segunda-feira, 30 de julho de 2012

Evangelização, a urgência de uma tarefa




Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

1. A evangelização é ordem de Deus.
O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino. Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana. A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão. Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

2. A evangelização é tarefa da igreja.
Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio. Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia. O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

3. A evangelização é uma necessidade do mundo.
O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade. Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade. O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!


Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Compromisso com as Escrituras: caminho para a transformação




“Dá-me entendimento, para que eu guarde a tua lei e a ela obedeça de todo o coração. Dirige-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois nele encontro satisfação”. (Salmo 119: 34,35) 


“Ouçam-me cuidadosamente, rogo-lhes... Adquiram livros que sejam remédios para a alma... Ao menos consigam uma cópia do Novo Testamento, as epístolas dos apóstolos, o livro de Atos, os Evangelhos, e tomem-nos como seus mestres constantes... Não apenas mergulhem neles mas nadem também. Mantenham-nos constantemente em mente. A raiz de todos os males é a falta de conhecimento das Escrituras”. João Crisóstomo (347-407)

Uma linda visão tem nos animado e desafiado nos últimos anos. Temos afirmado que ela é a nossa visão para os próximos dez anos, mas na verdade podemos reconhecer, de muitas maneiras, que ela já está entre nós há muito tempo, desde os primórdios deste movimento “de” e “para” estudantes. Essa visão comunica aquilo que desejamos ser: “estudantes que formam comunidades de discípulos transformados pelo Evangelho, para impactar o mundo estudantil, a Igreja e a sociedade para a glória de Cristo”. Sem dúvida, uma meta especial!

Poderíamos nos debruçar sobre os vários elementos que formam esta visão, imaginando as implicações e desdobramentos de cada um para a nossa tarefa missionária. Porém, pensando nos propósitos deste breve artigo, gostaria de focalizar nossa atenção na expressão central “transformados pelo Evangelho”. Ela liga o que “somos” ao que “fazemos”; sustenta de maneira inseparável o nosso “ser” e o nosso “fazer”, nossa “identidade” e nossa “missão”! Nossa identidade como discípulos será marcada por esta “transformação” contínua, operada por Deus através de Sua Palavra, e o resultado gradativo deste processo será uma nova onda de transformação, “para fora”, um impacto comunitário (“estudantes que formam comunidades”) e duradouro em nossas escolas, universidades, igrejas e cidades.

Costumamos afirmar corretamente que a Bíblia possui um papel central em nossa caminhada como movimento, e buscamos traduzir isso em nossos programas de formação e, até mesmo, em nossa prática missionária! Não por acaso, nem por mero “costume”, o estudo e a exposição da Bíblia possuem um lugar de destaque em nossos encontros e atividades. 

A palavra revelada de Deus é o nosso texto por excelência – a “lente” principal por meio da qual conseguimos “ler” a realidade, e não o contrário. Mas é claro, para que a Bíblia seja realmente primordial, nossa “palavra primeira”, ela deve “dialogar” e ter algo a dizer à “palavra segunda”, que é o contexto no qual vivemos. Jorge Atiencia, que foi Secretário de Capacitação da CIEE na América Latina, diz que “esta é uma aproximação existencial à Palavra, onde o ser é tão importante como o conhecer”. E prossegue: “A Bíblia não é um manual de doutrinamento para programar a conduta. É um manual de vida; quando leio, respondo a ela como uma pessoa livre, em uma situação histórica concreta. A Palavra de Deus me encontra como um ser ativo, me propõe um caminho e me convida a tomar uma decisão: ‘Escolhe, pois, a vida’ (Dt 30:15)”.

