento mútuo e de preparação para o casamento.

Uma última coisa – tem gente que seria muito mais feliz se não tivesse casado. O celibato (ficar solteiro e puro) é uma opção bíblica válida de vida.

Publicado Originalmente no Blog O Tempora, O Morais

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não terás outros deuses diante de mim

Deus exige que os homens o adorem de forma exclusiva. Para transgredir essa lei você não precisa adorar o sol, a lua e as estrelas. Nós a transgredimos todas as vezes que colocamos algo ou alguém em primeiro lugar em nosso pensamento e em nossos corações, em vez de Deus. Pode ser algum esporte que exige todo o nosso tempo e atenção, uma passatempo cativante, ou algum interesse egoísta. Ou então alguém que idolatramos. Podemos adora a um deus de ouro ou de prata na forma de investimentos financeiros ou de uma "gorda" conta bancária, ou a um deus de madeira e pedra na forma de propriedade e bens. Elas só se tornam erradas quando damos a elas o lugar em nossas vidas que pertence somente a Deus. Alguém disse que os ingleses são aqueles que "se fazem por si mesmos e adoram ao seu criador". Isso devia ser aplicado a todos os homens.

Jesus ensinou que guardar esse mandamento significa amar ao Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento; fazer de sua vontade o nosso guia e da sua glória o nosso alvo; colocá-lo em primeiro lugar em nossos pensamentos, palavras e atos; nos negócios e no lazer; nas amizades e na carreira profissional; no uso do dinheiro, tempo e talentos, no trabalho e no lar. Nenhum homem é capaz de cumprir esse mandamento, a não ser Jesus de Nazaré.

Extraído do livro Cristianismo Básico de John Stott, publicado pela editora Ultimato.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que o homem vê...


O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Autoexposição adolescente

O Facebook existe para que a indústria de produção e consumo do Eu possa se expandir

EM 1967, DEBORD criou a expressão "sociedade do espetáculo" para falar de um modo de vida no qual a relação entre as pessoas é mediada por imagens.

A vida só é real quando se torna imagem -"se não tem foto, não aconteceu"; e a imagem é mais real do que a vida: a "família margarina" é mais família que a nossa. A visibilidade passa a ser muito importante, porque ajuda a fazer as coisas acontecerem.

Na sociedade do espetáculo, aparecer é ter valor: "quem aparece é bom, e quem é bom, aparece". Embora a gente saiba que não é bem assim: há pessoas talentosas, competentes e generosas que não aparecem.

A equação aparecer=ser bom acaba tendo efeitos sobre o que sentimos que é bom e desejável, sobre o que nos torna felizes ou infelizes e sobre nossos valores.

Por isso, a necessidade de aparecer tem menos a ver com vaidade do que com o sentimento de existir aos olhos dos outros, de ser, ter valor e poder.

Programas como o Facebook e muitos outros recursos são desenvolvidos para que a indústria da produção e consumo de imagens do Eu possa se expandir. Tudo vai virando espetáculo. Paradoxalmente, até a intimidade.

Isso nos ajuda a entender a autoexposição de adolescentes na net.

Quando a necessidade de experimentar e testar limites, típica da adolescência, se junta à necessidade de aparecer o máximo possível, típica da sociedade do espetáculo, e ao fator tecnologia, a autoexibição se torna fenômeno cada vez mais frequente.

O jovem tira a roupa diante da tweetcam para ser admirado por sua coragem e ousadia, atestada pelo "número de seguidores". E, quem sabe, tornar-se celebridade...

Isso não lhe parece tão arriscado, não tanto por imaturidade, mas porque o infinito da net é demais para sua (nossa) imaginação.

É difícil conceber que a imagem de seu corpo poderá ser acessada para sempre, a qualquer momento, por qualquer um, em qualquer lugar do planeta. É difícil pensar que a autoexposição não se limitará nem ao seu quarto, nem ao momento presente.

Como calcular um risco que envolve outra noção de tempo e espaço?

A sociedade do espetáculo oferece novas formas de testar limites criando "ritos de passagem" que estamos começando a conhecer. A autoexposição adolescente nos deixa perplexos porque a transgressão, que sempre foi feita às escondidas, se tornou espetacular.

MARION MINERBO, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, é autora de "Neurose e Não-Neurose" (Casa do Psicólogo)

Publicado Originalmente no jornal Folha de São Paulo , 14 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mutirão de oração por crianças e adolescentes em situação de risco




“Juntos. Vamos orar pelas crianças”. Este é o slogan do 16º Mutirão de Oração Por Crianças e Adolescentes em Vulnerabilidade Social. A campanha tem como objetivo reunir cristãos (adultos, jovens e crianças) do mundo todo para orarem por motivos específicos relacionados à situação da criança e do adolescente.

Organizada pela ONG humanitária britânica Viva há mais de 15 anos, o Mutirão acontece no Brasil desde 2002 com coordenação da Rede Mãos Dadas e apoio de Compassion, Tearfund, RENAS e Editora Ultimato. Desde então, mais de 330 mil pessoas participaram orando em conjunto ou individualmente pela causa infantil. Em 2009, o movimento envolveu quase 60 mil pessoas de 428 organizações e igrejas em 21 estados brasileiros.

Para este ano, o Mutirão de Oração quer estimular a oração em torno dos seguintes assuntos:
  • Família e educação
  • Comércio e governo
  • Mídia, artes e indústria de entretenimento
  • Religião
  • Copa 2014 contra a exploração sexual de crianças

No dia 03/06 (sexta-feira), jovens e adolescentes da Igreja Presbiteriana de Viçosa vão fazer um relógio de oração das 8h00 às 20h00. Juntem-se a nós!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ele veio para destruir a sua família



Disse Jesus: O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.