segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eu também vos envio!




Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho...em meu Nome” (Mc 16. 15.17).

O mimetismo é uma condição essencial para o discipulado cristão. Sem anular a nossa personalidade e sem negar a nossa diversidade, o discipulado é uma vida de constante imitação. O discípulo deve copiar, imitar as virtudes do Mestre. Todo discipulado autêntico contém mais demonstração de como se faz, na prática, do que discursos e teorias. Existe, é claro, espaço e mesmo a necessidade para a transmissão de ensinamentos, valores, princípios e quem sabe regras. Mas, é a vida pelo exemplo e a vivência com a convivência que manifesta a força e a capacidade de discipular. Sendo assim, os discípulos de Jesus Cristo não podem se dar o luxo de querer fazer algo que Ele mesmo não tivesse feito ou tivesse ordenado fazer. Também, não receberam permissão para não fazer o que Ele fez ou deixar de realizar o que Ele expressamente ordenou. Aqui está o nó górdio para a obediência á Grande Comissão. A Igreja Cristã precisa reconhecer-se como discípula. Como aqueles que estão no mundo para continuar fazendo o que Jesus fez pelo exemplo de sua vida e segundo as lições que  Ele nos comissionou e nos enviou com as mesmas disposições dadas por seu Pai: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). E quais são as disposições que o Pai deu ao Filho e que este transferiu à Igreja, aos seus discípulos? 
1. A fecundação de Maria é uma realidade sobrenatural. A vida da Igreja e sua vitalidade também. Assim como o concurso humano não teve participação na gravidez de Maria, também a vida e a missão da Igreja não recebem da iniciativa humana a sua capacidade. É Deus que por meio de seu Espírito a vivifica e enche de dinamismo. 
2. Jesus encarnou-se em um contexto histórico, cultural e geográfico precisos. A Igreja também precisa encarnar-se em sua realidade. Jesus cresceu, se desenvolveu, assumiu a cultura e lidou com as questões e a adversidade de seu contexto, seja em Nazaré, seja na Judeia. A Igreja precisa assumir a totalidade da realidade que a circunda. De outra maneira jamais penetrará e interagirá de modo transformador em seu contexto e a partir dele. 
3. Jesus convidou homens e mulheres para serem seus discípulos. Escolheu alguns para serem apóstolos e os enviou. Precisamos como Igreja redescobrir o acolhimento, o convite gracioso para que venham os homens e mulheres com quem nos encontramos. Devemos ter a coragem de convidá-los para os caminhos do discipulado e para a habilitação da vida para o serviço desinteressado e voluntário na Igreja e no mundo
4. Jesus optou pelo caminho dos pobres, marginalizados e indefesos. Opção, se preferencial, nunca excludente, posto que mulheres de boa condição financeira, Escribas e Fariseus também receberam atenção e compaixão de Jesus. Contudo, Ele mesmo afirma ter vindo para os pobres (Lc 4.18). A Igreja discípula deve optar por concretizar as boas novas nas vidas apequenadas e destruídas pelo pecado, pela miséria, pela exclusão e pela violência
5. Jesus veio para reconciliar os homens com Deus. A Igreja é uma embaixada. O corpo diplomático do Reino, e, nós somos Embaixadores: “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Cor 5:20).  
6. Jesus veio para servir e não para ser servido. A Igreja não pode ser afeita ao poder político ou econômico. Nem mesmo tem o direito de sonhar com um império ministerial. Assim como o seu Senhor e Mestre ela vive da recordação do exemplo da última ceia na tradição de João: Uma igreja serva, lavadora de pés! O serviço humilde não é uma opção, mas uma ordenança (Jo 13).  
7. Jesus veio para revelar o imensurável amor misericordioso do Pai. A igreja deve comunicar ao mundo este mesmo amor. Sem acepção de pessoas, sem discriminação ou rótulo, sem preconceitos, sem privilégios excludentes devido a posição social. Um amor todo inclusivo. Um amor, porém, exigente e santo. Conquanto não julgue, também não se faz cúmplice do pecado. Mas, um amor que não conhece barreiras capazes de vencê-lo. Que ao despedirmo-nos do mês missionário na IPB não deixemos ir embora a nossa condição de discípulos imitadores de Jesus. Reproduzamos, pois, em nossas vidas e em nossa Igreja o ser, o sentir, o amar e o fazer do Senhor Jesus, o missionário do Pai.

Rev. Luiz Fernando
Igreja Presbiteriana Central de Itapira
Publicado originalmente no boletim Nº1833, em 25 agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Noite de Caldos


 No próximo encontro de adolescentes conversaremos sobre moralidade. Será que existe uma moral cristã válida para os nossos dias? A UPA será na igreja, sala 4 e 6, e começará às 19hs. Depois vamos participar de uma noite de caldos promovida pela IPV para arrecadar recursos para a construção, R$8,00 por pessoa. Venha preparado para participar! D2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Participe da campanha para coleta do lixo eletrônico em Viçosa


A população em geral não sabe qual a melhor forma de descartar o lixo eletrônico, acabam utilizando o lixo comum, ou jogando em terrenos baldios e locais de preservação ambiental. O descarte inadequado do lixo causa prejuízos para população e meio ambiente, pois possuem uma composição de metais pesados e altamente tóxicos, tais como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. Este tipo de lixo contamina o solo e as águas subterrâneas.

Muitos desses componentes eletrônicos podem ser reciclados. Os minerais presentes neles, por exemplo, são aproveitados e isso diminui a pressão por mineração, uma atividade econômica com potencial para causar grande dano ao meio ambiente.

Sancionada pela Casa Civil da Presidência da República em agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos torna obrigatória a destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos no Brasil. A base da Lei diz que devem ser estruturados e implementados sistemas de logística reversa, ou seja, o retorno de produtos após serem utilizados pelo consumidor.

Nessa perspectiva, a Campanha para o recolhimento do lixo eletrônico em Viçosa trata-se de um movimento articulado pela ADEVI - Agência de Desenvolvimento de Viçosa – e diversos parceiros, com o objetivo de mobilizar e incentivar a comunidade a descartar corretamente seu lixo eletrônico, tais como monitores, CPUs, teclados, periféricos e celulares sem uso. Através dessa Campanha os produtos que seriam jogados no lixo, terão a destinação adequada.

O SAAE será responsável pelo transporte de todo o lixo recolhido através de ECOPONTOS instalados estrategicamente na cidade. O material será encaminhado para a Usina de Triagem e Reciclagem de Viçosa.

Será realizada, nos sábados dos dias 17 e 31 de agosto, a divulgação da Campanha e coleta do material na Praça Silviano Brandão, para ampliar a visualização das ações junto à comunidade e contar também com a participação de alunos dos diversos segmentos de ensino, entidades sociais, e representantes dos setores público e privado de Viçosa e região.

Esta Campanha possibilitará ao cidadão e às empresas um descarte correto do lixo eletrônico, conscientizando-os de suas responsabilidades, buscando melhorar a qualidade de vida da população e, principalmente, que ações como essa possa subsidiar um projeto definitivo de descarte de tais materiais para a cidade.

Fonte: Centev
Publicação original: Centev