Outro elemento importante nesta discussão tem a ver com o objetivo do estudo bíblico. O Pr. Osmar Ludovico nos lembra que “o Deus em quem cremos é Logos, Palavra. Ele tem voz, fala face a face como um amigo... e deseja se fazer conhecido”. A Palavra de Deus nos põe no caminho do encontro com o Deus da Palavra. Ou, colocando em outros termos, a palavra escrita nos conduz à Palavra Viva de Deus: Jesus Cristo. E em Jesus Cristo conhecemos a Deus como Ele é, e ao homem como deveria ser. Ainda segundo Osmar, “as Escrituras devem ser vistas como expressão de amor de um Deus sequioso por estabelecer vínculos de intimidade com sua criatura. Imersos nesse amor, lemos a Bíblia com olhar diferenciado. As Escrituras deixam de ser listas de doutrinas ou regras, tornando-se cartas de amor de um Deus apaixonado, como o noivo que ansiosamente aguarda a noiva”.

Devemos sempre dar o devido valor para o fato de que as Escrituras Sagradas expressam a “revelação especial” de Deus aos seres humanos. A palavra “revelação” é derivada do latim revelatio (“tirar o véu”), e descreve a ação por meio da qual uma coisa que estava escondida por uma cortina é descoberta e, assim, exposta à visão. Isso é muito importante, pois aponta para a iniciativa de Deus de se fazer conhecido; o que implica no fato de que nós jamais poderíamos conhecê-lo, a não ser que ele tomasse a iniciativa de se fazer conhecido. E o clímax da revelação de Deus foi seu Filho encarnado, o Verbo que se fez carne. Como nos ensina John Stott, “o único Cristo verdadeiro é o Cristo da Bíblia. O que a Escritura fez foi capturá-lo para presenteá-lo a todas as pessoas em todos os tempos em todos os lugares. Se o que se quer é uma descrição do clímax da revelação de Deus, vamos encontrá-la no Cristo histórico e encarnado e em sua expressão total no testemunho bíblico”.

Por fim, enquanto afirmamos a iniciativa de Deus em se fazer conhecido, por meio de sua “autorrevelação” especial nas Escrituras, também relembramos nossa responsabilidade de nos aproximarmos dela com uma dupla atitude – reverência e disposição para estudá-la. Isto porque temos como crença fundamental o que podemos chamar de “dupla autoria das Escrituras”: a Bíblia é, ao mesmo tempo, Palavra de Deus e palavra de homens; ou melhor ainda, é a Palavra de Deus expressa em palavras humanas. Novamente, citando John Stott, “sendo a Bíblia o tipo de livro que é, temos de assumir duas posturas distintas, mas complementares, em relação a ela. Por ser ela a Palavra de Deus, nós a devemos ler como a nenhum outro livro – de joelhos, em atitude de humildade, reverência, meditação e submissão. Mas, como ela é também palavra de seres humanos, devemos lê-la como se lê qualquer outro livro, considerando bem o que ela diz e com uma mente ‘crítica’”.

Que as palavras de Jesus, extraídas do livro de Deuteronômio, continuem sempre atuais e renovadas em nossa caminhada pessoal e comunitária: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).

Sola Scriptura!


Por Reinaldo Percinoto Junior
Secretário Geral da ABUB
Publicado originalmente no site da ABUB                   



Bibliografia
HALL, Christopher Alan. Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja. Viçosa: Ultimato, 2000.
ATIENCIA, Jorge; ESCOBAR, Samuel; STOTT, John. Así Leo la Biblia. Barcelona, Buenos Aires, La Paz: Certeza Unida, 1999.
LUDOVICO, Osmar. Meditatio. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.
STOTT, John. A Verdade do Evangelho. São Paulo: ABU Editora, 2000.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Perdão, a cura para os relacionamentos feridos



O perdão é o melhor remédio para a saúde emocional. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração, a cura das emoções. Perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. O perdão é ato de misericórdia e manifestação da graça. O perdão é absolutamente necessário. E isso, por várias razões:

1. O perdão é necessário porque temos queixa uns dos outros. Nós não somos perfeitos, não viemos de uma família perfeita, não temos um casamento perfeito, não temos filhos perfeitos nem frequentamos uma igreja perfeita. Consequentemente, nós temos queixas uns dos outros. Na verdade, nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. Nossas fraquezas transpiram em nossas palavras e atitudes. Sem o exercício do perdão ficamos entupidos de mágoas e a mágoa gera raiz de amargura no coração. Não somente isso, a amargura perturba a pessoa que a alimenta e contamina as pessoas ao redor. 

2. O perdão é necessário porque fomos perdoados por Deus. Quem é receptáculo do perdão precisa transformar-se em canal do perdão. Aqueles que retêm o perdão ao próximo fecham-se para receber o perdão de Deus. Não existe uma pessoa salva que não tenha sido perdoada. Na verdade, no céu só entrarão os perdoados. Logo, é impossível ser um cristão sem exercitar o perdão. Devemos perdoar assim como fomos perdoados. Como Deus nos perdoou devemos nós também perdoar uns aos outros. Quando compreendemos a enormidade do perdão recebido por Deus, não temos mais motivos para sonegar perdão ao próximo. Nossa dívida com Deus era impagável e Deus no-la perdoou completamente. Não fomos perdoados por mérito, mas por graça. Perdão não é reinvindicação de direito, mas o clamor solícito da misericórdia. 

3. O perdão é necessário porque por meio dele restauramos relacionamentos feridos. A Bíblia não oculta o perigo devastador da mágoa dentro da família e da igreja. Exemplos como Caim e Abel, José e seus irmãos, Absalão e Amnon retratam essa amarga realidade. Há pessoas feridas dentro do lar e também na assembleia dos santos. Há pessoas doentes e perturbadas emocionalmente porque um dia foram injustiçadas por palavras impiedosas e atitudes truculentas. Há pessoas prisioneiras de traumas e abusos sofridos na infância. Há indivíduos que não conseguem avançar vitoriosamente rumo ao futuro porque nunca se desvencilharam das amarras do passado. O perdão destampa esse poço infecto. Espreme o pus da ferida. Cirurgia os abcessos da alma. Promove uma assepsia da mente e proclama a libertação das grossas correntes do ressentimento. O perdão constrói pontes no lugar que a mágoa cavou abismos. O perdão passa o óleo terapêutico da cura, onde o ódio abriu feridas. O perdão promove reconciliação onde a indiferença quebrou relacionamentos. O perdão expressa o triunfo da graça, onde o ódio mostrou a carranca do desprezo. 

4. O perdão é necessário para experimentarmos plena felicidade. Uma pessoa que nutre mágoa no coração não é feliz. O ressentimento é autofagia, é autodestruição. Guardar mágoa é a mesma coisa que o indivíduo beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Nenhum calmante químico pode aquietar uma alma desassossegada pela mágoa. Nenhum prazer deste mundo pode aliviar a dor de um coração ferido pelo ódio. A mágoa produz muitas doenças. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Mas, o perdão traz cura completa para o corpo e felicidade plena para a alma.

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Publicado originalmente no site da 1ª Igreja Presbiteriana de Viçosa

terça-feira, 3 de julho de 2012

Os Ensinamentos do “Pai Nosso”



"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino. Faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. E perdoa-nos nossas dívidas assim como temos perdoado aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém." Mateus 6:9-13

A Bíblia nos diz, que Jesus ensinou essa oração, conhecida como “Pai Nosso”, aos seus discípulos em duas situações. Na primeira, Jesus queria mostrar aos discípulos que eles não deveriam fazer orações para mostrar aos outros sua devoção, mas sim para adorá-Lo e para pedir bênçãos, como vemos no trecho acima. Em outra ocasião os seguidores de Jesus pediram-no que os ensinasse a orar, e ele deu o “Pai Nosso” como modelo. Porém essa oração não serve apenas como exemplo para pedirmos ao Pai, mas também como mandamento de Deus. Afinal seria incoerente orar o “Pai Nosso” se não pedirmos o que ela nos recomenda de forma sincera, e se não tivermos em mente os ensinos de Jesus. Em cada trecho dessa oração podemos ver um pouco do que Jesus espera de nós, e, se prestarmos atenção, podemos aprender sobre a vontade do Senhor para nós.

“Pai nosso que estás nos céus”
No início da oração podemos ver o amor de Deus, e que ele também quer que nós o amemos, Jesus nos pede para chama-Lo de Pai, o que nos mostra que ele quer nos educar e cuidar de nós (Jo 15:15), e que tenhamos comunhão, sejamos irmãos em Deus, afinal trata-se do “pai nosso” e não apenas do “pai meu”. Também vemos nesse início a soberania de Deus na afirmação de que ele está nos céus, um lugar acima de nós onde Ele governa o mundo (Is 45:5-7).

“Santificado seja o Teu nome”
Esse trecho reforça um dos pontos mais mencionados da Bíblia, a adoração. Jesus pede que logo após a invocação adoremos a Deus, algo que faz parte dos mandamentos, e é ordenado diversas vezes ao longo das escrituras sagradas (Dt 6:15; Sm 67). O trecho também nos lembra do terceiro mandamento, mostrando a importância que tem o nome do Senhor (Dt 5:11).

“Venha o Teu reino. Faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu.”
Essa parte da oração lembra que nós devemos ser submissos a Deus, reconhecer que ele tem todo o poder, e sua vontade é soberana, seja na terra ou no céu, afinal, não faria sentido pedir isso a Deus se não reconhecêssemos que a vontade Dele é superior à nossa, que ele sabe o que é bom (Jó 38). Além disso, Jesus nos pede que aguardemos o momento no qual o Reino de Deus virá sobre nós.  (Rom 8:17-19, 12:2; Ap 21:1-3)

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”
Nesse trecho, Jesus manda que reconheçamos nossa dependência em Deus, e possamos nos entregar nas mãos do Pai que cuida de nós e nos protege (Lc 12:24-28), fazendo isso, nós reconhecemos a grandeza de Deus. E a oração não fala apenas do pão que nos alimenta, mas também do próprio Jesus, que afirmou: “Eu sou o pão da vida.” (Jo 6:48-51), sendo assim, devemos confiar em Deus não só para que supra nossas necessidades nessa vida, mas também para que nos dê a salvação que só Jesus pode dar (Jo 6:12-13).

“E perdoa-nos nossas dívidas assim como temos perdoado aos nossos devedores.”
Logo após terminar de ensinar a oração a seus discípulos Jesus disse: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mt 6:14-15) Esse ensinamento nos mostra a importância do perdão, Jesus afirma que Deus perdoa nossos pecados, mas exige de nós a capacidade de perdoar os outros, refletindo a imagem dele (Gn 1:26-27).  Jesus reafirma várias vezes em seus ensinamentos que é muito importante perdoarmos quem nos ofendeu (Mt 18:21-35; Lc 7:40-48), ao perdoarmos estamos retribuindo o dom gratuito de Deus, quem nos dá a vida eterna apesar de pecarmos (Rom 6:23).  

“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém."
No final do “Pai Nosso”, Jesus nos ensina que oremos por proteção contra o pecado, que roguemos para não cair em tentação, e isso é algo que Ele quer de nós, que nos esforcemos para não pecar, e contemos com o fortalecimento de Deus quando passarmos por tentações (Mt 26:41; 1 Cor 10:13). A sabedoria é outra coisa que nos ajuda a não cair em tentação. Aprendemos isso com Jesus, quando Ele fora tentado, usando o conhecimento nas escrituras foi capaz de fugir à tentação, ele conhecia a vontade de Deus e respondeu às tentações usando sua sabedoria (Mt 4:1-11).

Podemos ver refletidos no “Pai Nosso” muitos princípios da crença cristã. Essa oração, apesar de ser um ótimo modelo de como adorar e pedir ao Senhor deve ser sincera e coerente com nossas vidas. Não devemos pedir coisas que não queremos realmente, então, com a ajuda do Espírito Santo devemos adequar nossa vontade a de Deus.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”  (Rom 12:2)

Por Thiago Pereira Maia, 17 anos e membro da UPA IPV. A reflexão surgiu de um bate papo na reunião da UPA sobre a oração do 'Pai Nosso'.